Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

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domingo, 3 de agosto de 2014

APRENDIZAGEM



Imagem: Federação Israelita BH/Manifestação de apoio ao estado de Israel, pelo direito de se defender e pela PAZ! 03/08/14

O FB sempre nos pergunta “no que você está pensando”. Gostava que ele mudasse a questão para “o que você está sentindo”. Hoje, responderia que sinto muito. Sinto pela ignorância humana, racismo, antissemitismo e todas as formas de preconceito, pelas informações distorcidas e tendenciosas dos meios de comunicação, pelas guerras e terrorismo, morte de inocentes, fome e miséria, falta de amor e paz entre os povos. Sinto muiiito!!!
Uma vez, li um texto, desses que recebo por e-mail e cujos autores são tão duvidosos quanto à aplicabilidade das palavras à vida. Era um texto sobre o valor da experiência. Até havia algum sentido. Mas o que deixava dúvidas era a minha capacidade de absorver e atuar de forma consciente. Quem é que consegue? Como é que a gente recebe um conselho, digere e coloca em prática? Como é que se planta uma semente na consciência? E quando é que ela brota? Hoje, passado algum tempo, percebo que a digestão faz-se pela repetição, que a semente é plantada pela percepção e que ela brota pela força do desejo. Palavras só transformam quando são legitimadas pelo nosso querer. O texto em questão falava das coisas que um dia a gente aprende. Era grande, quase duas laudas descrevendo aquilo que um dia a experiência me ensinaria. Considerando o tamanho, era se de esperar que muito do que estava escrito não me tocasse. De fato, pouco ficou. Mas esse pouco se fixou e parece ressurgir das vísceras quando mais preciso. Eis aí:
- Um dia a gente aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, você tem que perdoar a si mesmo.
- Um dia a gente aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais.
Não dá pra dizer o quanto já andei depois de achar que não aguentaria mais. Se essas palavras couberem no seu coração, siga em frente. Pela paz e pelo direito de defesa do Estado de Israel!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CONCILIAÇÃO



Pazes. Reatamento. Congraçamento. Harmonização de pessoas brigadas. São essas as definições encontradas. Como é possível fazer as pazes com quem nem se conhece? Pensava que brigas e a tal conciliação só aconteciam entre partes conhecidas. É comum nossas instâncias psíquicas lutarem entre si. Nosso superego ditador com nosso id livre e profundo é quase todo santo dia. E o pobre do ego tentando manter o equilíbrio ou conciliar as partes. Mas, pessoas que nunca se viram antes é novidade para mim. O conciliador ouve a história, queixas, acusações e tenta fazer um acordo. Nem sempre é possível, pois o lado queixoso se reveste do eu tenho razão, eu estou certo e nada o tira de sua posição. Sendo assim, quais os motivos para uma sessão reconciliatória? Ganho financeiro. Sim, quando envolve o tal dinheiro vale (?) tudo. Criam-se “provas”, estórias, e aquele que ouve (o conciliador e ou juiz) tem que ter um lado salomônico para filtrar tantas inverdades e encontrar a solução.
“O Rei Salomão diante de um impasse posto por duas mulheres que reivindicavam a maternidade de uma única criança decidiu com a sabedoria designada por D’us: “Trazei uma espada e divide em duas partes o menino vivo e dai metade a uma e metade a outra”. Enquanto uma concordou com a solução encontrada, a outra disse: “Não, meu Senhor”! Dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis”. Então, o sábio Rei respondeu: “Dai a ela o menino vivo, esta é a sua mãe”.
Que a verdade seja encontrada e a justiça feita! 
(Imagem: google)