Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SONHUSFUGIT

"Sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou… Tenho saudades dele. Por sua tranqüila honestidade, repetindo sempre, incansável, "tempus fugit". Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem histórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar…
Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit…"
Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será…"(Rubem Alves)

Acordo atravessada por mim mesma. Seria fácil se houvesse atravessadores a culpabilizar esse osso entalado na garganta. Não engulo nem vomito e essa paralisia me irrita.  Estou comandada pela inquietude e confusão: minha liberdade de ir e vir parece estar comprometida. A precipitação ou a agressão não farão que as coisas andem mais rápido.  O meu tempo se esvai.  Mas essa finitude inexorável também me leva a refletir sobre a vida que resta. Obedecendo sempre à lógica do escoamento. Da ampulheta. Vamos morrer, mas ainda há vida por viver.
Cabe viver o tempo que resta da melhor maneira possível. Fôssemos eternos seria diferente. Mas, como não somos...
Na hora de cogitar sobre como gastar o tempo que resta, damo-nos conta de nossa pouca autonomia. Ouço nesse interdito alguns significantes: mudança, potencial diferente, concentração, liberdade, organização, tranqüilidade e MODERAÇÃO. De tantos, o que ecoa é... Moderação. Para que nada possa bloquear ou obscurecer minha visão. Em terra de cego que tem um olho é rei! Sou súdita - cega - nesse reinado de sonho. Esse trecho de uma jornada maravilhosa - VIDA - não parece o mais suave ou agradável dos caminhos nesse momento. Mas de qualquer modo é nele que estou. Tento manter os olhos fixos na estrada. Atenção deveria ter. E acima de tudo, manter os meus desejos e metas guardados em segurança no meu coração. Não sei ser cofre quando Sed fugit interea fugit irreparabile tempus :"Mas ele foge: irreversivelmente o tempo foge". E o meu sonho...(RR)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

STATUS...café, cultura e arte

Não gosto de sair as sextas e sábados à noite. Acostumei que noites que valem são de segunda a quinta. Fim de semana aparece os ditos gatos-pardos. Nos meus velhos tempos de balada claro que aqueles eram os dias que tudo acontecia. Hoje só mesmo quando o convite é extremamente sedutor ou quando se recebem hóspedes e os mesmos fazem uma intimação.
Foi assim que fomos ontem a Status – café, cultura e arte – ouvir Toninho Horta. Essa livraria é das mais antigas aqui de Beagá e fica no coração da Savassi. Desde meus tempos de adolescência era lá que encontrava as publicações mais variadas e jornais de todo o país e de alguns países também. O local é pequeno, intimista e normalmente freqüentado pelas cabeças pensantes da cidade. O público do show trazia além da velha guarda novos músicos. Artista para sobreviver fora do eixo Rio - SP pula miúdo. Não é o caso desse músico. Toninho é figura carimbada e reconhecida. Parcerias com toda a turma do Clube da Esquina. Foi indicado - no Latin Grammy 2010 - à categoria melhor álbum de música popular brasileira. Ficamos impressionados como o tempo anda generoso com ele: não envelhece. E aguçou as apostas se, já ou não, tinha passado por um bisturi. A minha é de que artista não padece da Síndrome de P.I.A. e a renovação é uma constância. Senão morre direto. Abriu o show com Beijo Partido e digo que partiu meu coração em saudades. Mas daquelas gostosas. Dos tempos que um violão, garrafão de vinho Chapinha e uma fogueira aquecia as noites frias dessa cidade. Passeamos com ele pelo Tom de Minas, Harmonia & Vozes (o álbum indicado ao Grammy) e terminamos com Manuel o Audaz. Audácia foi sair de casa num sábado à noite e viajar por esse mundo musical, delicioso, tendo como piloto Toninho.(RR) “E eu serei pra você o que não me importa saber”...


