Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MISTUR_AÇÃO

Acordei toda misturada. Alegria por uma etapa vencida, síndrome do ninho vazio instalando e preguiça. Hoje é dia de baile de formatura – ensino médio – de minha Preta. Em plena terça-feira salão de beleza pra ticar a lista da filha e mãe dá muiiiita preguiça. Além disso, pegar estrada à noite pra chegar ao local da festa, tirar fotos, ver a valsa (nos braços de quem além do pai?) não beber e ter que acordar no dia seguinte pra labuta diária, dá mais que muita preguiça. Sei que já tive meus bailes da vida... meus. E bem diferentes das superproduçõe$ atuais. Minha mãe não ia. Quando me formei na faculdade não quis participar, porque já tinha todos os sintomas dessa preguiça pra esses tipos de festa. Desde o começo Dani fez questão, e eu bem que poderia ter incluído no contrato - da firma que organizou todas as festividades ao longo do ano - uma cláusula: mãe dispensada do baile. Agora não tem mais jeito. Sei que é um rito de passagem importado lá da América do Norte. Lá faz sentido. Os filhos quando vão pra faculdade, saem da casa dos pais e moram no campus. Só voltam em tempos de festas, como visitas. Aí fui atacada pela síndrome do ninho vazio. Ansiedade, apreensão. Como será a vida? Sentirei saudades das atividades contínuas e diárias?! Filhos fazem a gente rir. E chorar. Fazem a gente se orgulhar. E decepcionar. A gente os ama apaixonadamente. Eles sobrevivem a nós. E nós a eles. Ocorre-me o pensamento de que, de certa maneira, fará horas, dias, meses e anos que eu não a desafiarei, mas não levo isso em consideração. Não vale a pena. Acabou. Exceto pela preocupação. A preocupação é pra sempre. Sobrevivo à preguiça e pipocam instantâneos internos de alegria. Mais um ciclo concluído. Dei, demos conta do recado. E ela está... aborrecentemente linda! E eu? Bem, eu sou somente uma coadjuvante babona e preguiçosa constatando  como o tempo passa...
P.S: outro dia posto as fotos...do baile que é bem mais tarde ...e que preguiçosamente vou ter que ir... mãe é essa coisa estranha de ser.

sábado, 26 de novembro de 2011

LUNA, LUCY, MÃE AMADA

"Há momentos na vida que sentimos tanto a falta de alguém, que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la." (Clarice Lispector)

Continua viva dentro de mim e es_pa _ lha_da em muitas coisas...
Nas lembranças
Nas frases
Nos gestos
Nos desenhos 
No riso 
No carinho 
No afago 
Nas coisas ainda não captadas...
Que vão continuar num diálogo interiorizado
Que a morte não interrompe... 
AMOTE minha Luna!(RR)

Lembra-se do CD que fizemos por ocasião do seu octogésimo aniversário de vida por aqui? Com suas músicas prediletas? Cantadas constantemente e sonhadas ano após ano, desde os seus quarenta, em dançá-las com seu amor e pé-de-valsa único? Escolhi essa... E imagino-te aí, com ele, riscando os salões do céu. Já sei o que me diria: hoje não é aniversário de um certo SER em forma de macaco que tanto ama? Então vá se arrumar, deixa a saudade de lado, enxugue as lágrimas e celebre a vida...essa que você filha diz, sempre, que vale a pena de ser vividamente vivida. E vale filha, vale mesmo! E eu respondo: aprendi com a senhora essa celebração! Além disso, manda quem pode e obedece quem tem juízo, né?! Então, tô indo...mas não sem antes dizer: Feliz Natal Mãe!


terça-feira, 22 de novembro de 2011

E AGORA?

