Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

domingo, 30 de outubro de 2011

DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIAS

Sempre gostei das palavras. Dos seus significados e significantes fico umas tantas vezes, cativa.  Concretas, abstratas ou simbólicas vão construindo meu dizer diário. Quantas vezes elas se embolam numa saída atropelada que o remédio é um não foi isso que quis dizer! Outras escapam criteriosas, e mesmo assim somos mal interpretados. E não pensem vocês que o silêncio é solução. Claro que é melhor se calar quando não temos ou sabemos o que dizer. Não é por acaso que temos dois ouvidos e uma boca! Mas, até mesmo no silêncio, elas dizem de nós. A expressão oral e escrita é, realmente, uma arte. Outro dia empaquei numa: habilidade. Acreditava que quem possui a tal, por si só, supunha-se competência. Ledo engano. Competência é quem faz de suas habilidades um diferencial. E entenda-se aqui diferencial = dinheiro. Saí dessa reunião, onde me corrigiram no que as coloquei sinônimas, tristinha mesmo. Nem adiantou o consolo do meu – constante - amigo Aurélio. Disse-me ele: se você é hábil é apta, capaz, competente sim! Ora, pois, retruquei na minha decepção, competência é qualidade de quem é capaz de apreciar, resolver certo assunto e fazer determinada coisa di-fe-ren-te-men-te. Eu acreditava como você, amigo Aurélio, que eram sinônimas. Mas entenda-se, aqui também, que diferentemente = dinheiro ou o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que, quando integrados e utilizados estrategicamente, permite atingir com sucesso os resultados que dela são esperados na organização (Dicionário de Termos de Recursos Humanos/Benedito Milioni). Ah, então falamos das organizações? Pensava na vida. Desculpa aí!  E quais as competências que fazem a diferença? Competitividade, produtividade, agilidade e racionalização de custos são as principais. Além disso, as mais apreciadas atualmente no mercado de trabalho são a capacidade empreendedora, saber trabalhar sob pressão, ser comunicativo, criativo e inovador. E ainda: saber negociar, ter capacidade para planejar, organizar e liderar. Ser assertivo na hora de tomar decisões, tendo flexibilidade e agilidade em situações inesperadas. UFA! Viu como não são sinônimas? Chego à conclusão que administrar o dinheiro do mês, planejando, organizando os gastos, liderando a família, requer de mim uma flexibilidade comparável a de Nádia Comaneci. Agilidade com as situações inesperadas - estragos domésticos, inflação, doenças e outras coisinhas mais – nem lhe conto. Uma coisa posso assegurar: há que se ter competência nesse sobre_ viver diário! Mas agora sigo, insistente, em transformar o que creio serem minhas habilidades em competências! Será que consigo? E você? É habilmente competente?! Então,compete a você transformar seu domingo num dia lindo de viverrr!(RR)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DENI_SE(R)

Não sei contar como nos conhecemos, mas a empatia foi assim - não de cara - de alma imediata. Essa moça, linda de viverrr, foi logo se transformando em Dê,amada, irmiga, irmigamada. São mudanças as quais não tem a menor explicação e nem perco tempo em buscá-las. Falar de Denise é dizer de uma mulher atenciosa com todos e tudo ao seu redor.  Apegada à família, quase derrubou meu queixo quando a descobri vovó!!! Já fiz alguns tantos pedidos para ela e mesmo tendo muitos afazeres sempre me atendeu. Imortaliza coisas nossas com suas mãos, amorosas, de tecelã. É que essa moça, gosta mesmo de se sentir útil e necessária. Disciplina, praticidade, lealdade, gosto pelo trabalho, confiabilidade, solidez e eficiência são suas marcas registradas. Não admite superficialidade nem covardia. Com os pés no chão, não se deixa levar por nada que se mostre leviano ou propostas sedutoras demais. Sua sensibilidade é um dos seus encantamentos. Deixa esparramada, em cada comentário que faz sua escuta apurada. Também convenhamos, ser psicóloga não foi uma decisão por acaso. Amável e atenta aos detalhes nada lhe escapa e ficamos assim cativos com essa Deni_SE(R). Tecelã primorosa usa de linhas invisíveis para unir e reunir amigos.E ficamos todos de queixo caidinho com o resultado final. Quando desejo ter as palavras certas, para dizer de uma amada, elas desobedientes, escapam. Dê_scubro assim que, de fato, não existem... Não há dicionários, nem manuais, onde encontro as da alma. E é num silêncio, Dê_ferente, que digo: AMODÊ! Desse jeito demoDê e simples de meu ser. FELIZ NATAL IRMIGAMADA! E não se esqueça de “ir ali e ser feliz” em todos os instantes desse seu novo ano de VIDA.
P.S: Não podia pedir pra aniversariante...então, agradeço, mais uma vez e sempre, a ajuda desse Peludim, Xipán/Tatto, em forma de GENTE pela criação dessa arte. Obriagada amado!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UPA-UPA CAVALINHO SELADO

