Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...
Ontem bem tarde fui dormir P. da vida. Bem que queria ter deitado acompanhada de outra(s) letra(s). É... no plural seria muito melhor... Mas, sou singular em quase tudo. Fui assim por conta de bruxos, magos, feiticeiros, xamãs e congêneres.Quando cheguei pela primeira vez na Casa do Richard ele me perguntou: Já estacionou sua vassoura lá fora? E antes mesmo que me refizesse do susto foi logo afirmando: porque você é uma bruxinha e das boas. O diminutivo foi por pura delicadeza desse meu irmigamado.
É bem verdade que temos – todas - muitos poderes. Vocês poderão constatar abaixo com afirmações que desconheço a autoria:
“Por que é que para os homens as mulheres são umas bruxas?
Porque chegam ao fim do mês fazendo magia com o dinheiro...
Porque lançam vários conjuros contra a subida dos preços...
Porque estão ao mesmo tempo em vários lugares: no escritório, lavando, passando, servindo o jantar... E outros afazeres também...
Porque podem preparar toda a classe de poções mágicas para curar qualquer ferida do corpo ou da alma...
Porque podem voar até o lugar onde sejam necessárias...
Porque podem sobreviver apesar das fogueiras que a vida lhes apresenta diariamente...
Porque podem enfrentar mais de um inquisidor defendendo os seus justos ideais...
Porque falam com as plantas para fazê-las crescer num cálido ambiente de carinho...
Porque comunicam com os animais (... Homens!) falando o idioma do amor...
Porque são várias pessoas num só corpo: filha, irmã, esposa, mãe, companheira e amiga...
Porque possuem o dom de adiantar-se aos acontecimentos só por intuição
Porque vêem o futuro projetado em seus sonhos...
Porque conseguem coisas muitas vezes inalcançáveis para os homens só com sua tenacidade...
Porque são mestras na arte da alquimia ao se recuperarem de um fracasso...
Porque criam a fantasia na imaginação de um menino...
Porque magicamente são ambíguas à vista: suaves como a seda, mas com um interior de diamante...
Porque com o dom da paciência conseguem seus objetivos...
Termino com uma sugestão: se, festejando, beberem, por favor, não dirijam.”
Só que, meu anjo, sou simplesmente uma mulher, talvez anja. De barbante. Frágil e cortável.E para voar preciso de uma asa que contigo está!(RR)
Booommm dia diiiaaa! Bom dia céu, sol, chuva... Booommm diiiaaa VIIIDA!!!
É com essa frase, às vezes silenciosamente, outras em alto e bom tom, olhando para o céu e a terra que agradeço a graça de ser brindada pelo despertar. Minha família já se habituou e aprendeu. Meus amigos onde quer que estejamos também. Tá certo que o Zé e Syl preferem que eu aguarde - pelo menos às oito da manhã – para escancarar a janela do meu quarto na fazenda e fazê-lo. Mas, depois de um né possível, vai dormir, respondem: booommm diiiaaa Rê, booommm diiiaaa Santa (Matilde), booommm diiiaaa VIIIDA!!!
Ontem foi Dia de Reis e nos reunimos – na casa de uma de minhas irmãs – para celebrar e agradecer. Ontem comemorei os dois anos do Divã, sempre, nosso. Ontem fiquei sem net, fone e tudo mais do mesmo pacote. Já era hoje quando pude me conectar dessa maneira.
Degustei, vagarosamente, cada linha aqui deixada como quem saboreia a vida a cada amanhecer e agradeci. Pensei: é aprendizagem sermos gratos?
Não deveria ser um momento natural celebrar a nossa existência? A saúde, o alimento, o conforto de uma cama, o trabalho ou a busca de, as paixões, os amores, família, amigos e todas as pequenas preciosidades que trazem alegria à nossa vida?
O que valorizamos? Quem apreciamos? Como expressamos nossa gratidão aos outros?
Seria a gratidão um conjunto de vários sentimentos? Amizade, carinho, amor, bem querência - doses diárias - em nossas ações. Um simples e sincero obrigado ou até mesmo um, embriagado, obriagado recebe como resposta um... de tudo!