(Imagens:

sábado, 5 de fevereiro de 2011

TROCA DE LÂMPADAS

Porque hoje é sábado... Porque tô carecida de gargalhar... Porque bobagens assim também fazem parte da vida... Porque ontem e hoje também tem dois se fazendo um e envio - daqui - meus votos de alegrias todos os dias e humor para enfrentar o que não for... Porque assim, talvez, vejo e tenho uma luz no emaranhado dos meus neurônios sonhantes... Porque descobri que não tenho nem um cadiquim da tal inteligência emocional... Porque não há porquêS... "Pois este ano será o Ano da Iluminação, o ano de ver além das aparências, o ano de saber que vocês podem verdadeiramente viver cada dia na alegria e na Luz..."

Para trocar uma lâmpada, quantas pessoas são necessárias?  Depende do tipo de pessoa:
 
Gays
Seis: um para trocar e cinco para ficar gritando: Linda! Poderosa! Maravilhosa! Divina! Tuuudo! 

Peruas
Duas: uma chama o eletricista e a outra prepara os drinques. 

Psicólogos
Apenas um, mas a lâmpada PRECISA QUERER ser trocada. (kkkkk)

Loiras
Cinco: uma para segurar a lâmpada e outras quatro para girarem a cadeira. 

Consultores
Dois... Um sempre abandona o trabalho no meio do projeto. 

Bêbados
Um, só pra segurar a lâmpada, enquanto o teto vai rodando. 

Ativistas Gays
Nenhum. A lâmpada não precisa mudar, para ser aceita pela sociedade..

Cantores sertanejos
Dois: um troca a lâmpada e o outro escreve uma canção sobre os bons tempos da lâmpada antiga...

Machões
Nenhum: macho não tem medo de escuro. 

Patricinhas
Duas: uma pra segurar a Coca light e outra pra chamar o papai. 

Argentinos
Um só: ele segura a lâmpada e o mundo gira ao seu redor. 
 


Mulher com TPM   
Só ela! SOZINHA!!! Porque NINGUÉM, dentro desta casa sabe como trocar uma lâmpada! É um bando de IMPRESTÁVEIS!!! Eles nem percebem que a lâmpada queimou! OS INÚTEIS podem ficar em casa no escuro por três dias antes de notar que a bosta da lâmpada queimou!
E quando eles notarem, vão passar mais cinco dias esperando que EU troque a lâmpada, porque eles acham que EU sou a ESCRAVA deles!!! 
E quando eles se derem conta de que EU não vou trocar a lâmpada. OS INCOMPETENTES ainda vão ficar mais dois dias no escuro porque não sabem que as lâmpadas novas ficam dentro da merda da despensa! 
E se, por algum milagre, OS INFELIZES encontrarem as lâmpadas novas, vão arrastar a poltrona da sala até o lugar onde está a lâmpada queimada e vão arranhar o piso todo, porque são INCAPAZES de saber onde a escada fica guardada!  É inútil esperar que eles troquem  a lâmpada, então sou EU mesma quem vai trocá-la!
E como EU sou uma mulher INDEPENDENTE, vou lá e troco!
E SOME DA MINHA FRENTE!!! (Desconheço a autoria. Imagens:internet)



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ÉPOCA DE PLANTIO : PSICOLOGIA HOSPITALAR