Estava para iniciar meus trabalhos na Casa do Richard e pegando o celular para desligá-lo tocou:
- Tudo bem?
- Tudo!
- Tá me ouvindo?
- To, ora essa!
- É que tá entrecortada sua voz, mas quer ir à ópera comigo?
- É um convite? (e quem convida paga, né?)
- É sim! (responde rindo de mim... ou seria para mim?!)
Foi assim que peguei mais esse cavalo selado e apeei, ontem, no Palácio das Artes para assistir La Bohème. Essa ópera de Puccini (estreou em 1896), umas das mais populares de todos os tempos, acontece em Paris. Quatro jovens boêmios dividem um apartamento: o poeta Rodolfo (tenor), o pintor Marcelo (barítono), o filósofo Colline (baixo) e o músico Schaunard (barítono). O tema principal da ópera é o amor de um deles, Rodolfo, por Mimi(soprano)uma floreira que sofre de tuberculose. Na noite em que se encontram pela primeira vez, Marcello recupera sua ex-amante, Musetta (soprano), das mãos de um rico admirador. Alguns meses mais tarde, incapaz de suportar o ciúme irracional de Rodolfo, Mimi o abandona, para só retornar, à beira da morte, trazida por Musetta. Os jovens boêmios tentam salvá-la, mas já é muito tarde. La Bohème é um exemplo de uma ópera proletária, já que até a época em que Puccini a compôs, quase todos os personagens de ópera tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. Em quatro atos, baseada na novela “Scènes de la Vie de Bohème” de Henry Murger, trouxe solistas de diferentes estados e países, grande elenco, além de contar com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o Coral Infanto-juvenil do Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia. De Dança do Palácio das Artes.
Palácio das Artes
Lotação esgotada em todos os dias, preços bem acessíveis, nos fez assistí-la do balcão. Sem problema. Levei binóculos, pois gosto de ver também as expressões faciais. Não entendo nada do que falam, mas minha alma compreende, tão intensamente, que geralmente choro. Lembro daquela cena - do filme Uma linda mulher – quando Richard G. leva Julia R. para assistir, pela 1ª vez, uma ópera. E ela, como eu, sem entender palavra, transborda em seus olhos a compreensão. Dessa vez uma novidade: havia uma tela, bem acima do palco, com tradução. Assim facilita o entendimento de toda a história, mas eu prefiro é ouvir mesmo! Minha incompreensão maior é, de fato, com o povo que dorme e ronca, fazendo seus acompanhantes quase morrerem de vergonha de tanto cutucá-los. Um dia entendo! Constantemente penso os motivos dessa arte não ser mais popularizada e cair no gosto de todo brasileiro. Talvez falte educação, divulgação e até mesmo desmistificação. Não é coisa de rico não! A riqueza é só da oportunidade de - no mesmo espetáculo – apreciarmos tantas manifestações artísticas,maravilhosamente,reunidas e desempenhadas. Podemos nos orgulhar de termos produzido o único compositor de ópera de todo o continente americano do século XIX. Carlos Gomes (O Guarani, Maria Tudor, O Escravo, Fosca, Salvador Rosa) por seu grande talento, seu dom em compor belas melodias e seu senso dramático, projetou pela primeira vez, o nome do Brasil de forma internacional! Com a ópera O Guarani, Carlos Gomes consagrou-se. Ela vem sendo apresentada em diversos teatros do mundo. Saí feliz e grata (Obriagada "mamita" Raquel) por mais esse cavalinho selado. Nada mal para uma terça-feira, vocês não acham?(RR)