(Re) conhecimento de que não somos os únicos responsáveis pela nossa própria condição. Ser grato é (re) conhecer que outras pessoas também participaram na produção de nossa vida. Um pouco de humildade que obriga a reconhecer o outro como parte de nossa alegria. É poder dedicar, compartilhar a graça recebida. Mas, é importante não confundir gratidão com bajulação ou lisonjas, com servilismo. Não há hierarquia na gratidão, não há diferenças. Sentir-se grato, com um sentimento constante de dívida impagável, pode não ser muito saudável. A gratidão é sempre boa na medida da alegria que a acompanha. E a angústia de uma dívida constante carece de alegria.
A gratidão nos lembra do que é realmente importante. Fica até difícil reclamar sobre as pequenas coisas quando somos gratos por nossos filhos estarem vivos e saudáveis. Por estarmos vencendo etapas de dificuldades. Só nos lembramos do funcionamento, ligado no automático, dessa máquina – perfeita - de nome corpo quando estamos na ausência dele. Quantas vezes é preciso quebrar uma perna, fazer uma cirurgia, ficar sem poder alimentar pela via usual para agradecermos os passos dados, as papilas gustativas ou tudo que gratuitamente temos?!
A gratidão transforma o negativo em positivo. Sejamos gratos até mesmo pelos desafios. Tarefa fácil? Claro que não! E desde quando nos disseram que viver o seria?
Agradeço vocês, todos os dias, por me ensinarem a intensidade do privilégio desse (com)VIVER!
Intensidade. Atributo da vida boa. Tão boa que a gente não se dá conta de ter vivido. A relação vivida com o mundo satisfaz tanto que não cogitamos outra. A consciência é plasmada no real. Perde a noção de si mesma.
Na intensidade, desaparecem passado e futuro. Porque a vida reconcilia com o presente. É absorvida por ele. Por isso, quando a vida é intensa o tempo passa, e não percebemos. Pelo menos para nós é centelha de eternidade. Presente que não vira passado. VIDA que é um maravilhoso PRESENTE!!! Sejamos gratos. (RR)
Foi assim que tudo começou no primeiro dia do ano de 2009...
Quando era criança, e isso já faz tempo, um dos meus locais prediletos era a Biblioteca Pública da Praça da Liberdade. Morava muito próximo, o que facilitava minhas idas e vindas. Os livros foram meus grandes companheiros de viagens, sonhos, imaginação. A bibliotecária já me conhecia e minha carteirinha precisava sempre ser refeita. Às vezes pegava uma estante como se fosse minha propriedade e só largava quando terminava a leitura dos livros que nela ficavam.
Foi assim, por conta própria e sem as opções atuais de diversão, que me apaixonei pela leitura. Paixão antiga que virou amor. Sei que por causa dele sempre fui boa aluna de português e redação. Soltava a imaginação e escrevendo corretamente tirava quase sempre total nessas provas. O mesmo não acontecia com a Matemática.
Passados muitos anos, mantive a escrita, e sempre falaram que eu escrevia bem, que meus textos tocavam a alma das pessoas, que faziam rir e chorar, que meu talento estava desperdiçado. Respondia que só sabia escrever quando tinha algo para dizer, uma história para contar que brotava de dentro do meu coração. Quem me dera conseguir colocar em palavras para todo mundo ler!
Mas, agora, criei coragem e, com a cara de jacarandá que adquiri ao longo desses anos, resolvi colocar tudo que já saiu, vem saindo e sairá para todos lerem. Não tenho nenhuma pretensão de me tornar escritora, mas quero compartilhar com vocês experiências do cotidiano e aquelas que são fruto do meu trabalho clínico num consultório de psicanálise e num hospital geral.
Coisas simples que todos vivemos, pensamos, sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Em algumas, você pensará: essa é para mim, Regina escreveu por mim. Pode ter certeza que em cada uma delas tem algo de você e de todas, que ainda nem conheço. Em outra você não se reconhecerá, mas saberá de alguém que precisará dela.
Só pretendo, agora, ter cada vez mais histórias para contar!
Beijusss no coração
Regina Rozenbaum
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Não sabia postar sozinha (precisava da assessoria do filhote) colocar imagens, vídeos e acreditava que as pessoas nem sabiam onde e como comentar (daí as instruções rsrs). Fui escrevendo das minhas dificuldades Rê/volucionárias.