Acordei acompanhada da ausência...
Falta saudosa...
Ruidosa.
Embolada nos lençóis de uma memória
entranha...
estraño.
Fragmentos oníricos
vividamente vividos.
A minha necessidade é singular e única. Tem rosto, tem toque, tem jeito bem feito de tessituras novas que me vem de mim mesma.
Quem preencherá minhas faltas?
     meus desejos insatisfeitos?
     minhas procuras?
     meus encontros e desencontros?
Há gritos vindos de minha alma com tamanha vibração e intensidade que me sinto em horizontalidade no mundo.
Como quem dorme ou descansa, repouso.
Longe é um lugar onde não estou.
Em qualquer lugar que eu esteja, sou amor.
Abraço forte, beijo doce, carícia farta.
São superações propostas em antagonismos crônicos.
Dia                         noite
Forte                       fraco
Crente                      cético
Vida                        morte
Certo                       errado
Falso                       vero
Longe                       perto
Amor                        ódio
Calo                        falo
Um                          outro
Eu e você.
Você e eu.
Pura necessidade e desejo. Superação.
                           Proposição.
                           Preposição.
                           Conjunção.
                           Unção.
                           e
                           Bênção!
Abençoada sou por mim mesma.
Permitida sou pela minha visão clara.
Eu me concedo essa alegria nova guardada no segredo de minhas antiguidades raras.
Ainda que ninguém veja (os homens são cegos) eu me concedo a harmonia deste viver tão pleno.
Amém.(RR)

sábado, 19 de novembro de 2011

DA SOBREVIVÊNCIA E DO DINHEIRO

Ganhei de presente a trilogia de Nilton Bonder: A Cabala do dinheiro, A Cabala da comida e A Cabala da inveja. A relação com a comida que ingerimos, com o dinheiro que ganhamos e com o ódio que sentimos pode revelar muito sobre quem somos. É o que diz o provérbio talmúdico Kossó, Kissó e vê-Kaassó: “Uma pessoa se faz conhecer por seu copo, seu bolso e sua ira.” Escolhi começar pelo dinheiro. Não foi à toa. Sempre tive problemas com essa moeda e descobri – antes tarde do que nunca – que nunca dei o devido valor. Somos o que fazemos, somos o modo como reagimos, somos o que acreditamos, e nosso dinheiro é uma extensão de tais escolhas. Nossa relação com o mundo se dá pelo dinheiro que entra ou pelo dinheiro que sai; ele é um dos grandes determinadores do que há do lado de fora, do valor que as coisas e as pessoas têm para nós, do valor que temos em relação a coisas e pessoas. Os cabalistas fazem extensa reflexão sobre o dinheiro e lhe dão um tratamento simbólico semelhante ao corpo. Assim como temos uma alma recoberta por um corpo que age e interfere no mundo, nossos apegos, intenções e estimas ganham forma no uso do dinheiro. A prosperidade é uma parte fundamental da vida. Ainda assim, muitas pessoas (e eu todentro...) têm dificuldade para desenvolvê-la e mantê-la. Isso porque pensamos na prosperidade como algo que destrói a vida humana, a vida animal, a vida vegetal, a vida dos oceanos, a vida no ar e a própria Terra. Na verdade, é o nosso conceito de prosperidade que deve mudar. É claro que onde quer que haja uma necessidade de mudança sempre haverá pessoas que prefeririam morrer ou matar em nome da tradição, e muitas vezes em nome de D”us, a deixar que algo novo e bom aconteça. Há que se ter responsabilidade, como Bonder nos ensina: Sagrado é o instante em que dois indivíduos fazem uso de sua consciência na tentativa de estabelecer uma troca que otimize o ganho para os dois. Fazer negócio, nos moldes imaginados pelos cabalistas, coloca à prova todo o esforço da cultura e da espiritualidade e, respondendo a uma consciência, cobra do indivíduo responsabilidades para além de si próprio. Para um ser humano, sobrevivência é sua capacidade de arcar com seu sustento físico e com suas responsabilidades inerentes à consciência. A entrada de sobrevivências que não foram taxadas por suas “responsabilidades” envenenam o mercado, contribuindo para o caráter caótico do que pode nos acontecer. A história abaixo ilustra essa noção:
“Permitiu-se a um rabino muito justo, numa concessão especial, que visitasse o purgatório e o paraíso. Primeiro ele foi levado ao purgatório. De lá provinham os gritos mais horrendos que já houvera escutado e, quando viu o rosto dos que gritavam, notou que traziam feições angustiadas como jamais vira. Estavam todos sentados em torno de uma grande mesa, sobre a qual se ofereciam as iguarias mais deliciosas que se possa imaginar, servida da forma mais linda e sofisticada. Não entendendo por que sofriam diante de tamanho banquete, o rabino observou com mais atenção e reparou que seus cotovelos estavam invertidos. Compreendeu, assim, seu sofrimento: como não podiam dobrar os braços, não tinham acesso a toda aquela fartura. Estavam diante de tamanha prosperidade, mas impossibilitados de usufruí-la.
O rabino foi então levado ao paraíso, de onde partiam as mais extravagantes gargalhadas num clima de festividade e alegria. Lá estavam todos sentados a uma mesa como a que vira no purgatório, coberta com as mesmas iguarias, tudo exatamente igual. Para sua surpresa, os cotovelos dos que ali se encontravam também estavam invertidos. Observou, então, que havia uma diferença, um pequeno detalhe: em vez de se considerarem impotentes por não terem acesso ao banquete pela inflexibilidade dos braços, tinham resolvido a questão fazendo com que um levasse a comida à boca do outro."
É o comportamento, e não apenas os bens ou o estoque, que estabelece a riqueza. Embora possa parecer um detalhe trivial, a distância que separa estas duas atitudes é grande, muito grande, modificando completamente nossa qualidade de vida! Este planeta é o nosso lar e todo mundo nele é a nossa família. A questão fundamental é a de como nós podemos assegurar um futuro calmo e bem-sucedido para nós mesmos e para toda a família. Já pensou? Está fazendo? Então, desejo um final de semana próspero e abundante para você!
Fonte: A Cabala do dinheiro/ Nilton Bonder. – Rio de Janeiro: Rocco, 2010.
Imagens: Internet