domingo, 23 de outubro de 2011

CABELOS NOSSOS

Uma mulher gasta por dia, em média, 35 minutos cuidando de suas madeixas. Foi lendo essa pesquisa que senti estar absolutamente fora. Minha filha, diferentemente, não os herdou lisos e esse descontentamento genético faz muito mais que minutos serem perdidos em sua adolescência. Existem revistas, e creiam até mesmo blogues, especializados em cabelos. O que comprar, usar, como, quando, os especialistas dizem as leitoras desesperadas com seus cabelos indóceis. Cabelos crespos, cacheados ou ondulados são o top da lista. Muitas vezes fico com impressão de que a autora do texto é uma lisa escorrida, que não imagina os perrengues que passam essas mininas - e suas mães no auxílio - para sair de casa com um cabelo minimamente ajeitado. Sei que parece exagero para quem não se liga muito nesse assunto, mas as donas de cabelos não lisos sabem o quão tortuoso pode ser o caminho para viver em harmonia com seus fios. Festas, viagens, encontros românticos... Tudo vira um estorvo se o cabelo não colabora naquele momento – e cabelo cacheado ou os crespos tem um humor próprio, vocês sabem.
Mas voltemos aos cabelos em geral e sua manutenção – verdadeiramente deprimente – gasta diariamente. Por vezes acho que não precisar mais se preocupar com os cabelos é o que o pós-vida terá de bom para muitas mulheres. Diga-me a verdade. Você não fica por aqui com os seus cabelos? Não se cansa de lavá-los e secá-los? Conheço gente que lava os cabelos todos os dias e não entendo por quê. Tenho amigas que gastam uma hora por dia, sete dias por semana, só para lavar e secar os cabelos. Como conseguem levar algum tipo de vida é um mistério para mim. Quero dizer, estamos falando de 365 horas por ano! Nove semanas de trabalho! Talvez isso fizesse sentido quando éramos jovens, quando o tempo que gastávamos para nos embelezar tinha certa correlação com o número de horas que gastávamos transando (que era, afinal, uma das razões para gastar tanto tempo nos cuidando). Agora, porém, que estamos mais velhas (e a palavra é essa mesmo), a quem estamos enganando? Mas deixemos essa consideração para um outro dia.
Além disso, você tem tentado comprar xampu ultimamente? Boa sorte! É dela que vai precisar para encontrar alguma coisa cujo rótulo diga, simplesmente, xampu. Há xampus para cabelos secos, mas oleosos na raiz, xampus para cabelos ásperos, mas finos, para tirar o frizz ou para dar volume sem o tal frizz. Com sal e sem. Depois há os condicionadores, alisadores e os que dão vo-lu-me (ainda não descobri de quantos decibéis) aos cabelos. Que nível de dano devem ter sofrido os pobres para serem considerados “danificados”? Por que há xampus para louras? Seus cabelos são diferentes das ruivas? Chego a ficar zonza examinando prateleira após prateleira de produtos e não encontrar nenhum que seja capaz de dar conta do recado sozinho. E tenho saudades de D.Lucy, que lavava os dela – e provava para suas seis filhas mulheres - com um pedacim de sabão de côco (tira a sujeira e oleosidade), uma colherinha de vinagre na água do enxágue para fazê-los brilhar e se possível em água fria.
Enfrento tal confusão adotando medidas draconianas para reduzir o tempo gasto com os meus cabelos. Jamais cuido deles sozinha, se puder evitar, e faço o possível para fugir de situações que exijam isso de mim. Tenho a maior admiração pelas colegas que fazem nos cabelos cortes mágicos que praticamente não exigem manutenção. Invejo as asiáticas – quero dizer, algum dia vocês viram uma asiática que tivesse cabelos feios?
Outro dia numa conversa luluzinha uma amiga sentenciou: Não irei, jamais, na África! E por quê? Perguntei ingênua. Não há cabeleireiros na selva! Piadas à parte sei que, essa dependente de secadores, chapinha e afins, falou sério mesmo.