Hoje - dois anos se passaram – e em muitos aspectos evoluí contando sempre com AMIGOS que fiz aqui (essa é procê Rudolph).Foi com o passar do tempo que aprendi que blogues fazem aniversário. Aliás, comemora-se de tudo como uma criança, recém nascida, em seus ritos de passagem. Número de seguidores, visitas, páginas vistas, natais reais dos amigos virtuais que se tornam, muitas vezes, mais verdadeiros que os de carne e osso.
Nessa aprendizagem sempre fiz festa para as celebrações dos amigos. Não sou muito, para não dizer nada, afoita quando elas se referem a mim. Sou assim no real que dirá no virtual.
Com a chegada do final de 2010 percebi que o Divã faria, no último dia primeiro, dois anos de vida e lembrando-me de minha mãe que na época do meu aniversário não admitia falta de celebração, pensei com meu tico e teco: acho que tenho muito mais que dois anos para comemorar. Muitos que aqui chegaram já se foram. Outros continuam numa lealdade de bem querência. Tenho que admitir: são AMIGOS! Pois somente esses choram comigo minhas perdas, se ocupam com minhas angústias, riem com as bobagens, torcem para que tudo termine bem, dão puxões amorosos nas orelhas, atendem meus pedidos de jacarandá, enfim me mimam. Tenho que celebrar! Quem sabe um selinho? Não sei fazer... Ou então uma blogagem coletiva? Estão todos de férias ou retornando das festas de fim-de-ano...
Enquanto eles trabalhavam recebo um pedido - via email - para o aniversário do mininu-poeta Everson e como escrevi ao Xipán (pedindo pra variar) aniversário de amado, para mim, é muito mais importante que de blog. E isso não foi desculpa para deixar fora, por mais um ano, a tal celebração dessa que é avessa a aniversários.
Foi embora o tal dia primeiro de janeiro e a vida seguindo. Eis que certo macaco me convoca para uma (pre)visão nada prevista por mim. Adentrei sua floresta imaginando mais uma de suas macaquices. Entrei pela porta errada já que, ainda, sou uma BIOS em tentativa constante de evolução. Xinguei e quando pego o cipó correto, vejo lá esse selinho criado por esse artista Tatto, Peludim amoroso e amado meu/nosso que me encheu de alegria. Fiquei rosamariamurtinha com a lembrança, carinho, generosidade e AMIZADE!
É um selinho que comemora, celebra não dois, mas não sei quantos - talvez doismileonze – comentários, muitos AMIGOS, e a VIDA... Essa que vale a pena de ser compartilhada! Sou péssima de matemática (tá escrito lá em cima), terrível de contabilidade e um horror em estatística. Se há que se contabilizar são os afagos que recebo diariamente aqui.
Sei que cada um de vocês tem regras próprias para recebê-lo ou não. Eu ando, absolutamente, desregrada. Só quero deixá-lo aqui - com meu amor - por você, que fez e faz esse Divã- ser nosso - a cada dia! E claro, não se esqueça:
(É longo, é -talvez- complicado, não tem nada de engraçado. Então, não invista seu tempo quando há milhares de postagens curtas, bem humoradas e leves para serem degustadas)
Lendo os comentários da postagem anterior percebi, mais uma vez, a dificuldade que tenho em trazer a minha prática clínica para esse espaço. Quando criei o Divã era essa minha intenção primária. Sem banalizar a teoria psicanalítica, sem a utilização exacerbada de termos técnicos quis trazer, para cá, temas que informasse, esclarecesse e que os fizessem refletir e abrir novas questões. Confesso que me foi, quando não uma tarefa inglória, frustrante. Desviei do meu objetivo por perceber a minha dificuldade de escrita, as interpretações equivocadas - quando dadas - e a ausência de comentários. Essas entre outras tantas razões. Mea máxima culpa!
O tema abordado e compartilhado ontem com vocês é extremamente sério! As imagens escolhidas foram, propositadamente, provocativas de... E foi somente o início -de uma grande meada- perdido, mas recuperado para esse 2011.
