Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

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domingo, 27 de abril de 2014

SANTA SEMANA EM SANTA

Deitada na rede era essa a visão presenteada!


É um luxo, cada vez mais, as pessoas se desligarem dos emails, telefones e aplicativos, horário espremido, comida a quilo, engarrafamento e outras coisas mais. Gostava que, cada um dos meus amados, tivessem um cantinho mágico para poderem usufruir da natureza, do silêncio, cheiros, falta de hora, conversas soltas...
Eu – de fato – não tenho. Usufruo da irmizade do Zé Renato e Syl que, generosamente, compartilham Santa Matilde comigo. Vocês já conhecem essa fazenda mágica, onde tudo é mais que especial: um luxo na simplicidade do bem viver! Adoro, e volto sempre reenergizada. Quando me perguntam se descansei, respondo como Silvana: Sim! Aqui na fazenda a gente descansa carregando pedras! Como não há doméstica, todo o serviço é dividido. Não precisa ninguém ficar mandando. Cada um colabora com seu melhor e tudo fica leve. Claro que o cozinhar fica a cargo da anfitriã, que faz com gosto. Mas uma pica, outro corta, alguém lava e assim... voilá tudo tranquilo, em meio aos melhores temperos do mundo que conheço: amor e generosidade!
No sábado de aleluia resolvi ir pela estrada a fora, literalmente, da fazenda até a cidade de São Brás de Suaçuí. Foram 6,5km de subidas e descidas, buzinadas dos caminhoneiros, motoristas de ônibus e carros também. Um desafio para meu reingresso à vida saudável. Confesso que não foi nada fácil, mas consegui! Minha amiga de caminhada, Júnia, depois de 2,5km me “abandonou” e queria me resgatar numa carona quando faltava somente 1 km. Que isso?! Faltando tão pouco iria desistir? Tá doida?! Segui em frente. Como creio que devemos fazer, sempre, diante das adversidades que a vida nos apresenta.
Antes da saída com minha amiga de caminhada(s)
Vermelha quiném uma perua, mas feliz com o desafio alcançado!
Do sistema de engorda deixo as fotos para vocês saborearem. Das brincadeiras, risadas, piadas, só mesmo a sua imaginação ou se não tiver: senta e chora... senta e chora!  
Sexta-feira da paixão? Bacalhoada of course!
Domingo de páscoa, comidinha mineira: tutu com linguiça, franguim caipira, quiabim e cerveja gelaaada!
Um mimo de jardim!
Carece de legenda naum diante dessas belezuras!
Nem só de comida vivi...Rummikub...a-do-ro!
Detalhe de um lavabo mineiro
Uma das lindezas floridas! Um perfume...
E mais essa.
Meu neto posando de "namoradeira" de Tiradentes!
As brumas de Santa...oito da manhã!

terça-feira, 30 de abril de 2013

ÊITA VIDA...VIDÃO

Prosa até na cerca!
A vida é bela. O tempo é generoso. E lá ia eu de novo com meus adjetivos. Mas esta não é a escolha. Hoje, a vida está substantiva. Limão colhido no pé. Couve cultivada na horta. Casais de amigos. Feijoada do tamanho da vontade. Lua iluminando lá fora e assombrando o encantamento. O lado de dentro e o lado de fora. Estrelas que sutilizam a noite.
A vida é susbtantiva no fazer e no não fazer nada, porque foi sábado e domingo também em Santa Matilde. Teve preguiça, capela, calma, oração, gratidão, comida, garfo, faca, gosto (tira e põe), conversa, riso, depois do riso, gargalhada, cama pra uns. Vinho, mexe-mexe, pontos de vista convergentes e divergentes também. Domingo feito criança, com sol, céu limpo, cavalo, cachorro, cerveja, despedida, palavra-cruzada, livro, filme, um convite amigo, estrada, despedida do fim de semana. Tem muito no fim de semana substantivo, menos medo da segunda, terça, quarta...
 
Clube do Bolinha lá fora...
Luluzinha na cozinha...onde mais poderia ser???
Posando de amazona rsrs
Ah... que falta faz uma objetiva beeem grande!
Não me canso dessa perfeição divina
Majestosa...aroma de baunilha!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PROCLAMANDO O FERIADO



Nada de menos foi proclamado nesse feriado. Tudo de mais: natureza arregalada no verde e agradecida pelas águas caídas... Jabuticabeiras fartas em doce generosidade... Comidinha(s) Santa(s) pra Matilde nenhuma botar defeito... Conversas jogadas dentro, pois fora é desperdício... Um passeio, uma pousada, e lá um reencontro amizade... Clotilde a lagartixa que me adora  e o ar de sua presença no quarto e eu (pobres anfitriões) com meus gritos... Aleluias em profusão anunciando mais um pé d'água... E assim posso promulgar aos quatro ventos: obriagada Zé e Syl!   
Escondidinho danadu de baum
Pousada Lara
Restaurante da pousada
Passarinho pouco é bobagem

E com toda mineiridade que me cabe deixo procês uma estória... e mais abaixo um dos vídeos institucionais que diz tudim de nóis!

Estava um amigo num passeio em Roma quando, ao visitar a Catedral de São Pedro, ficou abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima. Vendo um jovem padre que passava pelo local foi perguntar razão daquela ostentação.
O padre então lhe disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se ele quisesse fazer uma ligação teria de pagar  100 dólares.
Ficou tentado com o trem, porém declinou da oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrou outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões  perguntou a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação. Depois da Itália, chegando ao Brasil, foi direto para  Belo Horizonte. Ao visitar a nossa gloriosa Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, ficou surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de  mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO - PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ).
Não agüentou e disse : Uai padre... viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 0,25 centavos?
O Padre sorriu e disse ao meu amigo: Você está em Minas Gerais. Aqui a ligação é local... O PARAÍSO É AQUI!