Por essas e outras que vou a um salão e peço para lavarem e secarem meus cabelos. É muito mais barato do que fazer psicoterapia por conta deles e muito mais revigorante. E mais, leva muito menos tempo do que lavar e secar os cabelos em casa todos os dias, principalmente, se, como eu, você morar em uma cidade grande onde haja um salão bom e barato a cada esquina.
Ainda assim, quando terminar o ano, terei gasto pelo menos umas oitenta horas só para manter meus cabelos limpos e penteados. Mas uma coisa é fato: não precisamos dar uma de Dalila para deixar os meninos, amados nossos, caidinhos e sem força, por nossas madeixas e claro, suas donas. E não pensem vocês que os mininos estão fora dessa via crucis! Só os carecas. E são deles que elas gostam mais, diz a música. Penso que é por não terem que disputar o secador! Já cuidou do seu hoje? Então, deixa para outro dia, e aproveite seu domingo ganhando um cafuné gostoso!(RR)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DANDO UM TRATO NAS BOLAS DIÁRIAS

E REBOLA MESMO!!!


Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá !
As cantigas de roda fazem parte do meu playlist saudosista. Na ingenuidade infantil nem imaginava como a vida me faria rebolar sem estar na roda.  Mexer as cadeiras é coisa de mulata, negra, branca e índia. Coisa de mulher que não se acomoda. Cria moda. Recria no incômodo da roda da vida. Vida que roda!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

NOSSA ESCOLA

DIPLOMAS DE BASE
Sábado foi dia dos professores. Merecem homenagens, diárias, na mesma proporção que enfrentam os tais ossos de um ofício tão desvalorizado! Fiquei pensando em como fazer...  Olhei para parede da sala de TV e vi meu diploma - antigo - de pré-primário e do 3º período de meus filhos. A mesma escola. A que comemora esse ano 50 anos educando. A que traz na lembrança mestres amorosos, competentes, e a possessividade, rara, de se chamar NOSSA!
Acredito que uma das tarefas difíceis para pais é escolher uma escola para seus filhos. Antigamente talvez fossem a proximidade com a casa, alguns amigos, disciplina, bons professores, o que determinava a decisão. E só. Hoje, a lista é tão grande e cheia de requisitos a serem preenchidos para – supostamente - atender as exigências dessa pós-modernidade, que se esquece do básico. Meu filho está feliz? Brinca? Tem amigos ou só coleguinha?
Acho que foram essas as perguntas que D.Lucy - minha mãe - se fez, quando me matriculou na ETH. Não estava preocupada com a linha pedagógica, nem com um supermoderno laboratório, muito menos com as atualizadíssimas publicações na biblioteca. Vocês poderão dizer: mas os tempos são outros! Nem tanto. Repeti a dose, duplamente, com meus filhos e desejo que assim seja, um dia, com os netos. Não é em qualquer estabelecimento educacional que se cumpri a máxima de que escola é a extensão da sua casa. Mas por favor, não confundi-la com responsável única pela educação do seu filho! O papel da ETH na construção partilhada dos valores morais, éticos e também judaicos foi fundamental em nossas vidas.

Foi lá que aprendi a ouvir/sheket=silêncio e ser ouvida/braço erguido pedindo a vez para falar. A respeitar um professor e ser respeitada enquanto aluna. A desenvolver o ser em detrimento do ter. A comer de tudo porque os lanches e almoços eram feitos pelas mãos mágicas da Bá. Nem precisava de um cardápio desenvolvido, elaborado e balanceado por nutricionista. E se a gente não gostasse, ficava com fome, porque era o que tinha para comer. Éramos bem saudáveis e obesidade era sinônimo de excesso de risadas. Aprendi o gosto pela leitura e a viajar, ainda mais, com minha imaginação. A ter responsabilidade, ser organizada e pontual, mas também a brincar de um jeito sensacional. Criávamos com o que tínhamos e partilhávamos com os amigos. Das amizades nem consigo falar... Cada um tomou um rumo, mas quando os caminhos resolvem nos cruzar, vem aquele sorriso nos olhos que diz muito mais que um simples “foi meu colega de escola”. É com um abraço gostoso, envolvido pela saudade e cumplicidade, que acontece o encontro. Foi com esse mesmo olhar, que vi minha filha reencontrando, dia desses, a diretora da Escola. Nem precisei acionar a tecla SAP. Estava lá a emoção de uma saudade que jamais ela irá curar. Aliás, não é assim também definida: "saudade é o amor que fica"? E tenham certeza, é muito amor!
Minha mãe também não se preocupou quando era chegada a hora de sair de lá, classes pequenas, e cair nos colégios gigantescos com turmas de cinquenta alunos. Estaria eu preparada para enfrentar essa realidade? Não teria sido super protegida? Estaria em pé de igualdade? Acredito que ela sentia, e mães são sábias, que o se faz com amor verdadeiro cria o melhor dos escudos protetores para enfrentar a vida!