“A psicanálise entrou numa nova época” nos diz J.A.Miller no seu curso Um esforço de poesia (2002-2003). Quais seriam os sinais anunciadores desse novo tempo? Alguns já podem ser detectados. A cultura já não se ordena mais a partir dos ideais. Estes não estão mais no lugar de causa do desejo. Nesse lugar se instalou o ganho do gozo, ratificado pela chuva de objetos que caem sobre nossas cabeças, tornados acessíveis pelos mais diversos caminhos.
Dizer que a psicanálise entrou numa nova época é procurar identificar as exigências para que ela possa continuar sendo uma experiência que dá acesso ao real da existência.
Uma dessas exigências será a nossa capacidade de recuperar a autoridade da palavra, “seu dom oracular”, num mundo que cultiva cada vez mais a univocidade dos sentidos, que celebra o prosaico em detrimento do poético, que busca a todo o momento distinguir o útil e descartar o “inútil”. Como operar nesse contexto, quando sabemos que o gozo tende a se alojar naquilo que não serve para nada? Ganhou força entre nós o tema da psicanálise aplicada à terapêutica, pelo qual os analistas são convocados a definir os princípios de sua prática nos diversos espaços da polis. A partir do testemunho dos analistas inseridos nos diversos dispositivos institucionais criados para o tratamento do mal-estar, nos fazemos presentes.
A Clínica do consumo: fazer-se devorar, fazer-se drogar, fazer-se endividar. Clínica séria onde tentamos discutir as manifestações contemporâneas do consumo, ligadas à vertente pulsional de uma exigência incondicionalde satisfação.
A medicina contemporânea, submetida ao imperativo de gozo consumista do discurso capitalista, tem funcionado como um relé entre os produtos descobertos pela ciência e a natureza mutável dos costumes.
A intervenção médica ficava, outrora, restrita aos processos das doenças, embora seja antiga uma ingerência ética visando à prevenção das enfermidades. De forma crescente, porém, ela ampliou o seu domínio. Foram incluídas experiências como a gravidez, o parto, a amamentação. Fases da vida, como a infância, a adolescência, o climatério, a senilidade. Atividades, como a alimentação, o sono, o trabalho, o sexo. Opções existenciais relacionadas à anatomia sexual. O ideal estético ligado à imagem corporal.
Entram em cena, desse modo, numerosas intervenções: cirurgias (as plásticas, os implantes, as próteses); medicamentos (inibidores de apetite, liberadores sexuais, hormônios – anabolizantes, virilizantes, feminilizantes); técnicas de embelezamento da medicina cosmética, entre outras.
A influência da medicina sobre os costumes tem contribuído para a criação e/ou para o encantamento de uma série de expressões: bebê de proveta, barriga de aluguel, reposição hormonal, congelamento de embrião, gravidez pós-menopausa, clonagem, ”top-modelismo”, fisiculturismo, rejuvenescimento, transexualismo, etc.
Com isso, o discurso médico tem apresentado uma variada oferta de produtos endereçados àqueles que buscam se esquivar da confrontação com a falta – mediante a reparação das incidências da falta como defeito no imaginário do corpo. Ao proceder assim, contribui para a ideia de que o ideal é realizável, de que a complementação é possível, de que a relação sexual existe.
Em A Ciência e a verdade, Lacan afirma que “... a psicanálise é essencialmente o que introduz na consideração científica o Nome-do-Pai...” O que, em outros termos, implica o princípio da castração; barrar o imperativo de gozo consumista, mostrar o furo no saber e não tamponar o mal-estar na civilização.
Sei que, para os que se deram ao trabalho de ler até aqui, deve ter sido, no mínimo, tarefa árdua e talvez um tanto incompreensível. Diferente do estilo,Divã de ser,a que estão habituados. Mas, se ficarem, pelo menos, com a falta fundante e existente em cada um de nós e que jamais será tamponada por qualquer dispositivo, já é um grande começo . E também por isso lhes direi: OBRIAGADA! (RR)
(Imagem: Karin Izumi e Google).
Trilha sonora : Filme/ Divã. Dedico esse post a cada paciente que, nesses 25 anos de práxis, me ensinou/ensina que "ainda há muitas coisas para arrumar"...
(Imagem retirada daqui) 'O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal' (Solange Couto)
Fico pensando no pecado da gula e no exercício dele - com afinco e disciplina - nas comemorações de final de ano. Não preciso delas para exercitar meu pecado maior, isso já sabem. Adoro comer desde o mais simples, como um arroz bem feitinho, um ovo caipira frito, de gema mole a escorrer por cima, um tomate picadinho e bem temperadinho até pratos bem sofisticados. A harmonização deve ser a mesma - e só aceito variações de lugar e tempo - família e amigos, amados!