Desde o século XV, com o pensamento mecanicista de Descartes, passou-se a ver o ser humano como uma máquina, e foi se perdendo a visão de totalidade proposta pelo pai da medicina, Hipócrates. Evoluiu-se (?) para uma visão fragmentada do corpo humano, que não mais passava do que um conjunto de órgãos, células, moléculas, receptores, genes.
Essa foi a armadilha em que caiu a ciência médica: a visão integral que é fundamental para se estabelecer a proposta de tratamento mais adequada para um indivíduo, em particular, foi-se.
Em 1994 minha inquietude e desejo de expandir, para muito além das quatro paredes do meu consultório particular, me fez criar e apresentar um projeto/proposta de implantação da Clínica de Psicologia e Psicanálise num hospital geral. Acreditava - e ainda hoje - que a visão cartesiana estava equivocada. Não haveria local, mais apropriado, para demonstrar o quanto paciente e familiares se sentem fragilizados numa internação, desorientados ao ouvir um diagnóstico, e se beneficiariam de um atendimento interdisciplinar e  de uma visão holística.
No quarto encontro com o então presidente da instituição ele solicita a saída - da sala de reuniões -  das duas colegas que havia convidado para fazer parte dessa aventura/sonho, ficando a sós comigo. Começa assim sua fala:
- Sabe Dra. Regina, a Sra. é muito parecida comigo: exigente, meticulosa, acredita que todos devem atendê-la de imediato, quer as coisas para ontem, cobra soluções rápidas, enxerga com agilidade as falhas, entusiasmada, e por ser assim crê que todos devem ter esse mesmo pique no trabalho. Não pode continuar assim! Numa instituição, as coisas e pessoas funcionam num tempo bem diferente do nosso e ritmo aquém do nossa vontade. A Sra. precisa ter mais flexibilidade, jogo de cintura, pois caso contrário - rapidamente - ela mesma, com seus mecanismos de defesa, a expulsará daqui. Eu não gostaria de perdê-la. Como faremos?
Se houvesse um buraco naquela sala de reuniões teria desaparecido através dele e parado do outro lado do mundo! Meu rubor de menina envergonhada ganhando um pito desses, o silêncio do Presidente aguardando minha resposta, meus batimentos cardíacos descompassados, a frase jogo de cintura martelando minha cabeça fez minha boca disparar rapidamente:
- Pode deixar. Vou me matricular, hoje mesmo, numa academia e fazer aulas de lambada!
Ele me olha - pasmo - por segundos, sorri e levantando de sua cadeira presidencial, despediu-se de mim com um enérgico aperto de mãos.
Quando voltei a mim pensei que, mediante tal disparate, havia surtado e deveria de imediato procurar um colega para após narrar o episódio, ser avaliada e medicada.
De onde tirei uma resposta dessas??? Agora ele só vai aguardar alguns dias, marcar nova reunião, agradecer e dispensar essa dançarina sem jogo de cintura. DANCEI sem direito a música.
Isso não aconteceu. Graças a algo ou alguém que até hoje não sei... Será que foi o tal desejo???
Passado um ano desse episódio e no final de 1995, numa reunião de "balanço" do que tínhamos feito, o quanto avançou, os projetos para o ano seguinte, na hora de se despedir de cada uma de nós - com aqueles votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo - eu, a última da fila para receber o vigoroso aperto de mãos, ouço algo além dos votos:
- A Sra. está de parabéns. Depois gostaria do nome dessa academia para fazer algumas aulas também! Estou precisando.
Tem coisas que nem Freud explica...Simplesmente vive-se!(RR)
Esse vídeo, feito por estudantes de psicologia, é uma amostra do que vivemos dentro de um hospital.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AFAGAMENTO DA ALMA