VALE A PENA ESTUDAR AQUI!
A Escola tem defeitos? Lógico! Até porque se não os tivesse, teria que ter outro nome. Escola é lugar de ensinar e aprender constantes. E se você conhece uma perfeita, por favor, me apresente.
O slogan da E.T.H. é: “Desde 1961 formando pessoas brilhantes”. Confesso que nunca gostei muito dele. Talvez por que me soe meio presunçoso. Coisa que a minha/nossa E.T.H. não é. De qualquer maneira, não sei se somos, meus filhos e eu, pessoas brilhantes* (famosa, ilustre, notável). Mas que a Escola nos fez feliz, posso assegurar!  Tôdentro da E.T.H. Parabéns por esse ouro construído, nosso amor e gratidão... Sempre!(RR)

domingo, 16 de outubro de 2011

TRANSITAR...QUE MARAVILHA!

Eu não entrei em contato com a vida por uma via única. Claro que não. A maioria dos meus caminhos foram dolorosos. Mas, todos eu os fiz macios.
Que nem o trem e o rio. O peso da dor me confere o valor da coisa.
Segundo Clarice Lispector, só voa e só cai o que tem peso. Faz sentido. Por isto tantas quedas. Por isto tantos voos em mim, de mim, comigo. 
O gozo do entendimento é um orgasmo perene dos sentidos.
Que será isto? O perdão? O paraíso?
A vida. Sim é a vida!
Inexoravelmente provisória; ou seria transitória?
Gosto do trânsito, de transitar. Me dá ideia de movimento, mesmo quando parado (aparentemente) no sinal.
Não mais que de repente, arranca. Transita. Segue. Caminha. Leva...
Que nem o rio.
Só de olhar, cansa.
Que nem meu cansaço antigo que joguei na enxurrada.
Se se ficar só olhando, cansa.
O rio,
o trem, a vida,
o ar, a flor, a dor, o sonho,
a falta, o carro, o mato, o bicho, o lixo. Tudo cansa.
Mas, se seu olhar me alcança
O meu olhar descansa.
Desce o pano.
Chega a noite.
Fecha a porta.
Apaga a luz no escuro.
Então eu te procuro.
No trânsito, em transe, na transa?
Transito calma pela chuva.
Durmo.(RR)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ROSA OUTUBRO

PALÁCIO DA LIBERDADE
Oito prédios de Belo Horizonte receberam iluminação especial no Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama. A cor rosa, que alerta para o problema do câncer de mama no mundo. A iniciativa integra as ações do Outubro Rosa, movimento mundial de mobilização pela conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

Na capital mineira, o Outubro Rosa vai contar ainda com a visita de um caminhão equipado com mamógrafo a 11 cidades do estado para realizar exames.(Jornal Hoje em Dia)
PRAÇA DA ESTAÇÃO
Vocês sabem que sou avessa a datas. Penso que não deveríamos ter dia de nada e fazer de todos eles nossas lutas, declarações amorosas e celebrações. Também não posso mentir, dizendo que me ocupava de mamas alheias antes do meu ET. Faço parte da população privilegiada que tem acesso a exames, hospitais particulares, médicos de minha preferência e um dispendioso plano de saúde privado. Nem por isso fiquei isenta ao ataque desse alienígena! Mas foi por ele que conheci pessoas maravilhosas, histórias inimagináveis, lutas e vitórias de emocionar. Também por conta dele é que carrego um sonho... Um dia nascerá. Faço meu exercício, diariamente, logo ao ligar o PC: indolor e nem me custa mais que alguns segundos... À direita poderão ver o DOE CLIQUES (Mamografia gratuita) tanto quanto o DOE PALAVRAS. Nesses dias de outubro e noutros também, seja solidário (a) e faça suas doações. Vista-se de rosa, conheça blogues que lutam contra essa doença e suas histórias de vida, visite um hospital, diga alô para alguém, derrame sua porção amorosa, enfim, sinta e transpire ROSAS. Eu, daqui, lhes digo: OBRIAGADA... SEMPRE!
E HOMEM TAMBÉM!!!
(Imagens:Toninho Almada p/Jornal Hoje em Dia e Internet)

