Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

É carnaval!!!

O Carnaval se aproxima e, com ele, uma espécie de autorização coletiva: a de brincar.
Por alguns dias, o mundo tolera melhor aquilo que, no cotidiano, costuma ser reprimido: a multiplicidade.
A fantasia não é só adereço.
É linguagem.
A personagem não é só máscara. É uma via para expressar desejos, contradições e partes de nós que nem sempre cabem na vida “arrumada”.
O pensamento é o território mais protegido do mundo.
E, ao mesmo tempo, o mais livre.
Só nós sabemos o que se passa por dentro.
E é justamente por isso que ele é tão vasto: cabe um mundaréu de gente.
As pessoas que somos.
As que conhecemos.
E as que imaginamos.
Afinal… quantos somos dentro de nós?

Talvez a angústia comece quando o mundo exige que a gente seja “uma coisa só”. Um rótulo. Uma definição.
Um currículo em poucas linhas.
Mas ninguém é 100% uma coisa só.

A contradição não é defeito.
Muitas vezes, é sinal de vida psíquica: questionamento, reavaliação, flexibilidade.
Nascer e morrer sem nunca mudar de ideia é muito monótono. Vamos combinar?
É chato pra caramba. 😅
Então fica a sugestão:
Seja sempre você mesmo, 
mas não seja o mesmo para sempre.
E aproveite o Carnaval:
coloque todos esses “eus” num bloco… e vá ser feliz. 🎭✨