Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

DO AMOROSO ESQUECIMENTO


Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci? (Mário Quintana - Espelho Mágico)


O tempo, a distância, a falta de notícias... Ferramentas desse des(espero), buraco sem fim. Foram com essas palavras que ela iniciou sua fala. As questões eram muitas. Como é possível um amor sobreviver sem a presença, mesmo que não constante? Como é possível serem companheiros se nas horas mais difíceis nem companhia se faziam? Companhia: aquele que acompanha, pessoa com quem se está ou se vive, com quem se convive. Companheiro: camarada, colega, amigo, leal, disposto, com quem se pode contar em qualquer circunstância. Companheirismo: convívio cordial, afetuoso, próprio de companheiro; camaradagem.
Não demandava fidelidade. Mas da lealdade não abria mão. Esperava poder contar com ele. Aguardou por meses, anos, até descobrir que não só podia, mas deveria contar consigo mesma. Decidida, seguiu em frente, não mais à espera... Vivendo em sua ilusória autossuficiência. 
(Imagem: google)

9 comentários:

  1. O amor é um enxerido, finge que vai embora mas fica esmiuçando dentro da gente até não querer mais...

    O amor ainda te esmiúça, galega?

    Beijo!

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  2. Amor requer parceria em todos os sentidos, o saber que PODEMOS CONTAR. Isso é tri importante! Um beijo praiano, tuuuuuuuuuuuudo de bom,chica

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  3. Olá, RÊ!

    Pois é: Esquecer nem sempre é fácil, mesmo que se finja a contrário.Como o não será o amor à distância, a menos que se tenha nascido com vocação para santo.
    E quanto a autossuficiência: idem, idem, aspas, aspas...

    Tema delicado, este.

    Beijinhos amigos; boa semana.
    Vitor

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  4. Pena que ainda não temos a disposição a tecnologia do filme "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças"...

    http://omundoparachamardemeu.blogspot.com.br/

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  5. Re,

    Ficar sozinha a dois é melhor ficar sozinha consigo mesma, assim... talvez, encontre uma outra fonte mais acolhedora.

    Bjs da Fadaaaaaa_amada! kkkkk

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  6. A espera tem limites. Não podemos alimentá-la por tempo excessivo, quando a ausência se prolonga e a falta de notícias pressupõe abandono. A ilusória autossuficiência se transforma em realidade, quando se resolve prosseguir. Bjs.

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  7. Oi, Regina!
    Podemos inventar a existência de um amor, acreditar que ele realmente existe e alimentá-lo com lembranças - muitas dessas também arquitetadas pelas nossas invencionices sentimentais. Um amor sem convivência, será que existe mesmo ou é apenas um conto que teimamos em esperar pelo final feliz?
    Amamos nossos pais, irmãos... família no geral, porque convivemos. Uma mãe será que ama seu filho antes dele nascer? Então sou um pouco cética com amores sublimados :)
    Boa semana!
    Beijus,

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  8. Olá!
    Quem sou eu para falar no amor!
    Atrevo-me a dizer que a distância, é inimiga, falta de notícias ... hoje em dia não se justifica, será talvez outro o nome para isso!
    De todo modo, prosseguir ... sim, prosseguir! Há mais marés do que marinheiros, não é? Quiçá num outro porto, a felicidade espera?!!
    Beijinho, fica bem.

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  9. Como esquecer sem se ferir, sem se cortar?

    Beijo.

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