Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

UMA IDADE ESPECIAL

Estávamos sentadas à mesa da fazenda, tomando um delicioso café da manhã, ouvindo as mais variadas músicas emitidas pela infinidade de pássaros que ali habitam, com um céu azul de brigadeiro invadindo os janelões, quando começamos, Júnia, Syl e eu, a falar das novas técnicas cirúrgicas, preenchimentos, botox, laser e cia.ltda. Puxar daqui, esticar dali, quem já fez, dores, conseqüências desastrosas e cu$to$. Não me lembro o porquê do surgimento do assunto e isso é um dos indicativos da Síndrome de PIA (Porra da Idade Avançada!). Só sei que, repentinamente, o céu se tornou cinza, os pássaros desapareceram e fui me olhar no espelho! Como já escrevi em outros posts (mudanças corporais) não é fácil assimilarmos todas as mudanças que ocorrem conosco a partir de certa idade. Mas também venho experimentando algo totalmente novo: um equilíbrio, um bem-estar interior. Algo que posso assegurar não termos, quando nosso bumbum é durinho, o rosto sem rugas de expressão, memória impecável, e somos tratadas pelo melhor pronome de tratamento - você.
Voltando para o espelho pensei em dizer para as “meninas” que cada nova experiência nos desafia com uma escolha. E o processo de envelhecer não é exceção. Agora, de que maneira essa nova fase do “não sou mais jovem” se abrirá para nós – de que modo nós nos ambientaremos e habitaremos o espaço da maturidade em diante – é uma questão em aberto e cabe a cada uma encontrar a própria resposta. Eu, “meninas”, já encontrei a minha (é só ler os referidos posts) e decididamente não estou envelhecendo, www.tôfora.com.! Estou ENVELHE/SENDO ou MADURE/SENDO, como preferirem e aí www.tôdentro.com.
É um novo espaço que se abriu com a chegada da maturidade: caminhos diferentes que constroem novas “sinapses” em meu cérebro e que dá boas vindas – espiritualmente e fisicamente falando – a novas energias, que de outra forma ou num outro momento, eu não estaria receptiva.
Envelhecer não é um território novo – vimos nossos avós, pais, irmãos mais velhos passando por ele e pensávamos (se é que...) estarmos muiiito longe. Mas o que pode ser novidade é a maneira como nós estamos buscando algo que esteja além das normas culturais prescritas. Uma visão mais ampla que nos leve para além das formas de pensamentos limitadas e padrões previamente estabelecidos por gerações passadas - e isso, inclui aqueles relacionamentos que já falamos a respeito. Esse período, “meninas”, é muito diferente da juventude e também da velhice. É a MADURE/SENDO... Sendo mais ousadas, pacientes, equilibradas, permissivas, aventureiras, livres, soltas, inteiras com o nosso desejo! O espelho continua sendo amigo, porque reflete a nossa alma, o nosso interior construído ao longo desses anos, a nossa alegria de sermos o que somos. E aí não tem nenhum problema, podemos até incluir no pacote, se quisermos, o botox, o laser, a plástica, o preenchimento...

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