Esse sistema compulsório de engorda faz estragos. Nada que não possa ser reparado com a famosa promessa de segunda-feira eu começo ou depois que as festas passarem.
Escrevo sobre esse assunto, pois estou preocupada. Nesse final de ano fui comunicada - por uma amada da minha família - que ela se submeterá a uma cirurgia: sleeve gástrico. Quando uso o termo “comunicado” é porque sua decisão já foi tomada, como também os exames pré-operatórios iniciados e em conclusão. Não consigo mais com nenhuma dieta, estou deprimida, só quero ficar na cama, tenho vergonha de sair, efeito sanfona nos últimos cinco anos, IMC de 34 são os fatores que a levaram a tal decisão. Ela sabe que, durante muitos anos, trabalhei no GOTA (Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares) avaliando os candidatos - à cirurgia bariátrica - portadores de obesidade mórbida e acompanhando-os em grupos terapêuticos no pós-cirúrgico.
Obesidade é uma doença crônica, que não escolhe sexo, idade ou classe social. Ela tem etiologias múltiplas: genética, sedentarismo, fenômenos psíquicos, comportamentais, culturais, sociais, econômicos e fatores demográficos, que influem também em sua manutenção. A doença, intimamente associada ao aumento de peso, figura como a terceira causa de mortalidade dos brasileiros, atrás de doenças cerebrovasculares (como derrame) ou do coração. Além de favorecer a diabetes, a obesidade também é considerada como fator de risco para alguns tipos de câncer - outra doença cujo índice de mortalidade aumentou 4% no País entre 1995 e 2007.
Da falta de amor à fome de amor? Poderíamos fazer, entre tantas outras, essa questão.
Em um momento muito primitivo do desenvolvimento o ser humano conhece de forma associada o alimento e a emoção. Neste início ainda tem poucos recursos, tanto físicos, como psíquicos, mas durante o desenvolvimento são feitas inúmeras aquisições e quanto mais amadurecido, maior deveria ser a condição de distinção e separação dos elementos: alimento e sentimentos. No entanto, de muitas formas, os alimentos acabam sendo associados às emoções. A comida é utilizada em rituais festivos:batizados, ritos de passagem, casamentos, etc. São desenvolvidas receitas e “poções” capazes de “curar” do medo de pesadelos até doenças, ligando mais ainda a comida a momentos de prazer, de desprazer e de sobrevivência, fazendo com que ela participe do cotidiano, mesmo fora dos períodos de refeição.
E parece ser justamente por meio da comida que o obeso procura, em um infrutífero esforço, saciar a fome de suas necessidades internas. A compreensão da obesidade como um sintoma de distúrbio emocional começou a ser discutida pela medicina, na França, no século XIX, ligando a obesidade a eventos e períodos de grande estresse emocional. Depois com as grandes Guerras Mundiais se observou que mulheres que passaram um período longo de incerteza ou vivenciaram a perda de seus entes queridos, tinham uma tendência a aumentar de peso, não explicada somente pelas questões calóricas. Nesta época, era comum o uso da palavra Kummerspeck, que quer dizer “gordo de tristeza”.
O alimento é um objeto do mundo exterior, que é introduzido na tentativa de modificar o mundo interno. É possível fazer uma articulação com diferentes elementos, como: solidão, vulnerabilidade, dificuldades sexuais, necessidade de espaço e estresse. O comportamento alimentar é influenciado por diferentes aspectos da história pessoal. A atitude de comer pode remeter a um apelo para expressar uma fragilidade e a sensação de estarem desprovidas de recursos internos que lhes permita lidar com determinados fatos. A obesidade aparece, então, como uma pretensão de trazer para o concreto a tentativa psíquica de ser alguém “forte”.
