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| DIPLOMAS DE BASE |
Sábado foi dia dos professores. Merecem homenagens, diárias, na mesma proporção que enfrentam os tais ossos de um ofício tão desvalorizado! Fiquei pensando em como fazer... Olhei para parede da sala de TV e vi meu diploma - antigo - de pré-primário e do 3º período de meus filhos. A mesma escola. A que comemora esse ano 50 anos educando. A que traz na lembrança mestres amorosos, competentes, e a possessividade, rara, de se chamar NOSSA!
Acredito que uma das tarefas difíceis para pais é escolher uma escola para seus filhos. Antigamente talvez fossem a proximidade com a casa, alguns amigos, disciplina, bons professores, o que determinava a decisão. E só. Hoje, a lista é tão grande e cheia de requisitos a serem preenchidos para – supostamente - atender as exigências dessa pós-modernidade, que se esquece do básico. Meu filho está feliz? Brinca? Tem amigos ou só coleguinha?
Acho que foram essas as perguntas que D.Lucy - minha mãe - se fez, quando me matriculou na ETH. Não estava preocupada com a linha pedagógica, nem com um supermoderno laboratório, muito menos com as atualizadíssimas publicações na biblioteca. Vocês poderão dizer: mas os tempos são outros! Nem tanto. Repeti a dose, duplamente, com meus filhos e desejo que assim seja, um dia, com os netos. Não é em qualquer estabelecimento educacional que se cumpri a máxima de que escola é a extensão da sua casa. Mas por favor, não confundi-la com responsável única pela educação do seu filho! O papel da ETH na construção partilhada dos valores morais, éticos e também judaicos foi fundamental em nossas vidas.

Foi lá que aprendi a ouvir/sheket=silêncio e ser ouvida/braço erguido pedindo a vez para falar. A respeitar um professor e ser respeitada enquanto aluna. A desenvolver o ser em detrimento do ter. A comer de tudo porque os lanches e almoços eram feitos pelas mãos mágicas da Bá. Nem precisava de um cardápio desenvolvido, elaborado e balanceado por nutricionista. E se a gente não gostasse, ficava com fome, porque era o que tinha para comer. Éramos bem saudáveis e obesidade era sinônimo de excesso de risadas. Aprendi o gosto pela leitura e a viajar, ainda mais, com minha imaginação. A ter responsabilidade, ser organizada e pontual, mas também a brincar de um jeito sensacional. Criávamos com o que tínhamos e partilhávamos com os amigos. Das amizades nem consigo falar... Cada um tomou um rumo, mas quando os caminhos resolvem nos cruzar, vem aquele sorriso nos olhos que diz muito mais que um simples “foi meu colega de escola”. É com um abraço gostoso, envolvido pela saudade e cumplicidade, que acontece o encontro. Foi com esse mesmo olhar, que vi minha filha reencontrando, dia desses, a diretora da Escola. Nem precisei acionar a tecla SAP. Estava lá a emoção de uma saudade que jamais ela irá curar. Aliás, não é assim também definida: "saudade é o amor que fica"? E tenham certeza, é muito amor!
Minha mãe também não se preocupou quando era chegada a hora de sair de lá, classes pequenas, e cair nos colégios gigantescos com turmas de cinquenta alunos. Estaria eu preparada para enfrentar essa realidade? Não teria sido super protegida? Estaria em pé de igualdade? Acredito que ela sentia, e mães são sábias, que o se faz com amor verdadeiro cria o melhor dos escudos protetores para enfrentar a vida!
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A Escola tem defeitos? Lógico! Até porque se não os tivesse, teria que ter outro nome. Escola é lugar de ensinar e aprender constantes. E se você conhece uma perfeita, por favor, me apresente.
O slogan da E.T.H. é: “Desde 1961 formando pessoas brilhantes”. Confesso que nunca gostei muito dele. Talvez por que me soe meio presunçoso. Coisa que a minha/nossa E.T.H. não é. De qualquer maneira, não sei se somos, meus filhos e eu, pessoas brilhantes* (famosa, ilustre, notável). Mas que a Escola nos fez feliz, posso assegurar! Tôdentro da E.T.H. Parabéns por esse ouro construído, nosso amor e gratidão... Sempre!(RR)