Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Bom-humor e profissionalismo

Sou de um tempo em que analistas eram treinados para parecer neutros demais — quase desumanos. 
Um levantar de sobrancelha já denunciava que ali havia alguém vivo.
Após quase vinte anos de prática em hospital geral, aprendi algo essencial: demonstrar emoção, interagir e acolher não é falta de ética nem de rigor clínico. 
É reconhecimento da condição humana.
Sou uma pessoa bem-humorada. E isso não é um detalhe. É característica da minha maneira de ser e estar no.mundo! E claro de trabalhar.

Em Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905), Freud nos lembra que o humor não é apenas riso. É um trabalho psíquico complexo, capaz de transformar sofrimento em algo simbolizável, criativo e menos paralisante.

Mas atenção: humor não é palhaçada. Não é mostrar todos os dentes.

É um modo de estar no mundo.
Um olhar crítico, irônico e, às vezes, benevolente,  próprio de quem sabe que nem tudo precisa ser vivido como tragédia.
Aliás, tragédia mesmo é apenas aquilo que é irreversível.

O resto envolve escolha, responsabilidade subjetiva e trabalho interno.

Comece um caso de bom-humor consigo mesmo, com a vida...
E, claro, procure um bem humorado analista para te ajudar nesta mudança! 😉
#psicanalise #humor #alegria #profissionalismo

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