domingo, 9 de outubro de 2011

MUNDO IN_SUSTENTÁVEL DE SER




Desde fevereiro todos os estabelecimentos de Beagá ficaram obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
Essa decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que eles se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas transformou Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação. Tudo muito bacana e vergonhoso (teríamos que ser obrigados???) inclusive a adaptação, gradativa, da população (euzinha) para os novos malabarismos. Minhas sacolas são as que minha filha fez em seus tempos de "primário" (de lona) e acrescidas das que o estilista Ronaldo Fraga criou para a moda instituída esse ano.  E é num estilo bem fashionista de ser que saio arrumando (?) as compras dentro das lindas.
LINDAS!!!
Tomates, ovos, legumes, verduras, lataria, pães, material de limpeza tem que conviver harmoniosamente! É bem verdade que, algumas vezes, tenho à minha disposição, uma omelete com molho de tomates sem gastar um tiquim de gás. Tudo pelo nosso planetinha azul vale a pena!  Outras dou gargalhadas, quando vejo um(a) esquecido(a) saindo da padaria ou supermercado demonstrando suas intimidades consumistas. Numa mão vidro de palmito, embutidos, macarrão e na outra absorventes íntimos, pasta de dentes e sabonete. Recebi  o texto abaixo (desconheço a autoria) por email e partilho com vocês desse mundo in_sustentável de ser. Uma senhorinha assim queria conhecer e ouvir. Bom domingo a todos!
Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. Você está certo, responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
LEITE É ITAMBÉ!
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo.Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. 

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. 

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funciona a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. 

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou  ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Imagens: Internet)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

UM...DOIS... E JÁ... 24!!!

Estranho não define bem essa passagem do tempo. Como um susto, rápido, vejo esses 24 anos de vida transformados em Homem. Não queríamos saber o sexo, mas de alguma maneira já pressentíamos, pois só nomes masculinos havíamos escolhido. Nada difícil amar um bebê branquelo, penugens raras e loiras (cadê a morenice dos pais?), calmo e tranquilo. Ajudava sorridente, sem cólicas ou horários malucos, o ofício de uma mãe de primeira viagem. O pediatra, a cada vacina e nenhum gritinho de dor, sempre dizia: André não é padrão!  Nunca foi. Nesse ano, quando lhe pedi que imprimisse - em seu estágio - oito folhas de um relatório, me respondeu:
- Não mãe! Já imaginou se cada um dos quinze mil funcionários, da cidade administrativa, fizer isso diariamente, só porque a impressora de casa pifou, onde o governo vai parar? E no final, será você que estará pagando e caro.
Esse é seu padrão! Tanto quanto declarar seu amor, de jeitos variados, por essa mãe babona: To subindo prá casa... Quer que eu leve um sanduiche Subway procê?
Preocupado com o encasulamento materno ordena: Vai sair de casa sim. Vamos ao cinema e você pode até, escolher o filme... Eu deixo!
Ou ainda no trânsito engarrafado pra quebrar a impaciência: Mãeee te amo!
Ando com sérias dificuldades de exercitar a sabedoria de Khalil Gibran:
Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da Vida por si mesma.
Eles nascem através de você, mas não de você.
E embora estejam com você,
não pertencem a você.
Você pode dar a eles seu amor,
mas não seus pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Você pode abrigar seus corpos,
mas não suas almas.
Pois suas almas moram na casa do amanhã,
que você não pode visitar,
nem mesmo em sonhos.
Você deve procurar ser igual a eles,
mas não busque torná-los iguais a você.
Pois a vida não caminha para o passado
nem espera pelo amanhã.
Então - só por hoje (será?)- faço-o pronome possessivo (bem padrão) e digo para o mundo inteiro ouvir: MEU FILHO, AMO VOCÊ DE VIVERRR! FELIZ 24!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FALANTE EXERXÍLIO