A minha preocupação pode ou não ser pertinente. Aprendi que qualquer cirurgia que nos submetemos, eletiva ou não, simples ou complexa, É UMA CIRURGIA!!! Corremos riscos. Nunca fiz nenhuma que não fosse estritamente necessária. Tenho respeito e admiro a coragem de todos aqueles que fazem sejam pela estética ou para a simples realização de um sonho “desejo”. Meu único alerta é que não podemos resolver problemas cirurgicamente. Como aprendi com meu eterno presidente (do hospital, que fique bem claro): primeiro tentamos soluções clínicas, só depois radicalizamos nas cirúrgicas!
Devemos buscar quais são as condições emocionais, como ocorre a relação do indivíduo com a comida, seus recursos para lidar com limites internos e externos, ou expor sua agressividade e a capacidade de tolerar frustrações, entre outros. Temos que voltar nosso olhar para o humano e tentarmos encontrar suas verdadeiras demandas.(RR)
" Duvide de si mesmo e duvidará de tudo o que vir. Julgue a si mesmo e verá juízes em todos os lugares. Mas, se ouvir o som da sua voz, você poderá alcançar-se acima da dúvida e do julgamento, e será capaz de ver para sempre." (Nancy Kerrigan)
Bem-vindo a um novo ciclo que é de identidade, prioridade e esforço. Os acontecimentos deste ano de muito trabalho não deixarão nenhuma dúvida de que chegou a hora de estabelecer novas prioridades e de trabalhar com afinco em benefício de uma determinada meta de longo prazo. A energia reage à força da sua Vontade. Quando a Vontade é forte, grandes e imponentes realizações podem ser concretizadas. No entanto, é nesse ciclo que percebemos que a nossa Vontade não é tão livre quanto achávamos que fosse, porque a reprimimos com uma visão limitada do nosso potencial. A vontade é feita de sentimentos. Saber como você sente é a única maneira de saber o que você quer fazer na sua vida. Toda a nossa criatividade parte dos nossos sentimentos.
No princípio, a energia poderá fazê-lo sentir-se reprimido e limitado por circunstâncias que você não consegue mudar, porque pensa que isso está além de você. A sua Vontade, que é uma parte importante de você, sente-se limitada pela sua impressão de que não tem controle sobre uma determinada situação.
Entretanto, a parte da sua Vontade que é livre está tentando salvar as partes que se perderam dela. Não se preocupe se não entender isso imediatamente. À medida que o ano for se desenvolvendo, você vai compreender muita coisa!(RR)
Passados os dias, semanas do choque inicial e de todo Brasil se solidarizando com a tragédia que se abateu no Rio de Janeiro recebo um convite. Não mais um. Especial.
Seus anfitriões, Dante e José Alberto, abriram seu espaço para ajudar às vítimas. As doações e o dinheiro arrecadado com os ingressos vão para quem carece. Carência de muitos ao longo dos dias, meses, anos. Não é necessária uma catástrofe metereológica para ajudar. Saímos com um dia ensolarado rumo à Casa Branca. A estrada sinuosa, cheia de curvas, não me impediu de apreciar a grandiosidade das montanhas da Serra do Rola Moça. Olho para cada uma e em instantes - num trailer mental -vem as imagens da tragédia. Envio energia para tantos e agradeço por mais essa chance que a vida me dá.
Chegamos bem antes de o concerto começar. Alguns músicos e cantores estão dando seus acordes finais. Como num prenúncio nuvens – do nada – se formam e trovões dão o tom da mãe natureza. Renato Motha, Patrícia Lobato, Edson Fernando e Felipe Andra iniciam,com mantras lindos, o acalentamento de minh'alma. Lá fora o som da chuva – manso – faz fundo. Entra Rita Medeiros acompanhada no piano por Robério Molinari e, numa Ave Maria que retumba, faz a essência chorar... Agora, as águas que caem são da emoção de cada um e de todos nós.
Os cantores líricos Helen e Nestor nos brindam com árias. La Bohème de Pucinni (final do 1º ato), Bach, e o “poeta do piano” Schumann são interpretados de maneira ímpar pela pianista Rosiane Lemos. Nessa mistura entre o clássico e MPB a tarde cai nos envolvendo. E me lembro que tudo nasce pequeno e cresce. Somente a(s) desgraça(s) nasce(m) grande(s) e se apequena(m).(RR)
Me conta aí se essa música não é linda de viverrrr?!?!
“Poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina. No osso da fala dos loucos têm lírios”. - Manoel de Barros
De Russo só o sobrenome. É brasileiro, é mineiro, é poeta.Poetas são seres especiais. Diria que possuem certa magia quando escrevem. Não sei nada de poesias nem poemas. Só sinto que os poetas transformam as emoções - vividamente sentidas - em sonetos, versos com as tais métricas ou livres de rimas. "Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhoso espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti" Mário Quintana
Tive o deleite de fazer-me amiga e perseguidora há pouco tempo. Não tenho lá muita intimidade, mas também não sou de Drummond, Barros, Pessoa ou Quintana...E nem por isso deixo de amá-los! Everson tem, não seguidores, amigos fãs! Na última terça-feira, solstício de verão, foi numa luz brilhante e cheia o que vi em seu blog. Autorretrato.Muitas outras vezes, pedi emprestado seu poema para enviar para algum amado que, pensava eu, iria degustar daquelas emoções. Poesia nas linhas, desalinhadas ou não, de cantos e prantos. Preciosidades escondidas nas fibras da alma. Não tenho essas palavras para assim “definir” a loucura que sou quando, em versos, sinto os poetas. Nem mesmo para desejar, o que não cabe em meu coração, nesse natal que hoje ele comemora. Ah palavras escassas, faltantes que me escapam... Não poderiam se fazer PRESENTESpelo menos hoje? Já que não aparecem, uso e abuso das do aniversariante:
O poeta não finge Ele nunca mente Ele tem uma visão diferente Vê cores ainda não inventadas Descobre versos onde não tem rima Tem uma percepção diferente de mundo Sofre como qualquer um E faz disso um mar de emoções Chora como menino E cada lágrima vira uma estrela O poeta deseja com a mesma força De um vulcão em erupção Tem medos do mais profundo coração Desejos que nem a alma explica O poeta vê numa árvore todo o verão Decifra do cinza do outono Todas as dores do coração Encontra numa simples gota de chuva Que desesperada rola pela janela A mais profunda emoção Num jardim imenso de amor Ele descobre qual é a mais bela E a mais perfumada flor Enxerga nos olhos da menina Toda dor da ilusão E oferece água cristalina Da fonte de amor que nasce no coração Portanto, nos caminhos da vida Mente quem diz que o poeta mente Finge ser feliz quem chama de fingidor Aquele que nunca consegue Mas que tenta decifrar os mistérios do amor O poeta não finte O poeta não mente Ele desenha o mundo real Com a loucura que sente. (Everson Russo)
NATAL FELIZZZZ, mininu-poeta, amado nosso!
P.S. Deixo aqui mais uma vez o meu OBRIAGADA ao Tatto, Xipán Zeca,Peludim amado, artista "phodex" de muitasss artes...Uma delas a amizade generosa que doa para essa Rêzina da Grória de Jacarandá. Foi ele, poeta, que fez essa arte procê!
Concedo-me esta alegria solta de ser quem sou. Posso ser lida por qualquer pessoa, mesmo fora do contexto.
Sou o quero dizer sem dicionário, intérprete, dúvida ou pontuação.
Sou a palavra escrita. Além da leitura, registro e assino embaixo.
Autenticação é coisa de cartório. Burocracia.
Eu não. A autenticidade me confere identidade e diferença. É este meu passaporte.
A validade não me importa. Viajo e vivo enquanto eu der valor às pessoas.
Ah! Estas têm valor demais para mim. E sou-lhes gratidão.
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Os meus olhos ...
Quando os meus olhos te veem ...
conhecem todo um mundo novo na luz que os guia ...
no manancial sublime dos teus contornos ...
...
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Há muito tempo que não vinha aqui, neste meu cantinho, "desabafar".
Sinto-me cansada.
Não sei se é cansaço...
Não sei se é desânimo...
Não sei se é pr...
NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL
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Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.
Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande
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*EU ESTAREI AQUI...*
*TEXTO DE ALUÍSIO CAVALCANTE JR*
(Inspirado na canção
One More Light do Linkin Park)
Quando a vida tirar de ti o chão,
quando a...
INTERVALO
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Carta Aberta
*Olá minhas Queridas Amigas e Amigos*
*Devem já ter reparado num "certo abrandamento ou ausência” minha, nos
Vossos blogs, devida a demas...
NEM GREEN NEM YELLOW NEM RED.... I SHOWER GOLDEN..
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Eu decráro qui num mi se “sinto nas conformidade” nê mostrá esse ( MEU )
performecê carnavaUlêsco cum eça atêtudi.
Mái dizo que “é isto que tem virado tudu...
Dobraduras da Saudade
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Saudades.
Que sentimento profundo!
Suave recordação
que também é melancólica.
Que faz sorrir
ou mesmo chorar,
ao lembrar:
da infancia
dos pais
...
Uma data dedicada à reflexão
-
>>Continue lendo
Tem Certeza? Uma escolha certa sempre leva à outra
Este post pertence ao blogue Luz de Luma, yes party!.
Seja criativo, não copie! Plágo ...
Moto? Cuidado! O perigo está em cima!
-
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O Detran/RS instituiu, neste mês de março, grupo de trabalho (GT) para
propor medi...
Aniversário do blog
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Oláááááá!!!
Passaram 8 anos, isso mesmo, 8 anos de Misturação.
Nesse último ano venho me arrastando, mas com uma vontade enorme de blogar,
blogar, blogar...
FELIZ NATAL...!
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Hoje celebra-se o Nascimento de Jesus... No “presépio de Belém”, com Maria
e José, reconheceram-No e adoraram-No os humildes pastores e os Reis Magos
que,...
Pés de Sonho - Milene Lima
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Faz tempo que Rodolfo e eu decidimos ajudar a Milene a realizar seu sonho:
publicar o livro com um apanhado de suas belas crônicas. Deu trabalho
convencer...
Armadilhas contra a paz
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Um áudio maravilhoso - acompanhado do texto - pra gente pensar sobre o
cultivo das emoções mais densas. Num mundo onde o ódio parece crescer numa
propo...
MULHERES, QUE SEJAMOS FELIZES 08 DE MARÇO
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Que a Paz que vem de dentro, possa desarmar sempre a tempestade que
vem de fora. Mãe, filha, irmã, amiga, todos os dias são seus.
3 Braves (2015)
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Watch Full 3 Braves in High Quality VideoNow you can play full 3 Braves in
top video format with duration 90 Min and was released on 2015-05-22 with
MPAA ...
Quentes e... Boas!
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O tempo começou pouco a pouco a arrefecer e, como que a anunciar o inverno,
apareceram as primeiras castanhas. O pregão – quentes e boas! – era um
sugest...
Um livro, um amigo
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O tempo entre costuras, María Dueñas
O desafio de hoje é um livro que você indicaria para um novo amigo. Eu vivo
indicando livros para os amigos, para c...
" Santuário De Nossa Senhora D' Aires "
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*O Santuário de Nossa Senhora D' Aires, fica nas imediações da vila de
Viana do Alentejo.*
*Tudo terá nascido de um voto feito por alguns comerciantes [...
PERIGO NO AR?
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Para quem já foi, nada mais faz diferença...Para quem ainda está neste
lado, fica a apreensão: sabe-se lá nas mãos de quem estamos, quando
embarcamos em u...
Para o bolo ficar bonito
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A amiga declarou convicta:
- Se algo der errado, você é criativa, vai dar um jeito de arrumar. No
final, vai dar tudo certo.
Então, quando o bolo não desg...
Uma pitada
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Não precisa muito. Basta uma pitada. E muda-se o prato. Porque uma pitada
pode ser ousadia no sabor, se o tempero é picante. Uma pitada pode ser o
instig...
Nem Um Segundo.
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...mas um dia toda aquela tristeza acaba e você percebe que foi uma
bobagem, uma gradessíssima perda de tempo passar dias deitado inundando o
colchão de lá...
Quanto tempo..
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Custa acreditar que passaram tantos meses desde a última vez que aqui
vim... Vou pensando neste meu cantinho...mas deixando assim ficar...como se
tempo tiv...
A matança do porco
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Olá a todos!
Para chegar ao texto no novo blogue, clicar por favor no endereço:
http://vitorchuvashortstories.wordpress.com/
Obrigado!
Vitor Chuva,08-...
II
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Voar sempre esteve nos sonhos de Paulina. Quando era bem criança, sonhou
com seu primeiro voo. Eram em tons de cinza claro, escuro, preto e branco,
mas e...