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

GLOBALIZAÇÃO

Pode ser antigo, pode ser que já conheçam. Mas em tempos de tantas dúvidas, resolvi partilhar com vocês.É que rir, ainda é meu antidepressor, antiestresse, usado com eficácia. É atribuído a meu amaaaado L.F.Veríssimo...(não consegui encontrar na net nada que confirmasse).
-Qual é a mais correta definição de Globalização? 
-A Morte da Princesa Diana. 
-Por quê? 
-Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia. Isto é   GLOBALIZAÇÃO!!!
(Imagens:internet)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PROCLAMAÇÃO


Alguém proclamou alguma coisa neste dia. 
Eu me proclamo: Regina! Rainha de mim...(quem sabe sua?)
As minhas ações aceleram o tempo e explodem vida.
As minhas ações são meus olhos ternos, minhas mãos macias, meu sorriso suave, meus passos firmes, minha voz dolente, meu semblante ameno, minha saudade funda, minha tristeza rasa, meu cantar lembranças, meu sentir presença, meu viver bonança, meu brincar criança, meu querer andança, meu amor de rabo.
Você em mim descansa.
Assim a gente alcança o abraço largo de quem já tá na dança.
Dois prá lá... Dois prá cá...
Ouço.
Sinto.
Vivo.
Danço.
...Agora que ainda não falei trem, ele não anda.Desejo sua marcha, trem de vida! Você que vem de rumos tais que ainda não sei de quantos quintais vazados. Mas, sei que você vem, vazando o quintal daqui, desta casa Rozen que o (a)guarda amado.
Quem vai chegar?
Quem vai partir?
Esse trem nunca tem hora.
A sua hora é agora.
Senhora. (Sem hora). Vá.
To indo; e sei (?) onde vou chegar. Já não tem mais pressa o meu caminhar. Que nem o trem. To indo. Sempre e devagar. Que nem qualquer coisa isenta e fiel: Cumpro-me.(RR)
  
