Como alguns de vocês sabem,
estou, há alguns meses, fazendo Vigilantes do Peso. Reeducação alimentar. Não é
fácil, confesso. Mas é fantástico a gente perceber a cada semana as mudanças
que vão acontecendo, principalmente, nos hábitos. A pesagem é semanal e fico
doidinha para chegar o dia da reunião. Uma semana, que havia viajado, emagreci
300grs e desci da balança bem tristinha. Minha coordenadora deu uma bronca: -presta
atenção, você não adquiriu, você eliminou e está triste??? Tem que celebrar,
isso sim. Todas as vitórias são para ser celebradas ora essas!
Saí de lá me lembrando da
minha mãe. Ela dizia isso quase diariamente: a vida, filha, é para ser celebrada
em tudo!
Porque ninguém celebra mais?
Devemos ter o costume de celebrar no nosso cotidiano. Pode ser com um almoço
diferente para a família no domingo, um momento caprichado para relaxar
antes de dormir, uma noite agradável na companhia de amigas... Ninguém precisa
de datas pré fixadas. Basta inventar os próprios rituais para, a qualquer dia e
qualquer hora, comemorar os amores, as pequenas conquistas – tanto as suas
quanto as dos outros – a vida, “E o que é
mesmo um ritual?“, perguntou o principezinho do escritor francês
Saint-Exupéry, numa das histórias mais famosas e repetidas do mundo. E a sábia
raposa respondeu que um ritual é aquilo que faz com que um dia (ou um momento)
seja diferente dos outros e se torne especial, com ingredientes para ser
lembrado e relembrado para sempre.
Os povos da antiguidade
mantinham a tradição de celebrar, com atenção e intenção, todas as coisas
fundamentais da vida. Com o tempo, fomos perdendo a dimensão desse conceito e o
costume de colocá-lo em prática. Não damos mais atenção e a devida importância
às coisas. Corremos atrás de conquistas que, no fim nos parecem supérfluas e
nos trazem uma felicidade muito fugaz. Precisamos resgatar essa tradição
esquecida e voltar a celebrar mais e sempre – tornar especial não só os grandes
momentos, mas, sobretudo, os pequenos milagres do dia a dia. Rituais nos ajudam
a focar no momento presente, a vivenciar o aqui e o agora e, assim, a acalmar a
mente.
Nessas horas, atenção e
intenção são importantes, mas é preciso entrar em tudo com a razão e também com
o coração. Celebrar o nascimento de uma criança, as bodas (de algodão, prata,
ouro...), o dia dos namorados, das mães, dos pais, todas essas coisas que fazem
parte da rotina das pessoas. Mas muitas vezes participamos delas sem tanto sentimento
ou comprometimento, mais por instinto de rebanho.
Pense em cada refeição, que
pode se converter em um ritual de celebração mesmo que esteja sozinho (a). Comece
preparando a mesa como se você tivesse convidados para jantar. Coloque flores,
cores, velas, amor em cada ação. Sirva-se dispondo a comida em seu prato de um
modo bonito e harmônico como se quisesse formar um arco-íris. Providencie
música suave, que lhe traga serenidade. Desligue os telefones e eletrônicos. O
ato de comer é sagrado e precisamos fazê-lo com reverência. Curta esse momento,
sem expectativas e se entregue. Isso é celebrar! Mas esse é apenas um dos
rituais possíveis, simples o suficiente para entrar no seu dia a dia. Use a
criatividade. Eu tenho usado a minha. Devemos exaltar até as adversidades que
nos fazem crescer.
O mundo fica mais leve e
solto se aprendemos a extrair prazer das várias situações e a manifestar nossa
alegria e gratidão!






