Sou de um tempo em que analistas eram treinados para parecer neutros demais — quase desumanos.
Um levantar de sobrancelha já denunciava que ali havia alguém vivo.
Após quase vinte anos de prática em hospital geral, aprendi algo essencial: demonstrar emoção, interagir e acolher não é falta de ética nem de rigor clínico.
É reconhecimento da condição humana.
Sou uma pessoa bem-humorada. E isso não é um detalhe. É característica da minha maneira de ser e estar no.mundo! E claro de trabalhar.
Em Os chistes e sua relação com o inconsciente (1905), Freud nos lembra que o humor não é apenas riso. É um trabalho psíquico complexo, capaz de transformar sofrimento em algo simbolizável, criativo e menos paralisante.
Mas atenção: humor não é palhaçada. Não é mostrar todos os dentes.
É um modo de estar no mundo.
Um olhar crítico, irônico e, às vezes, benevolente, próprio de quem sabe que nem tudo precisa ser vivido como tragédia.
Aliás, tragédia mesmo é apenas aquilo que é irreversível.
O resto envolve escolha, responsabilidade subjetiva e trabalho interno.
Comece um caso de bom-humor consigo mesmo, com a vida...
E, claro, procure um bem humorado analista para te ajudar nesta mudança! 😉
#psicanalise #humor #alegria #profissionalismo

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