Em qualquer tempo quando escolhemos um nome - filhos, loja, empresa, bar, restaurante, etc. - revestimos com nossas crenças, significados, desejos e intenções. Sempre as melhores. Lembrei-me de uma conversa com o então presidente do hospital que trabalhei por 16 anos. Dizia-me ele como, com o crescimento e modificações ocorridas na instituição, o nome estava aprisionando e dificultando a apreensão, pelos outros, dessas transformações. Não foi mudado, mas acrescido de “hospital geral” para libertá-lo de seu batismo inicial. Conto isso para partilhar com vocês da mudança ocorrida aqui. Não que o divã tenha crescido sobremaneira, mas por um questionamento que me fizeram – com a melhor das intenções e pela 1ª vez nesses 03 aninhos de vida – e que muito me incomodou! Não foram inquietudes para modernizá-lo ou coisa parecida. O Divã nosso de cada dia continua com as intenções iniciais dos tempos de seu nascimento e que estão registradas abaixo (escrito em janeiro de 2009). A cada postagem continuarão... todentro ou tofora. Agradeço a todos vocês e a cada um por acolherem o novo nome, compreenderem e continuarem aqui, me ajudando a cuidar e criar - amorosamente - desse nosso divã. OBRIAGADA sempre!
"Um tempo atrás estava me deliciando com a companhia de uma amiga, quando em função da pergunta feita, ela respondeu: eu? Anota aí www.tofora.com.br! Adorei e adotei para mim. Era a união, bem humorada, entre os tempos modernos e a sabedoria de vida que adquirimos com a maturidade.
Não sei se vocês se lembram, mas nas brincadeiras de infância (da minha época) alguém fazia o convite, levantava uma das mãos com a palma virada para baixo e todos colocavam, rapidamente, um dedo nela dizendo: dentro, dentro. Ninguém queria ficar de fora e naquele bololô, de gritos excitados, nem se sentir excluído. Como as brincadeiras, as roupas da moda, cadernos ou qualquer outra coisa, que mesmo não gostando tínhamos que possuir para nos sentirmos dentro, incluídos. A gente sabe que tem fases que isso é importante. Nos tempos de adolescência ficávamos indóceis se não arrumávamos um programa de fim de semana. Ficar em casa, no sábado à noite era sinônimo de ser esquecida pelo mundo. Todos iguais, que nem leite pasteurizado. Momento de grupo, de falar a mesma língua. E se não se encaixar a regra é impiedosa: está fora, vai procurar sua turma!
Com o tempo, aprendemos a cultuar nossos espaços externos e internos. É maravilhoso olhar para seu apartamento, mesmo que ele não seja próprio, e sentir que ele é uma extensão de você. Que à sua volta estão as suas escolhas, as coisas que você ama, um pouco da sua alma. Que você não só pode como deseja ficar em casa num sábado à noite, absolutamente incluída, com seu livro, filme, fotos, música, vinho.
Não precisamos mais que o outro nos diga que somos o melhor. Não precisamos mais de aplausos, nem nos sentirmos tão amados e muito menos buscar essa segurança que vem de fora. A cada dia ficamos mais assim tôdentro. Aprendemos o pulo-do-gato.
Este blog recebeu assim esse nome para sublinhar as nossas escolhas, o nosso desejo, a nossa singularidade e capacidade de dizermos a qualquer um, em qualquer idade, "tô fora ou tô dentro". A escolha é sempre nossa!"(RR)