Tem coisa mais gostosa, da gente receber, do que presente fora de hora? Pode ser qualquer mimo que enche a alma da gente de alegria. O dia se transforma numa rapidez como os desenhos das nuvens no céu. Pode ser um elogio (Quelle merveille pour le dimanche!) numa manhã gelada e você puxando mala pela ferroviária. Um botão de rosa ofertado por um admirador secreto quando a gente tá bebendo um chope num buteco qualquer. Uma freada brusca de uma bicicleta bem na sua frente e o moço dizendo que seus olhos são os mais falantes que já tinha visto (e isso em francês... é très chic). Na fila do elevador e ver os moços fazendo guarda para gente entrar. Chegar ao aeroporto e ver seu anjo com um bouquet de flores te esperando. Uma mensagem no celular naquele horário mais estranho. Um comentário aqui em forma de poesia. Uma homenagem lá quando você chega para visitar os amigos. ADORO SURPRESAS! Dessas – inesperadamente gostosas – que enchem o coração de alegria e faz a Síndrome de T.M.A baixar e não querer se desinstalar de jeito nenhum, de nenhum jeito.Se é piegas ou não assumo: morro afundada em e saibam que morrerei feliz!
Foi assim, sem ser meu aniversário, ou do Divã que recebi algumas nesses últimos dias.
No dia 10/01/11 num comentário... meu feiticeiro, amado, Kimbanda escreve essa beleza:
Querida e amada Rê.
Amor chega sem se esperar de onde e como.
Toma conta e nem vale a pena querer dominar o dito.
Amor é sentimento rebelde mesmo.
Não é assunto que se descreva e, é coisa única em cada ser.
Tal como amar alguém que nem sequer ainda vimos, somente ouvimos ou lemos, acompanhamos e nos vamos enamorando.
Tem amor que não entrou pelos olhos adentro, através de uma primeira impressão que vem do que se vê, pela atracção.
Amor tem várias vestes e formas e não liga a invólucros.
Amor é uma coisa de dentro para fora e que de olhos fechados se sente.
Amor se dá, mesmo sem querer, amor se recebe e nos faz sentir gente.
Amor não é o que se vê, é o que se respira e sente.
E estaria aqui uma eternidade a falar de amor,
porque dele estou repleto e cheio, não me cabe no peito, porque amo e, amar é emoção que não tem freio.
Maravilhoso texto o teu, só possível escrever, por quem é tão simplesmente... AMOR.
Em 20/01/11 do Bruxo, amado, Rodolfo.  Já perceberam né?  Estou rodeada de magos, feiticeiros, bruxos e afins. Uma bruxinha (mera força de denguice) carece desses homens maravilhosos e suas poções de generosidade:
- Moça do cheiro cheiroso,
- Do odor almiscarado,
- Do perfume perfumado,
- Dos eflúvios corporais,
- Do aroma tão gostoso,
- Do olfato delicado,
- Do nariz tão requintado,
- Das gotas de "Anaïs-Anaïs"...
- Tá vendo? Fez me lembrar do perfume que dei há tantos anos para minha amada... e cujo aroma fixou-se na minha memória junto com tantas outras coisas dela... obrigado pela recordação, Rê. Beijos!
No mesmo 20/01/11, por acaso, chego ao Relicário de Milene. Leio um poema e ao descer, mais um cadiquim, percebo que meu (?) Lullaby é que está lá sendo poetizado pelas mãos da Si e costurado por Mi. Mais uma descoberta do Bruxo Rô_dolfo em suas aventuras pelo divã.
  Como anjos em preces
Como um sussurrar varrendo o céu
Como uma canção de ninar
Nossos corações esta noite bailam
Quase podemos nos tocar
Como anjos nossos espíritos voam
E num balé cósmico se entrelaçam
Entre cometas e estrelas distraídas, brincamos
O amor sublima toda dor
Anjos curam toda angústia
Anjos nos libertam
Somos livres nesse bailado
E outro dia nasce, é hora de dormir.
ILUSTRAÇÃO EM PALAVRAS, NO POEMA ACIMA, POR SI FERNANDES, QUE GENEROSAMENTE ACOLHEU MEU PEDIDO EM FLOREAR AQUI SUAS LETRAS A FIM DE TORNAR O POST AINDA MAIS BACANA.
SUGESTÃO DO VÍDEO POR RODOLFO BARCELLOS, QUE COM SUA INCANSÁVEL MANIA DE ACARINHAR OS AMIGOS, DESCOBRIU ESSA CANÇÃO DE PURO ENCANTO, NOS ARQUIVOS DE NOSSA AMIGA DO DIVÃ.
PRODUÇÃO MÁGICA DO VÍDEO POR REGINA ROZENBAUM, A QUEM AFAGAMOS ATRAVÉS DESSE GENUÍNO POST E LHE RENDEMOS TODAS AS HOMENAGENS. 
EDIÇÃO DO VÍDEO POR ALEX, CUJO SOBRENOME ESQUECI DE COPIAR, A QUEM NÃO CONHEÇO, MAS DEVE MESMO SER BACANINHA.
Em 25 de janeiro de 2011 chego ao Verde Vida do Cláudio e sou recebida com pétalas... 

