Por alguns dias, o mundo tolera melhor aquilo que, no cotidiano, costuma ser reprimido: a multiplicidade.
A fantasia não é só adereço.
É linguagem.
A personagem não é só máscara. É uma via para expressar desejos, contradições e partes de nós que nem sempre cabem na vida “arrumada”.
O pensamento é o território mais protegido do mundo.
E, ao mesmo tempo, o mais livre.
Só nós sabemos o que se passa por dentro.
E é justamente por isso que ele é tão vasto: cabe um mundaréu de gente.
As pessoas que somos.
As que conhecemos.
E as que imaginamos.
Afinal… quantos somos dentro de nós?
Talvez a angústia comece quando o mundo exige que a gente seja “uma coisa só”. Um rótulo. Uma definição.
Um currículo em poucas linhas.
Mas ninguém é 100% uma coisa só.
A contradição não é defeito.
Muitas vezes, é sinal de vida psíquica: questionamento, reavaliação, flexibilidade.
Nascer e morrer sem nunca mudar de ideia é muito monótono. Vamos combinar?
É chato pra caramba. 😅
Então fica a sugestão:
Seja sempre você mesmo,
mas não seja o mesmo para sempre.
E aproveite o Carnaval:
