Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Uma festa sem mamãe

Segunda-feira foi aniversário do Gustavo, meu sobrinho, primogênito da minha irmã Janete e do meu cunhado Jorge. Fez 30 anos e convidou toda a família e alguns amigos para jantar. O cardápio descrevo abaixo, pois o sabor está, até hoje, nas papilas:

Antepastos
Sardela, Berinjela
Mini Rondeles de Queijos e Raspas de Limão com Ovas Capelin
Batatas Salteadas com Alho e Alecrim
Ceviche de Tilápia com Vinagre de Framboesa

Entrada
Salada Verde com Picanha Defumada e Sorvete de Mostarda Dijon

Pratos Principais
Rondele de Damasco (escolhi este, estava delicioso).
Ravióli de Queijo de Cabra ao Molho de Tomates Frescos (experimentei da Nanda, minha sobrinha, sem comentários).
Tortelli de Cordeiro ao Molho Rôti com Raspas de Limão (só vi o Jorge raspando o prato)

Sobremesa
Compota de Manga com Crocante de Côco e Sorvete de Tapioca
Sorvete de Paçoca com Hortelã e Calda de Chocolate Meio Amargo (dividi esse com a Dani e não sobrou nem uma gotinha pra contar história)
Compota de Banana com Calda de Chocolate, Sorvete de Nozes e Azeite de Cardamomo (acho que mamãe teria escolhido este).

Quando o Gu nasceu, atrás daquele vidro das maternidades, mamãe disse meio assustada:
- O que aconteceu com o menino? Por que as enfermeiras tiveram que passar mercúrio cromo na sua cabeça? Seu cabelo era tão vermelho, ruivo diferente que ela se assustou.
Acredito que ela teria adorado estar com toda a família e comemorar os 30 anos do seu neto, porque sempre gostou de reunir toda a família para “celebrar a vida”. Mas ela hoje, não consegue mais estar fora de casa.
Acredito que ela teria saboreado todo o jantar e principalmente a(s) sobremesa(s), porque sempre adorou doce. Mas ela hoje, não sente mais prazer em se alimentar.
Acredito que ela teria visto a alegria, escutado as conversas, participado das brincadeiras. Mas ela hoje, vê muito pouco, ouve menos e não se envolve mais.
Minha mãe não está mais presente. Para onde você foi, mãe? Volta, vem me ajudar nessa lição tão difícil de fazer. Essa lição que comecei a aprender tão pequena. Que foi você que me ensinou, sempre, a tirá-la de letra: a lição da perda.
Devo ter "matado" muitas aulas e agora tenho que fazer a lição sem você mãe!

3 comentários:

  1. OI RE ,
    AMO TUDO QUE VOCE FALA.CHOREI AO LER SEU ULTIMO COMENTARIO. AINDA ESTOU APRENDENDO MEXER NESTE BICHINHO AQUI .A CELIA ME ENSINOU ONTEM COMO MANDAR UM RECADINHO PRA VOCE.LINDONA MARAVILHOSA QUE SABEDORIA ,ORGULHO DE SER SUA AMIGA.BEIJOKAS

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  2. ei re,quero e nome desse
    buffet, que cardapio delicioso.
    bjusss
    elainemoreiraborges@bol.com.br

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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