Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

domingo, 7 de agosto de 2011

MEIO ASSIM...INTEIRO É

Vamos a uma feira e compramos meio quilo de tomates, cebolas, batatas. Num supermercado meio litro de uma bebida qualquer. Até mesmo numa pizzaria a tal meio-a-meio para a satisfação de gostos diversos. Dessas metades entendo. Agora, quando pergunto a alguém: e aí, como cê tá? E me responde: meio tristinho... Não compreendo! Nunca ouvi como resposta: meio alegrinho, meio feliz. Por que será que só a tristeza é sentida pela metade? Não pode sentir-se triste por inteiro? É vergonhoso? Ofensivo? Quase um pecado capital - nesse mundo que só permite os tais sentimentos “positivos”(?) - confessar-se humano-triste. Dessa exposição fragilizada de uma personalidade que deve ser inteira_mente forte foge-se.  Desconfio das pessoas que são – em tempo integral – felizes. Fardo e dever. Precisamos, devemos ser felizes, sob pena de amargarmos o pior dos fracassos. Será? Existem momentos de alegria, instantes de tristeza, tempo de felicidade. Queremos filhos felizes, relacionamentos felizes, empregos que nos ajudem a encontrar felicidade, e acreditamos, que tudo isso está a nosso alcance. Fica difícil mesmo dizer-se, só por hoje, inteiramente triste. A tristeza é a honestidade das lágrimas, que desarmam a armadura da alma.  Então, a tristeza desobriga. A ninguém cabe o ônus de ser triste. Porque um dia, mal quista, a pobre vai embora.  
Quando perguntarem como cê tá, autorize-se. Eu daqui colho e respondo:
"É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba, não...
E a tristeza tem sempre uma esperança,  a tristeza tem sempre uma esperança, de um dia não ser mais triste não…”
Rousseau já dizia: "a felicidade é um estado simples e permanente em que a alma basta a si mesma".  E acrescento: Só é feliz quem sabe reciclar suas tristezas inteiras!(RR)



 

17 comentários:

  1. Re.
    Bom dia!
    Respondendo sua pergunta lá no Bloguinho, (que já não tá mais com a cara que vc viu), as flores são pra alegrar os dias, meio tristes (humm...) do inverno. Elas são o prenuncio de que tudo vai florir novamente, é só ter paciência, pois assim é o ciclo da vida.
    Pois é, ouvimos muito e quem sabe também dizemos - meio triste, meio down, meio resfriado, meio chateado, meio magoado. Acho que usamos o meio pra dizer que nada está perdido, e que logo logo voltamos a ficar inteiros.
    Beijinho nocê.
    Um domingo bem bão.

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  2. Regina, tô te sentindo meio insatisfeita. Vou propor à Dilma criar o Ministério da Meia Felicidade, e indico você como primeira titular. É claro que ela escolherá outra pessoa, e assim você ficará inteirinha feliz.
    E na alegria ou na tristeza, eu lhe desejo plenitudes.
    Beijo inteiraço.

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  3. Rê, felicidade o tempo todo significa uma coisa lisa, sem variações, sem diferenças. Resumindo: chatice! Agora tristeza o tempo todo é depressão!
    Só se valoriza a felicidade porque ela aparece em momentos que se destacam do chato normal!
    Para haver equilíbrio, a tristeza deve ser da mesma forma, só que o destaque tem sinal de menos (-).
    Mas, o restante também não pode ser uma planície chata!
    Na realidade, é como uma escadaria que sobe ou desce alguns degraus a cada trecho!
    Tenha um bom e alegre domingo!
    Abraços!

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  4. O "meio" foi criado pra "mear"...

    Assim como não da pra dizer que a moça tá meio grávida... Eu não posso dizer que tô meio bravo.
    Ou tô, ou num tô....

    E AvAcAgÁ... quem achar minha resposta MEIO esquisita....!!!