(Imagem: Karin Izumi)

domingo, 13 de novembro de 2011

PELOS NADA DESEJÁVEIS

Não serviu de consolo saber que até a Kate Winslet é peludinha.
Lamento informar que tenho barba. Descoberta recente. A verdade é que provavelmente sempre tive, mas durante anos ela permaneceu meio latente ou incipiente ou ameaçadora, tal como um céu nublado pode ameaçar chuva. Em raríssimos momentos de minha juventude ela apareceu num único e solitário fio abaixo do - que um dia já foi - meu queixo. Resolvia o barbear munida de pinça e vapt... ele desaparecia. Ficava tempos sem reaparecer. Talvez fosse se juntar à mulher barbada de um circo qualquer. Então, um dia chegou(?) a menopausa. E com ela a barba mudou: já não é latente, incipiente e ameaçadora; tornou-se visível. Pelo menos pra mim. Perguntei ao médico em tom suplicante que merda era isso? Mudanças hormonais - responde ele. O desequilíbrio hormonal tanto pode provocar o enfraquecimento e a queda de cabelo, como o seu excesso, principalmente na zona do queixo, buço e maçãs do rosto.Ah Cecília, faço minha sua questão: "Em que espelho ficou perdida a minha face?" Ah tá! Tudo bem que é uma meia dúzia de, uns oito, fios, longos, negros (não podiam ser loiros ou brancos como os da cabeça???) e - AINDA - localizados no queixo (devo aguardar no bigode e maçãs do meu face também???).
Agora vou ter que incluir, nos cuidados Luluzinha de meu ser, tempo extra pra me livrar desses pelos indesejáveis. Não poderiam ter caído em desuso de minha ortografia facial?! Seria tão simples.Ok.Sou obrigada a admitir que gasto muito menos tempo me depilando com cera do que no passado (e não é sempre que se encontra esta informação preciosa naqueles livretos animadores e idiotas sobre a menopausa) porque a partir de certo momento começamos a ter uma quantidade bem menor de pelos nas partes que costumávamos ter um matagal. É o tal enfraquecimento e queda. Na adolescência, tinha uma amiga prafrentex e pioneira na depilação com cera. Ela me aterrorizava e garantia que se eu não começasse a depilar as pernas – se insistisse em raspá-las como todas as mortais – os pelos iriam crescer cada vez mais depressa e por fim eu iria parecer a versão feminina do Toni Ramos. Isto não se comprovou! Pode-se raspar as pernas durante anos que elas não ficam muito mais peludas do que quando os pelos nasceram. Se bem que não quis correr esse risco e lá pelos 18 aderi à cera... uiiii! Uma coisa é fato: depois de certa idade, eles ficam menos numerosos mesmo. Imagino que na altura em que tiver oitenta anos, poderei remover os pelos indesejáveis das pernas com duas pinçadas. O mesmo instrumento usado na adolescência para o saudoso fio único de minha barba.Voltando a ela, o doutor sugere depilação a laser. Rápida, definitiva e indolor. Indolor? Creio não! Lembro dos exercícios respiratórios que fazia para a região do biquíni. Eu suportava a dor com aquele tal cachorrinho cansado ensinado em aulas de parto sem dor=mentira.Recomendo-os enfaticamente embora não para fazer durante o parto, porque neste caso são virtualmente inúteis. Compreendo também que algumas mulheres jovens removam inteiramente os pelos púbicos, ou lhes deem formas topiárias, triângulos e corações, entre outras tantas. Graças a D’us sou velha demais para isso! Enquanto não decido pela luz pulsante (cera de jeito nenhum) vou pinçando um daqui outro acolá. Fazer o que?! E xingando a resistência nordestina dos mesmos. Carecia ser cabra-macha até no queixo?!(RR)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NÃO SEI ...

