Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

QUATRO MESES DE VIAGEM

Ontem me perguntaram como você está? Fiquei alguns momentos sem saber o que responder, até porque você ainda não me deu notícias se fez boa viagem, se sentiu frio, se alimentou, como foi recepcionada na chegada, quem estava te aguardando e todos aqueles detalhes que sempre me pediu, em todas as viagens que já fiz.
Tenho tanta curiosidade... Já se encontrou com todos da família? E com os amigos? Retomou sua dança, aulas de desenho/pintura, costura, culinária, bordados, arranjos florais? “Vá com calma porque o mundo não acaba hoje” – lembra-se?
Como é a paisagem? Multicolorida? A temperatura é agradável? Tudo é iluminado e calmo? Não há muros nem cercas, doenças e dores, só Alegria, Gratidão e Amor?

Por aqui estamos caminhando... Altos e baixos como numa montanha russa. Hoje estou um pouco apreensiva. Estamos enfrentando, nesses últimos meses, uma epidemia/pandemia de “gripe suína”, corretamente denominada de gripe A(H1N1), e os meninos viajam para Curitiba. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná recomendou a não realização do evento e, após muitas horas de reuniões avaliando os pós e contras, os organizadores decidiram pelo não cancelamento. Vou ter que assinar um termo de autorização detalhado e dizer - “seja o que D’US quiser!” Sou uma mãe relapsa? Você deixaria? Bons tempos àqueles que uma gemada, leite quente com mel, chá de limão com alho, cama e carinho de mãe sarava, rapidinho, qualquer gripe!
Outra coisa: já se encontrou com o grande amor da sua vida? Disse tudo, tudo, que ensaiou nesses anos todos? Colocou para fora toda a mágoa, tristeza dele ter te deixado sozinha por tanto tempo? E como ele reagiu? Ah, nós mulheres, como adoramos “tricotar”...
Bem, espero que depois desse “puxão de orelha”, você arrume um tempinho, na agenda, para mandar notícias!
Beijuuss, no seu coração, cheios de saudade e amor da sua “caçulinha”.

4 comentários:

  1. Re aprendendo a postar

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  2. Eu, Júnia, testando postagem de comentários.

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  3. Imagino sua saudade...Que delícia ler seus escritos e perceber que a cada mês vc está mais "forte".Bjs
    Rodrigo

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  4. O lado doído da morte não é apenas a perda, mas também a presença da ausência... A falta nunca preenchida... E as perguntas jamais respondidas... Somente o tempo... Ele não cura, mas remedia... um beijo no coração e que o tempo te acalente, querida...

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