Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

segunda-feira, 23 de março de 2009

PENA/DÓ OU COMPAIXÃO

Existiria diferença entre as três? É sutil, mas real. Sempre brinquei que, quem tem pena é galinha. A pena é um sentimento adoecido, depressiva. É fruto da comparação que fazemos entre nós e os outros e nos sentimos superiores a eles.
Quando sentimos dó de alguém, estamos tentando aplacar nossos sentimentos de culpa por estarmos em situação melhor e nos percebermos como pessoas muito dignas e boas. Imersos nesse sentimento, em geral nada fazemos pelo outro e apenas nos igualamos, subjetivamente àquele que sofre.
A compaixão é diferente. É da banda dos sentimentos amorosos e, portanto, é sadia. Ninguém pode se isentar, de estar sensível à dor alheia. O exercício de se colocar no lugar do outro é da natureza do ser humano. A compreensão com a dor do outro e o desejo de ajudá-lo a sair do sofrimento, são a base da generosidade, da solidariedade. No caso da compaixão, o que nos move não é o sofrimento da pessoa, mas a possibilidade de ela sair da dor. É um exercício ativo da esperança no ser humano na sua capacidade de superação, no seu potencial de ir adiante. Enquanto na pena está presente certa revolta, um tom de lástima e queixa, na compaixão há um ímpeto de construir com o outro a trajetória humana: ajudá-lo a atravessar o vale e subir a montanha.

3 comentários:

  1. Muuito legal! Me ajudoou bastaantee, era exatamente isto que eu estava procurando!

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  2. Mesmo não sabendo com quem falo, fico felizzz dimaissss se lhe ajudou!
    Regina

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  3. Linda, bem isso mesmo,foi bem sintética, e isso tudo é um exercício para nós, terapeutas.
    Grande abraço.

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