The tree of life - Gustav Klimt
Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,
nem longa demais, mas que seja intensa,
verdadeira, pura... Enquanto durar. (Cora Coralina)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

BICHO-PAPÃO


Das saudades, várias, que tenho de minha mãe uma é os almoços de domingo. Todas as filhas, genros, netos e bisnetos reunidos ao redor da mesa atualizando as novidades, feitos, conquistas, problemas enfrentados ao longo da semana, planos, sugestões e soluções. Uma muvuca de gente e afetos.  Muitas vezes também, ao longo da semana, corria lá pra filar a bóia.  Num instante, magia de mãos maternas, ela incrementava a comidinha pra filha que trabalha demais! O sabor de sua comida caseira, tempero, a mão danada de boa pra fazer um simples arroz com feijão não herdei. Nesses meses todos, sem auxiliar doméstica, venho uns tantos dias da semana fazendo uso das tais comidas a quilo. Não sei se foram os anos a fio comendo em casa, mas acho tudo insosso! Até o dia que descobri, pertinho de casa, um Bicho-Papão. Não, não é ele que me aterroriza na tentativa de me comer. Sou eu que saboreio a comidinha simples e honesta que ele oferece. Inclusive no preço cobrado. O lugar é pequenino e praticamente almoçam por lá as mesmas pessoas, dando um ar de uma grande família.
Fernando e seu sorriso. Bem verdade que não é todo santo dia. Lidar com público não é tarefa fácil!
Fernando, o proprietário, é um apaixonado por Marilyn Monroe e filmes antigos. Nas paredes do restaurante tem sua loira espiando os comensais e na tela da TV vai desfilando atores e atrizes, de tempos bem antigos, desempoeirando as lembranças.
Essa loura é uma de suas paixões. A outra é a coleção de "Kátias" de cada cantinho dessas Gerais...é pinga pra ninguém botar defeito!
Se você quiser um bife passado na hora, é só pedir e em poucos minutos, os atendentes - simpáticos e alegres diariamente - nos trazem acompanhado de um grande sorriso.
Seus fiéis escudeiros e nosso acompanhamento predileto: educação + sorriso!
Sábado tem feijoada e uma caipilima 0800, feita por Fernando, que bebo sem deixar uma gotinha pra contar história. Para ajudar na queima calórica, na saída, não dispenso o chá de abacaxi natural. Gosto tanto (e me iludo nessa queima) que o moço comprou uma nova garrafa térmica – enorme – atendendo meu pedido. Parece ou não com um almoço na casa da mãe?! Meu pesar é que domingo, Bicho-Papão fecha. Afinal, até papões tem que descansar. Mas, tem problema não. Segundona logo bate à porta!(RR)

domingo, 6 de novembro de 2011

GORDURAS...SEMPRE AS TAIS

Descobri o que me faz engordar.............

 












É o shampoo!!!... No rótulo está escrito: "Para dar corpo e volume".
Agora vou só usar detergente de louça - o rótulo diz: "Elimina até as gorduras mais difíceis!"

Um domingo gordo em risadas para todos vocês e também, se possível, a semana de trabalho nosso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SABOREANDO A VIDA