    Deusssssssskiajude
    Beijo
    Tatto

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  5. Olá Regina, eu adoro lê suas postagem, sempre li,tudo que me faz bem lendo nos blogs,considero meus amigos rs estou feliz em tê-la comigo.
    Bjos...que Deus ilumine seus passos.
    Até breve
    Sol

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  6. Eu sempre procuro responder que estou bem.Tenho trauma d tempo que morei na Itália e as pessoas lá rspondiam: Se tira avaaaaaaaaaaaaaaaaaaante!( vamos innnnnnnnnnnnnnnnnndo!!!)

    Ui, que coisa mais pra baixo... rsrs beijos,chica

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  7. Muito bom!!!!
    A tristeza nos faz sentir humanos porque em aprendizado. Como a alegria.
    E não tinha reparado esta frase meio triste. Você tem uma percepção bem aguçada, né?

    Minha amiga, uma ótima semana!!!
    beijo

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  8. Ei Regina!
    Estar triste ou feliz é estar em nosso melhor estado de Humanidade, mas tudo que é demais é desequilíbrio, pois estado permanente de tristeza leva a depressão. O importante é viver todos os nossos sentimentos!
    Te desejo um ótimo domingo!
    Gd beijo

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  9. Como seres tão limitados que somos temos momentos assim mesmo, ora triste ora alegres, o que não dá e concordo com vc é viver sorrindo, ou só ver escuridão. O equilíbrio....to tentando amiga. Uma boa semana e muitas alegrias e paz em teu coração. Bjsssssssss

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  10. Não sei Rê, se é a tristeza que é sentida pela metade, acho que é mais um não entregar-se a ela por completo...o desejo de que não perdure. E aí entra, no meu entender, esta tua colocação sobre o dever da felicidade nos assombrar, a exigir a tal felicidade integral e vitalícia - como se fosse possível.
    Sem pensar em extremos, tanto a alegria como a tristeza convivem em nós, nos nossos dias - como se fossem sol, como se fossem noites - e acho que o melhor é mergulhar logo, bater os pés no fundo do poço pra subir de uma vez, não ficar no ensaio de um desfecho morno, um engano razoável que não convence nem a si mesmo. Já a alegria, a gente se lambuza igual sorvete que derrete fácil afunda nela pra sorver cada pingo...pq sabe que não dura pra sempre??

    Além do que, se uma é a sombra de outra, é preciso conhecer a tristeza na intimidade, para que a alegria se revele, inteira. Eu me permito - (acho que) já sei sair delas duas sem tantos efeitos colaterais...rsrs.

    Adorei tua reflexão, só agora pude parar um pouquinho para visitar com calma os cantinhos amados.
    Bjãozão, irmiga, uma boa semana!!!

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  11. Hum... Acho que é feito já foi dito aqui, é mais a vontade de não ceder totalmente à tristeza, é estar triste, mas querendo abandonar a sujeita chamada tristeza, e a gente se perde, depois se acha. E segue a vida nesse cirandear maluco.

    Eu estou meio com uma saudade inteira de ti.

    Beijo.

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  12. Amanhã vou estar mais suave
    E quarta vai ser o meu dia
    O fim-de-semana promete
    Domingo vai ter que dar sol
    Segunda vou acontecer
    Não posso perder o teu show
    É agora que eu saio de vez
    Que bom que eu vou te encontrar
    Amanhã vou estar mais feliz

    Martha Medeiros

    Bjs.

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  13. Que pensamento verdadeiro!
    Tristeza pela metade é estranho mesmo.
    É como fé. Ou tem ou não tem.
    A tristeza é o alimento para a felicidade.
    Encantada com o blog.
    Bom dia inteiro!

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  14. Reciclemos Rê!!
    E muito minha amiga, he, he!!
    Tou começando férias, logo, logo te conto novidades ... ou não!

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  15. "Só é feliz quem sabe reciclar suas tristezas inteiras!"

    Mais palavras para quê?

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  16. Regina, gostei das suas divagações e conclusões. Não existe gente pela metade, todos temos dois lados e o mesmo se aplica aos sentimentos - quem sabe meso-a-meso, meio-triste, meio-alegre, um ser volúvel? (rs*) Beijus,

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  17. Eita amiga sábia! Te ler é crescer um pouco mais como ser humano! Adoroooooo....beijos,

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