Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

VIVER É UMA FESTA!




Começar é difícil. Dar o primeiro passo exige coragem, determinação e vontade, mas permanecer no caminho é o desafio mais supremo. Para isso, é preciso algo a mais, é preciso ter fé no caminho escolhido. Foram um passo de cada vez, algumas vezes uns trotes, outras uma lesma se arrastando. Mas cheguei a dezembro 17 quilos emagrecidos. Feliz demais!
Digo que na minha casa há espaço de sobra para o novo entrar e que já posso sonhar. Aí, fico pensando: Com que sonha esta mulher? Resolvi responder para mim mesma e para o mundo.
Sonho com liberdade e todos que me conhecem sabem bem do que falo. É um sonho grande, que acalento todos os dias e noites. Eu, que sempre escolhi meus próprios caminhos, que me responsabilizei pelos meus passos, eu que sempre quis voar um pouco mais alto, não me contento com menos do que isso para todos os que amo. E cada um de vocês sabe que são amaaados meus! Então, que sejam livres, que todos sejam capazes de andar por aí e ir fazendo seu caminho, concretizando uma história mais
bonita.
Sonho em andar mais leve. Não quero carregar mágoas, lembranças tristes, remorsos... Isso pesa bem mais que quilos acumulados. Sonho com uma casa no campo. A moça da cidade agora quer roça. Cansei do asfalto e da correria. Quero quietude para um ótimo recomeço. É só. Por enquanto. Até o dia primeiro de janeiro a lista pode aumentar ou mudar um tanto. Fiz limpezas, joguei fora papéis, doei o que não estava usando mais e agora nas gavetas armários e prateleiras há espaços de sobra para o novo entrar. Então, sim, eu posso sonhar.  E daí? Eu posso. Eu sonho!
Movida pelo desejo de simplificar a vida, resolvi também que, novamente, neste final de ano, não vou fazer listas para guardar na gaveta.  Estas só servem para revelar minha incompetência todas as vezes que abro e vejo que não cumpri nem 10% dos itens. Não, este ano, vou cair no ridículo e dar uma de boba. Não vou relacionar o que quero, vou viver cada momento como uma conquista. Serei ridiculamente Poliana. Aquela capaz de ficar feliz até nos piores momentos. Porque, no final das contas, é assim mesmo que eu sou.
Tudo bem, confesso, existe uma lista mental e que começa assim: serei mais feliz! Com isso, todos os outros itens passam a integrar a lista do coração. Ah, como isso é deliciosamente ridículo, não acham? Um Natal abençoado, repleto de paz e Luz e um Ano Novo ridiculamente feliz para vocês!!!

domingo, 6 de dezembro de 2015

LUZ



Hoje será a primeira noite, de oito, de Chanucá. Já contei pra vocês da importância dessa festa/celebração no judaísmo. Chanucá é uma lição de vida – talvez a mais importante. É a história da LUZ desafiando as trevas. Acredito que todos nós acendemos velas. Para pedir, agradecer, comemorar, criar um ambiente intimista, mas, sobretudo, para nos iluminar e aos nossos amados. Todos nós, em algum momento, lutamos contra a escuridão – seja dentro de nós mesmos ou no mundo lá fora. Chanucá chega para dizer: não lute com as sombras. Em vez disso, acenda uma vela e a escuridão irá embora!
 “O judaísmo ensina que a vela simboliza o ser humano: a cera representa o corpo, e a luz, a alma. A Torá* nos ordena acender velas para transmitir que a missão do homem é iluminar o mundo... As do Shabat precisam ser acesas antes do anoitecer e dentro do lar. Já as velas de Chanucá devem ser acesas após o anoitecer, perto de uma janela, para que as luzes possam ser vistas por aqueles que estão fora de casa. O propósito das velas de Shabat é adicionar luz ao lar, ao passo que em Chanucá é iluminar a escuridão que existe mundo a fora.”
O que é uma vela? Uma vela é uma mitzvá – um ato divinamente belo, que nos foi passado pelo Céu para elevar nosso mundo e fazer dele um local divinamente belo. Nada é mais poderoso que uma mitzvá. Assim, à medida que a luz do sol diminui, acendemos uma pequena vela. No dia seguinte, acendemos duas. Dia a dia a LUZ se torna mais forte, até que chegamos ao poder de oito – um número que representa um poder além da natureza, uma força miraculosa.
Existem muitas lições a serem aprendidas com Chanucá, mas vamos ficar com essa: quando nascem as trevas, produza mais LUZ! Espalhe mais bondade. Seja grato. Talvez possa parecer algo pequeno, minúsculo em comparação à escuridão lá fora, mas jamais subestime o poder da LUZ!
Não importa a nacionalidade, religião, etnia e raça. Essa LUZ é uma mensagem de esperança para todos os homens de bem. Que se faça LUZ, sempre, é o meu desejo a cada um de vocês, amaaados meus!  Feliz Chanucá! Natal Sameach!

Torá*: é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, חמשה חומשי תורה - as cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo.

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