Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

Mostrando postagens com marcador criatividade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador criatividade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de setembro de 2012

PEQUENOS ANÚNCIOS




Dea Januzzi é jornalista mineira e escreve além de sua coluna semanal – Coração de Mãe – no Estado de Minas, matérias no caderno Bem Viver. Em agosto fez uma reportagem bacanérrima sobre espiritismo, passes magnéticos, reiki e afins. A Casa do Richard estava lá, descrita de maneira linda. Gosto de suas crônicas e o seu jeito simples, real e profundo de abordar o cotidiano. Compartilho com vocês alguns dos pequenos anúncios, escolhidos por mim, que a moça publicou no último domingo de agosto. Boa leitura!

*Precisa-se de uma cola bem forte e resistente que não grude nas digitais dos dedos para emendar um coração de mãe torturado por dúvidas e por sugestões difíceis de acatar. (esse fez sob encomenda preu!)

*Procura-se um jeito novo de ser mãe, de acolher sem invadir, de colocar limites sem reprimir, de dizer não sem oprimir. (Ô trem difícil de acertar a mão.)

*Destralham-se todas as quinquilharias, as sobras, os excessos da alma.

*Procura-se um espírito de luz, sem gorduras emocionais, sem adiposidades, sem obesidade mental.

*Distribua-se qualquer rótulo nas gavetas do coração, que devem ficar sempre abertas para receber bênçãos.

*Compartilham-se sentimentos nobres, mesmo que às vezes entrem pelo ralo e vão parar no esgoto da vida.

*Vende-se tudo o que é superficial, que não passa no teste de validade da verdade, da compreensão e do perdão.
*Extermina-se para sempre o câncer, doença que tem sido a epidemia deste século e que vem atingindo pessoas de todas as idades indiscriminadamente. (TÔDENTRO!!! E farei parte, com força, desse grupo de Exterminadores do Presente.)

*Corra-se atrás das águas fluidificadas, dos passes magnéticos, dos spas da alma e da expansão da consciência, de uma medicina mais holística, que respeite crianças, velhos e doentes. (Já sou maratonista e você?)

*Estabeleça-se um novo conceito de ser velho.

*Aprenda-se com os índios tudo de novo sobre os anciãos, a educação de crianças, a função das folhas e ervas, o colorido do corpo e da alma, o respeito à floresta e aos habitantes do planeta, sejam eles animais ou vegetais.

*Grita-se por um lugar com menos ambição, com pessoas mais amigas e menos competitivas.

*Distribua-se justiça pelos quatro cantos do mundo e que todos tenham o suficiente para fazer da casa um ninho protetor.

*Cubra-se de óleos essenciais para que o corpo fique sem as ferrugens da mágoa, dos sofrimentos passados, já que não se podem evitar os futuros.

*Buscam-se as massagens que dão asas ao corpo e o fazem voar, a malhação cerebral, a música, a arte, a beleza de gerar outro ser. (Lindo demais!)

*Aluga-se um coração cansado de esperar o momento certo para fazer. Cria-se o momento agora, sem ficar programando para depois. (O meu vendi faz tempo.)

*Curta-se o presente e o agora, sem precisar de bola cristal, tarô ou astrologia para referendar os seus atos.

*Consulta-se a intuição para dizer aonde ir e o que fazer.

E você? Quer deixar um anúncio por aqui? O meu é bem simples: Assume-se que - só por hoje - sou o que sou, o que posso e o que tenho! 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

INSUFICIÊNCIA DE RECURSOS E OUTRAS MAIS...


Sempre gostei das palavras. As palavras, originalmente, eram mágicas e até os dias atuais conservaram muito do seu antigo poder. Por meio delas uma pessoa pode tornar outra feliz ou levá-la ao desespero, por palavras o professor veicula seus conhecimentos aos alunos, por palavras o orador conquista seus ouvintes para si e influencia o julgamento e as decisões deles. Palavras suscitam afeto e são - de modo geral - o meio de mútua influência entre os homens. Foram elas meu instrumento de trabalho.  Nunca soube dourá-las mas, admiro quem fala o que precisa ser dito usando dessa técnica. Com o tempo descobri que faz uma diferença enorme esse douramento. Dia desses percebi, lá com minha Mi_nina e seu primo, uma nuance que muito me agradou: Insuficiência de recursos. Ah como ficou chique essa mudança de categoria! No lugar de pobre, to dura, sem grana para fazer isso ou aquilo, é só dizer: estou com insuficiência de recursos. Bem mais rico! Já tinha tentado esse dourado com meu sobrepeso. No lugar de tô gorda uso, quase sempre, minha exuberância de ser... E sigo, momentaneamente, me sentindo emagrecida! Outro dia aprendi, fazendo palavras cruzadas, mais uma. Perguntava lá: gorduras localizadas, e indesejadas por todas as mulheres. Rapidinho respondi: celulite! Mas não cabia, até que apareceu a resposta: a-d-i-p-o-s-i-d-a-d-e. Vamos combinar? É bem mais bonitinho ter adiposidades do que as já gastas celulites! E ainda, coincidência à parte, recebi um dicionário (talvez muitos já o conheçam) com palavras coloridamente definidas que partilho com vocês. Se tiver alguma(s) outra(s) escreva aqui. Dessas que fica mais fácil de dizer e gostoso de ouvir. Que provoca riso e leveza na vida. Quem sabe conseguimos redigir um dicionário?!

