Num dia assim, de encontros que a gente sabe que vão ficar na história,
quando nada é irrelevante e tudo conta, quando o fio da vida se torna tão
nítido que incomoda, eu me vi integrando a cena. Além de mim, vi uma menina
dando passos responsáveis, vi uma mocinha interrogando-se a respeito da vida,
vi outra moça começando a colher os frutos da própria semeadura. E foi
sobretudo porque me vi que escrevo estas palavras. Diante delas, eu me senti
mais velha. Não no sentido do tudo acabado, mas daquilo que foi vivido,
aproveitado e aprendido ao longo dos anos. Fiquei feliz. Aliás, ando feliz com
as minhas escolas. Não há nenhum erro aí. Quis dizer escolas mesmo e não
escolhas. Porque elegi a vida como condição do aprender e vivo absortamente
sentada no banco desta escola. Não vejo outra maneira de ser ou de aprender a
ser feliz. Queria dizer isso para as meninas, mas acabei dizendo para mim
mesma. Porque a consciência da minha trajetória bateu forte agora.
Então, lembrei-me do I-Ching e fui consultar. Eis o comentário:
Então, lembrei-me do I-Ching e fui consultar. Eis o comentário:
RETORNO.
Sucesso. Saída e entrada sem erro. Amigos chegam sem culpa. Para adiante e para trás segue o caminho. Ao sétimo dia vem o retorno. É favorável ter aonde ir. |

