Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CONCILIAÇÃO



Pazes. Reatamento. Congraçamento. Harmonização de pessoas brigadas. São essas as definições encontradas. Como é possível fazer as pazes com quem nem se conhece? Pensava que brigas e a tal conciliação só aconteciam entre partes conhecidas. É comum nossas instâncias psíquicas lutarem entre si. Nosso superego ditador com nosso id livre e profundo é quase todo santo dia. E o pobre do ego tentando manter o equilíbrio ou conciliar as partes. Mas, pessoas que nunca se viram antes é novidade para mim. O conciliador ouve a história, queixas, acusações e tenta fazer um acordo. Nem sempre é possível, pois o lado queixoso se reveste do eu tenho razão, eu estou certo e nada o tira de sua posição. Sendo assim, quais os motivos para uma sessão reconciliatória? Ganho financeiro. Sim, quando envolve o tal dinheiro vale (?) tudo. Criam-se “provas”, estórias, e aquele que ouve (o conciliador e ou juiz) tem que ter um lado salomônico para filtrar tantas inverdades e encontrar a solução.
“O Rei Salomão diante de um impasse posto por duas mulheres que reivindicavam a maternidade de uma única criança decidiu com a sabedoria designada por D’us: “Trazei uma espada e divide em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra”. Enquanto uma concordou com a solução encontrada, a outra disse: “Não, meu Senhor”! Dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis”. Então, o sábio Rei respondeu: “Dai a ela o menino vivo, esta é a sua mãe”.
Que a verdade seja encontrada e a justiça feita! 
(Imagem: google)

14 comentários:

  1. Esse assunto é terrível e estou vivendo na pele, sei muito bem do que você está falando...
    mas nada, nadinha mesmo, vale a liberdade de ser, a liberdade de escolher, nada!
    beijo

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  2. Encontrar a verdade e ... fazer justiça, nunca devemos perder isso de vista! No entanto a vida tantas e tantas vezes torna isso tão difícil não é?!!
    Jinho, fica bem.

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  3. Tema difícil esse e quando entra o vil metal, pior ainda. Que sempre possa ser feita a justiça, mas.... sabemos que assim não é?Pena! beijos,chica

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  4. Dizem que para bem aprender é preciso esquecer várias vezes. Tudo o que se questiona em nossos dias havia sido resolvido pelos antigos.Compreender essa ciência é ver Deus.
    Talvez essa é a Chave dos nossos Mistérios.
    OBS.: Questão Resolvida e não tão complexa ... O peitinho era meu.BINGO!!!!!
    Bjs.
    Wilma

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  5. Nem me fale sobre brigas referentes ao dinheiro... eu já vi uma coisa que me chateou muito, sei que poderá acontecer o mesmo comigo.

    A familia do falecido brigou por 10 anos com a família materna (avós maternos), queriam a herança e os pais estavam vivos. Era tanta briga, insultos, etc..., morreu o pai e então a mãe acabou cedendo. Após a partilha dos bens, ficaram todos amiguinhos de novo. Putz!

    Comigo, rola algo parecido. Ele ficou com tudo, sumiu com tudo, me odeiam porque ele tem que me dar o que é meu. Já rolam anos. Preciso ter fé que um dia isso vai findar. Mas, francamente, após tanto sofrimento, que eles se danem.

    Beijos

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  6. Oi, Regina!
    É preciso ter sabedoria para fazer justiça. Fazer a parte conciliadora não é fácil. Como não ser injusto? Alguém sempre perde para outro ganhar! Somente a distância das emoções é que nos fazem enxergar a razão. Sem estar envolvido com as partes é mais fácil de julgar!
    Bom fim de semana!!
    Beijus,

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  7. Andei uns dias fora do ar, graças à minha operadora (NET)...
    Essa história (ou estória) do rei Salomão é célebre...
    O velho sabia das coisas, não é a toa que se tornou sinônimo de sabedoria!
    Bjs, Rê!

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  8. Olá, RÊ!

    Não é tarefa fácil, nem que inveje, a de ter que julgar.Hoje em dia é muita a gente que sem pudor mente, e com bons advogados por perto tantas são as vezes em que a mentira é transformada em "verdade"...
    Bem mais fácil a decisão de Salomão, perante uma mãe que amava o filho em disputa...

    E lamento que o meu post não tivesse sido mais claro: no fundo, quis dizer que a vida se vai tornando cada vez mais difícil e precária, nesta Europa que se vangloria de ser símbolo civilizacional.

    Bom Domingo; beijinhos amigos
    Vitor

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  9. Eita, mas é uma situação recorrente e toda vida chata. Isso de dizer "a verdade é minha e pronto", é totalmente sem noção. Ninguém é seu dono absoluto.
    Que coisa, heim? Não queria estar na pele do julgador de jeito nenhum.

    Aquele nosso assunto, acho que essa semana está sendo encaminhado. Prepare-se e aproveite sem parcimônia.

    Beijo!

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  10. Como dizia Victor Hugo: "Ser bom é fácil, O difícil é ser justo". Agora, legal mesmo é procurar ver o lado positivo em tudo o que vivenciamos. Afinal, cada passo que damos na vida é um aprendizado e nos faz melhores a cada dia!

    Beijokas Regina!!!

    Bia

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  11. Realmente, Rê, vemos por aí que as reconciliações quando se concentram sob o domínio do maledito dinheiro, não acontecem, pelo contrário, ouvimos e vemos coisas do outro mundo. E foi o relato que ouvi esta semana de uma amiga sobre a cessão do jazigo de família para uma tia morta.
    Nem imaginas a briga que anda acontecendo por causa disso!
    O ser humano é complicado mesmo. hehe
    beijinhos cariocas e ótima semaninha.


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  12. Isso é tão comum, infelizmente. Aliás, brigar já causa aborrecimento, por causa de dinheiro, isso triplica. E a trama do Salomão é um clássico. Bjs e boa semana.

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  13. Rê Amiga,
    A justiça salomonica, não está ao alcance de todos.
    Muitas vezes procupamo-nos tanto com quem é está certo ou errado, que nos esquecemos do que é certo e do que é errado.
    O meu xião,
    Jorge

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  14. Mais um texto profundo que me deixou pensativa...
    Detive-me, sobretudo no início e no final. Na verdade, a "justiça" tem sempre várias vertentes. Contudo, ninguém pode ter a supremacia da verdade,

    Bjuzz, querida Rê. :)

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