Eu observo os diversos aspectos do meu caráter com perplexidade. Reconheço que sou constituído de várias pessoas, e que a pessoa que no momento prevalece acabará dando lugar à outra. Mas quem é a verdadeira? Todas elas? Ou nenhuma? (Somerset Maugham)
Não queria nenhuma companhia. Mas há visitas que chegam sem convite. O que me restava, a não ser abrir a porta? E ao fazê-lo, foi logo dizendo:
- Este é um ótimo momento para estudar, pesquisar, escrever, ensinar e tomar consciência da sua força interior. Passe o máximo de tempo possível sozinha. Aprenda a gostar da sua própria companhia.
- Ué? Não era isso que estava fazendo até você chegar?
- Você está começando a alterar a tessitura da sua vida. A sua visão de mundo está mudando e você poderá começar a se sentir insegura sobre a vida em si, especialmente no que se refere à família e às questões do coração. Você também está entendendo que quer mais do que isso – muito mais – da sua vida!
- Começar??? Já me sinto assim faz meses e não tem sido nada fácil! E a maior das inseguranças você nem disse... Profissão, trabalho!
- Você precisará ficar sozinha para poder pensar nas coisas. Se negar esses sentimentos ou se distrair deles, não só continuará precisando ficar sozinha, como também se sentirá solitária. Ficar sozinha faz parte da programação positiva de crescimento.
- É tudo muito bacaninha, mas tenho receio de desaprender a convivência.
- O pessimismo ou até mesmo a depressão poderão aparecer de vez em quando, porque você está insegura quanto ao que virá a seguir. Uma tendência a pensar no pior. Isso indica que os seus medos estão vindo à superfície e precisam ser reconhecidos, vivenciados e expressados. Não tenha medo de ter medo! Só quando você sentir de verdade o seu medo é que irá perceber que ele tem uma finalidade protetora. Só então você ouvirá o que ele lhe diz para fazer ou não fazer.
- To começando a acreditar que você quer, mesmo, é me en-lou-que-cer...Depressão e pessimismo para permitir que os medos venham à tona... hum...sei não! Até bem pouco tempo, você me dizia que eles paralisam, não deixando a gente prosseguir, e agora se transforma numa defesa necessária?
- A sua intuição é constituída de todos os seus sentimentos em conjunto. No momento, ela tenta se fazer escutar. PSIU! Escute. Escute. Os seus pensamentos e sentimentos são energias diferentes. Eles precisam se comunicar livremente entre si para que haja um acordo dentro de você. Sempre que a confusão se manifestar, relaxe todos os julgamentos mentais para que os seus sentimentos tenham a possibilidade de se fazer conhecer.
- Ah tá. Parece exame ginecológico. A gente numa posição e sentir nada confortável e o doutor dizendo: re-laaa-xa!
- Um período sozinha e em silêncio, sem perturbações, ajustará esse processo de cura. Não há necessidade de se tornar uma ermitã, ou de deixar que o seu comportamento diferente a distancie dos outros.
- Sinto informar que isso já aconteceu e perdi o caminho de volta. Não coloquei pedacinhos de pão marcando a estrada.
- Tente permanecer flexível e aberta, equilibrada e contemplativa. Encontre o equilíbrio entre o exagero e a timidez.
- UAU! É coisa demais pra encontrar e permanecer. Enquanto procuro, pode recolher toda sua sabedoria e colocar-se daqui para fora. Rua! E só volte quando for convidada.(RR)
(Imagem:http://karinizumi.wordpress.com/)

sábado, 1 de outubro de 2011

EXERXÍLIO

Neste fim de semana não me telefonem porque vou fazer exerxílio de solidão.
"Que minha solidão me sirva de companhia. 
Que eu tenha a coragem de me enfrentar. 
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de  tudo."(Clarice Lispector)
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