Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

JULGAMENTO

A revista VEJA desta semana traz, nas páginas amarelas, entrevista com a psicóloga Rosângela Alves Justino, que foi julgada pelo Conselho Federal de Psicologia no último dia 31/07/09 em função de seu “tratamento” com homossexuais. Caso se interesse, leia em ordem numérica os posts antigos de Homossexualidade.
A psicóloga foi repreendida, censurada publicamente pelo C.F.P“formado por muitos homossexuais deliberando em causa própria” e impedida de aceitar pacientes em busca do “tratamento”.
Apesar de na entrevista camuflar, além de si mesma, o que havia afirmado anteriormente sobre a homossexualidade, continua a sustentar sua linha de pensamento: “é um estado de ser, algo
que pode passar dependendo da motivação da pessoa”.
Além disso, é categórica ao afirmar que
“o ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de desconstrução social estudam o nazismo porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas”.
Se não bastassem suas incoerências, ausência de rigor técnico-teórico em sua “clínica”, nos brinda com mais essa pérola:
“eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida”.
Mimo é agrado, carinho, presente. Numa relação rigorosa de trabalho psicoterápico, não é nossa função mimar pacientes. Acolhimento, escuta, direção do tratamento passa bem longe de “ter um conforto maior”.
Aliás, quem já se submeteu a um processo terapêutico sabe bem, o quão desconfortável é enfrentar seus fantasmas!

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