Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

QUASE JUNHO


Na minha última postagem dava as boas vindas a maio e agora quase já terminado e nem uma postagem! 
Motivos vários, inclusive um computador no conserto, mas o mais importante foi cuidar de mim. 
Outro dia, numa dinâmica de grupo, fui desafiada a escrever num papel as coisas que gostaria de abandonar e as que gostaria de alcançar ao longo do mês. Travei. Queremos tanto o tempo todo, mas é difícil, de supetão, fechar o foco no essencial. A gente quer mais saúde, amor, dinheiro, tempo livre, mas a proposta/desafio ali era ser mais específica. 
O travamento, que depois destravou, me levou a outros pensamentos: será que ser super focada, com total clareza e determinação em relação aos próprios objetivos, nos deixa meio míopes para as surpresas que a vida planta em nosso trajeto? Algumas oportunidades inesperadas podem nos levar a um lugar bem mais interessante e feliz do que qualquer plano que tenhamos feito... E tenho certeza que, se você parar e pensar um cadim, vai se lembrar de vivências que aconteceram assim e foram maravilhosas.
Há muitas possibilidades entre o “sei exatamente o que quero” e o “deixa a vida a me levar”. 
Às vezes estamos mais abertas, mais flexíveis; em outros momentos temos alvo certo – e pressa para atingi-lo. É preciso reconhecer e respeitar nossas necessidades em diferentes fases, estar atentas a nós mesmas. Por isso gosto imenso do tal check-up emocional! Abrir um espaço no cotidiano para mergulhar em nós mesmos, entrar em contato com nossos desejos, nossas frustrações e insatisfações é tão importante quanto aquela bateria de exames para acompanhar o colesterol, glicose etc. e tal. 
Precisamos estar preparadas para responder a elas com honestidade, mesmo que não saibamos muito bem como atuar diante do “diagnóstico”. Uma coisa de cada vez, um dia depois do outro. E tudo a seu tempo! Que chegue junho e com ele a percepção das surpresas que a vida, com certeza, nos brindará.

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