Cozinheiro lindo de viverrr! Irmigo amado: Pigão

No dia de finados disse que iria ali viver a vida. Fui. Mais que vivê-la, degustei-a ao lado de amigos. De fato um irmigo amado que vocês já conhecem (talvez não). Um doutor, raro e precioso. Verdadeira agulha no palheiro. Desses que dá gosto, renova as esperanças da gente, crença na categoria e honra em tê-lo em minha vida há mais de 35 anos (abafa o caso). Cuidou de minha mãe (desvelo pouco é bobagem!) e estava dentro do bloco cirúrgico, segurando minha mão, por ocasião de minha cirurgia. Liguei pela manhã, para discutir um caso que havia encaminhado e o moço estava no supermercado: comprando umas coisas prá fazer um almocinho. Vem Rê, convidou. E ele é assim, simples no fazer e grandioso no viver. Nem carecia falar duas vezes. Fui feliz, depois de meses sem vê-lo pessoalmente e só usando esses meios modernos para nos comunicarmos. O Rê_encontro foi de dar água na alma. Conheci Loló, sua fiel escudeira doméstica, que me media de baixo pra cima, assustada com minha altura e falação. A primeira dama também, sua Raquel, que chegou mais tarde mas pude assim, finalmente, compreender(e bem)os motivos pelos quais o coração desse amigo bate feliz! D.Elza - sua mãe - da altura de seus 82 aninhos de vida me mostrava o que é ter uma memória invejável: dizia-me os nomes dos atores, da novela que revia, sem titubear. É de uma atividade que, lá pelas tantas, estava indócil. Tinha que retornar a sua casa para preparar o lanche e receber seus irmãos. Peguei um barranco na saudade materna que espero não ter feito estrago. Piga fez uma massa e uma carne: conchiglione recheado com queijos variados, ao suco de tomate (feito em casa, por ele, com os italianos pelados) e rosbife de filé.
Dá pra perceber a delícia?
Hummm...marinado em vinho.
Tonico - seu irmão - uma peça fina, arrancou risadas da gente: isso aqui é concheta recheada com cabaça! As calorias do queijo provolone não sei aonde foram parar, pois no corpo desse outro moço (quase um sexi_genário) é que não é! Sem me contar sua fórmula diz: olho para baixo, se consigo enxergar “meu documento” ainda estou com uma pochete, senão é uma mochila acoplada e hora de encontrar solução. Misericórdia... Dispenso fazer esse teste na hora do meu banho! Acredito que não há fórmula melhor que estar ao redor de uma mesa, com amigos, rindo da vida e para ela. Alimentar-se não é uma simples questão de manter o organismo vivo e em funcionamento. O alimento nos introduz no complexo mundo regido pela economia das trocas simbólicas; adquire, assim, uma importância transcendente, como perceberam uma variedade de pensadores: dos profetas bíblicos aos modernos filósofos (incluindo aqueles dois arautos da modernidade, Marx e Freud), todos se deram conta desta verdade elementar: o relacionamento homem/mundo é um relacionamento oral. Talvez por isso nosso pecado maior. Eu, daqui, agradeço por esse finados vivinho de emoção!(RR)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SEM CHORO, NEM VELA...

Antigamente dia de todos os santos e finados eram feriado. Aguardava-os com aquele entusiasmo de menina, que teria pela frente um fim-de-semana prolongado, sem colégio e as tais obrigações escolares. Bobagem. Chovia e estragava os planos de ir pro clube (coisa de mineiro) ou brincar na rua. Via pela TV aquela romaria pelos cemitérios da cidade e não compreendia. Chorar os mortos em saudades concentradas,num dia, nunca entendi. E ter local para as lágrimas, muito menos! Tirando esse, noves fora, as tais somem de nós?! Pois as minhas... carrego diariamente. Faça sol ou chuva. Hoje amanheceu um dia ensolarado. Perfeito pra ir ao clube, encontrar os amigos, fazer marquinha de biquíni virando na “esteira” (êta bobagem gostosa de lembrar) como um bife à milanesa! Se mamãe estivesse viva, sairia abrindo as portas dos quartos das filhas ordenando: o dia tá lindo, levanta, chega de dormir... Tá dormindo a sorte! É. Ela acreditava que a nossa sorte estava na vida a ser vivida e não dormindo. Enquanto escrevo, observo o céu mudando. As nuvens se aglomerando e tapando o sol. Talvez ainda chova nesses finados. Sem me importar com as alterações climáticas, vou ali... viver a VIDA. Mamãe vai gostar de sentir que sigo seus, sábios, ditames.(RR)
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