*Amigo: 
É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta. 
*Amor ao próximo:
É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
*Caridade:
É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
*Carinho:
É quando a gente não encontra nenhuma palavra parra expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.
*Ciúme:
É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
*Cordialidade:
É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
*Doutrinação:
É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
*Entendimento:
É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.
*Evangelho:
É um livro que só se lê bem com o coração.
*Evolução:
É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
*Fé:
É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
*Filhos:
É quando Deus entrega uma joia em nossa mão e recomenda cuidá-la.
*Fome:
É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
*Inimizade:
É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
*Inveja:
É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
*Lágrima:
É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
*Lealdade:
É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
*Mágoa:
É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.
*Maldade:
É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.
*Netos:
É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
*Ódio:
É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
*Orgulho:
É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
*Paz:
É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
*Perdão:
É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais teria.
*Perfume:
É quando,  mesmo de olhos fechados, a gente reconhece quem nos faz feliz.
*Pessimismo:
É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
*Preguiça:
É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
*Raiva:
É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
*Saudade:
É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.
*Saudade:
É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
   
*Sexo:
É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
*Simplicidade:
É o comportamento de quem começa a ser sábio.
*Sinceridade:
É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
*Solidão:
É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
*Supérfluo:
É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.
*Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
*Vaidade:
É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.
(Do livro: O homem que veio da sombra de Luiz Gonzaga Pinheiro·.)

domingo, 17 de junho de 2012

MÃOS



Mãos que tocam. Acariciam. Afagos sutis.
Machucadas. Silenciam.
Mãos prostradas. Em oração.

Mãos unidas. Afastam brigas.
Mãos que torcem. E se contorcem, sem ganhar tostão.

Mãos calorosas. Recolhem e acolhem.
Mãos fervorosas. Buscam em vão o afago um dia sentido.
Mãos que criam. Fazem e desfazem.
Sinalizam. Falam palavras universais.
Mãos que curam. Doação. Benditas! 
Me dê suas mãos?! 

(Fiquei en-can-ta-da com esse vídeo...prá variar rsrsrs)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O AMOR ESTÁ NO AR


Bem podia ser todos os dias... Achei tão lindo que não resisti em dividir com vocês. Na Praça da Liberdade, num dia qualquer, para celebrar o amor... que deveria ser exercitado todos os dias! Os mais antigos de divã sabem que sou avessa a dias de... Mas, quando me dou conta, estou pressionada pelas propagandas, com as perguntas do tipo: já comprou o presente? Vão comemorar como? De qualquer maneira desses dias celebrativos o da última terça-feira me afeta muito. É que um dia, aqui mesmo, uma Mi_nina amaaada minha escreveu e imortalizou num selinho: Regina, um jeito AMOR de ser. Milene percebeu-me com mais propriedade que eu mesma! É que amor, para mim, é ingrediente que não falta na minha despensa de ser. Não sou santa, missionária, nem mesmo daquelas que dá a outra a face, que fique claro. Sigo aprendendo - fazendo as lições - todos os dias no que creio ser minha evolução por aqui. É bem verdade que ainda apanho pra caramba. É cada "surpresa" que me aparece pela frente... Valha-me D'us! Já seria suficiente para de-sis-tir de ser assim, mas não consigo. Não nesta vida. Amar é desejar. E desejo é sempre pelo que falta. Pelo que não temos, pelo que não somos, ou pelo que não conseguimos realizar. Assim, aquele que pauta a própria vida pelos amores acaba flutuando entre uma falta desejada e uma presença indesejada. Que sinuca! Para escapar dela temos que assumir o controle da vida. Porque buscaremos o que é indiscutivelmente bom. E você, apreensivo, pergunta:
- E se eu não for senhor assim da minha vida? Se não tiver ainda encontrado na minha alma as verdades absolutas tão importantes para o bem viver?
Bem, aí há fortes chances de você acabar vivendo como todo mundo. À deriva. Enquanto pensa, siga amando... do jeito torto, reto, mas siga. Nos finalmentes nos encontramos!