Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ELOGIOS E SEUS EFEITOS


Estava caminhando acelerada para o consultório quando uma senhora, elegante, me aborda:
-“Deixa eu te perguntar, você corta seu cabelo com quem?”
E eu achando que ela iria me pedir uma informação de rua ou coisa parecida.
Resposta dada - ela já o conhecia de nome – pergunta ainda a localização, o valor, e afirmando que gostaria de um corte igual, agradece e segue seu caminho.
Seguindo o meu, agora mais acelerada ainda, fiquei achando o máximo aquela senhora- olhou, gostou, elogiou, perguntou e foi em frente. Quantas de nós fazem isso? A maioria das vezes ficamos olhando, olhando, quase “secando” a colega e não temos essa coragem...Já escrevi em outro post da dificuldade que percebo nas mulheres, principalmente, em elogiar e quando acontece recebe de resposta um acanhado “obrigado, imagina, são seus olhos!”
Chegando no meu andar reconheço e cumprimento um amigo de uma das minhas irmãs, que estava sentado nas cadeiras:
-
É você Regina? Irmã da Lea?
- Isso mesmo! Tudo bem? Posso ajudar?
-
Tudo. Estou aguardando minha dentista. Você está diferente! Fez alguma coisa?
- ???? Não!
- Emagreceu... (os ponteiros da minha balança não se moveram nem com reza braba!) Ah, já sei! É o corte do cabelo: te remoçou muito (putz... acho que, além da sra lá atrás ter mandado alguma msg telepaticamente pra ele, vamor ter que rever essa história de que nossos maridos, namorados, ficantes não percebem quando tiramos dois dedinhos das pontas),
você está ótima!
Agradeci o elogio “remoçada” – bem melhor que conservada – e entrei pra começar mais uma tarde de trabalho.
Dessa história, que me fez rir sozinha em vários momentos, restou a lembrança de marcar salão para cortar o tal cabelo - já faz dois meses que ele não vê uma tesoura - e de que é muiito bom ganhar elogios assim, inesperadamente.

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