Pétalas da minha cor predileta e com esse poema:
Pétalas não vão cair.
Antes,
deixarão frutos e sabores.
Sonhando alimentar a vida,
numa existência sem fim.
Rios de néctar, mel e doçura.
Candura.
Flores de veludo,
essências e cores,
amores.
Sementes na terra,
que germinam sem pressa,
ou caem como lágrimas,
de esperança.
Bonança.
Pétalas pulsantes,
desenhando no horizonte,
hipnóticas.
Cantantes.
Borboletas azuis,
pássaros,
aquarelas múltiplas,
que tocam em delicadeza.
Beleza.
À Regina Rozenbaum, amante das cores e da alegria.
É ou não é prá se ter um ataque de síndrome de TMA? Genuíno afagamento de alma. Que dá um toque mais que especial na vida da gente. Não há cotidiano que resista!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CASA BRANCA SOLIDÁRIA... Tinha de ser

Passados os dias, semanas do choque inicial e de todo Brasil se solidarizando com a tragédia que se abateu no Rio de Janeiro recebo um convite. Não mais um. Especial. 
Seus anfitriões, Dante e José Alberto, abrem seu espaço para ajudar às vítimas.  As doações e o dinheiro arrecadado com os ingressos vão para quem carece. Carência de muitos ao longo dos dias, meses, anos. Não é necessária uma catástrofe metereológica para ajudar. Saímos com um dia ensolarado rumo à Casa Branca. A estrada sinuosa, cheia de curvas, não me impediu de apreciar a grandiosidade das montanhas da Serra do Rola Moça. Olho para cada uma e em instantes - num trailer mental - vem as imagens da tragédia. Envio energia para tantos e agradeço por mais essa chance que a vida me dá.
Chegamos bem antes de o concerto começar. Alguns músicos e cantores estão dando seus acordes finais. Como num prenúncio nuvens – do nada – se formam e trovões dão o tom da mãe natureza.  Renato Motha, Patrícia Lobato, Edson Fernando e Felipe Andra iniciam, com mantras lindos, o acalentamento de minh'alma. Lá fora o som da chuva – manso – faz fundo. Entra Rita Medeiros acompanhada no piano por Robério Molinari, e numa Ave Maria que retumba, faz a essência chorar... Agora as águas que caem são da emoção de cada um e de todos nós.
Os cantores líricos Helen e Nestor nos brindam com árias. La Bohème de Pucinni, Bach, e o “poeta do piano” Schumann é interpretado de maneira ímpar pela pianista Rosiane Lemos. Nessa mistura entre o clássico e MPB a tarde cai nos envolvendo. Me lembro que tudo nasce pequeno e cresce. Somente a(s) desgraça(s) nasce(m) grande(s) e se apequena(m).(RR)



Tinha de ser  (Renato Motha e Fernando Brant)
Seguir seu caminhar
Viver o seu viver
E tudo dividir
O amor chegou assim em nós
Foi entrando sem bater
Veio assim sem avisar
Você me abraçou
E então foi que eu nasci
Eu respirei
E me entreguei inteiro
Tinha de ser
Sua mão na minha mão
Minha palavra em sua voz
Tinha de ser
Coração no coração
Seu jeito de pedir
Meu jeito de querer
O rio e o mar
E o nosso olhar dizendo
Tinha de ser
O amor chegou assim em nós

Ouça e depois me conta se essa música não é linda viverrrr?!?  

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

TUDIBAUM

 O que dar quando se nasce
Mirra, incenso e ouro
Insuficientes
FELIZ ANIVERSÁRIO
Saúde, prosperidade, alegrias, paz, harmonia, felicidade, abundância
Desejos que não cabem palavras
FELIZ ANIVERSÁRIO
Dou o AMOR
Pleno, infinito, sem barreiras,
Suficiente(?)
Para sempre...
FELIZ ANIVERSÁRIO
O que eu senti foi um sonho
Pede um desejo
Ao soprar a vela
Faz real
FELIZ ANIVERSÁRIO
Amote independente
Quem foi, és ou será
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!