Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

QUEM AVISA AMIGO É: HOBBY BLOG CLUBE

Já ando passada e repassada: do direito, do avesso, com direito a goma e tudo mais. Escrevo essas, mal passadas, linhas para quem aqui ainda não me conhece (?) de fato. Sou assim... dirritida, doida se preferirem, bipolar (tá na moda) se me aceitarem e intensa se agüentarem. Sou o que sou. Nem mais nem menos e vou tentando, no viver nosso de cada dia, melhorar um cadiquim. Deve tá valendo o esforço!
Em maio desse ano recebi um presente, sem mais nem menos, do time do Hobby Blog Clube que apesar de ter o Gustavo, a Lúcia Carioca e a Beatriz, é o mininu Rike que tecla o blog adiante. Não me perguntem como e muito menos quando lá cheguei. Quinem visita que não avisa que vem, fui e fiquei. Não sei se eles puseram vassoura atrás da porta prá que eu fosse embora (crendice mineira prá quando a gente quer que a visita ligue o desconfiômetro e se vá), mas me parece que não. Foi o primeiro blog que conheci com um humor inteligente, refinado. Coisa simples e como tal chique.
No meio dessa semana (na realidade madrugada adentro) cheia de emoções pela blogosfera – e o Rei que me desculpe, mas ele fica no chinelo com as dele, diante das nossas! – recebo essa indicação, seleção do(s) mininu(s). Só que nem me avisaram. Fui descobrir no blog de minha minina-ternura, também agraciada!!! Nem tive tempo de arrumar vestido pra receber esse prêmio chique. E acrescento: se sou ou não merecedora TÔFORA de  julgar. Agora que ganhei, tá dado e não devolvo nem com reza braba!
Não me perguntem os critérios, foram os deles (e de quem mais seria???) na base do fuçamento. Tudo bem que devem ter dado muita risada com meu lado BIOS de ser, mas ele existe e persiste. E é do jeitinho que escrevo que me acontece. Agorinha mesmo fui desligar o PC e ele emitiu um som novo quinem criança aprendendo a falar. Só que não me encantei nauuuummm! Fui logo gritando pela única ASPONE disponível na casa:
- Preeeeeeeeta corre aqui!
- Que foi mãe?
- O computador tá falando comigo!
-??????!!!!!!!
- Mãeeeee, cê não tava conversando com André não?
- Larga mão de sê boba minina! Mais respeito!!! Foi na hora d’eu disligá.
- Desliga então, mãeeeee... deixa eu ouvir!
Pois não é que vou desligar e meu bebê balbuciante fica mudinho da Silva? Não emite nenhum mã-mã-mã sequer!
Da postagem escolhida pelos mininus, até hoje os entendidos no assunto, não me responderam para quê serve aquele “cadeirante azul” ao lado do verificador de palavras!
Mas, deixando essas questões tão fundamentais para meu crescimento biosférico de ser, o que quero realmente dizer, afinal das contas e no início desse proseamento todo, é mais uma vez: OBRIAGADA! E nem careço, mas vou: amo você(s) de viverrrr!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A VIDA



A escuta que atrai e nos trai.
O olhar que traduz e seduz.
O tato que envolve e revolve.
O desejo que move e demove.
A atitude que dita e faz.
O abraço que acolhe e recolhe.
O corpo que vibra e reverbera.
O coração que dispara e ampara.
A alma que agradece:
A VIDA! (RR)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

FESTA DAS LUZES

Hoje é o último dia de Chanucá também conhecida como festa das luzes. Vou contar um pouco dessa festa e daquilo que se comemora. A postagem é longa, então só invista seu tempo se desejar!

Da História:
O “Ch” de Chanucá é pronunciado como se fossem três erres cariocas, ou seja, RRRanucá. Som seco feito na garganta, como falamos raíz. A história de Chanucá é baseada parcialmente em fatos históricos e parcialmente no relato da tradição judaica. É um festival de oito dias que comemora a vitória histórica da família Macabi sobre o tirano sírio Antíoco, no 2o. Século AC. Após conquistar Jerusalém, para mostrar seu total desprezo para com o Sagrado de Israel, Antíoco sacrificou um porco no altar. Ele assassinava todo judeu que ousasse observar os mandamentos da Torá. Antíoco declarou que todos tinham que se tornar helenistas e não poderiam mais estudar a Torá ou continuar na verdadeira adoração a D’US.
Yehudá Macabi, um homem corajoso e um verdadeiro gênio militar, liderou uma guerrilha despreparada e muito inferior numericamente às forças sírias. Quando os macabeus libertaram o Templo do domínio dos gregos, descobriram que o local mais sagrado do Judaísmo tinha sido violado e profanado. O Templo necessitava muito mais que uma limpeza e consertos; precisava ser reconsagrado.
Chanucá trata de duas forças sempre presentes: trevas e luz. Um conflito entre duas ideologias: o helenismo e o judaísmo. O poder de uma pequena chama capaz de banir as trevas, de ver uma batalha impossível, ser vencida pelos mais fracos em número, mas cuja centelha permitiu ir muito além das limitações. É uma celebração histórica de vitória sobre opressores estrangeiros e sobre o paganismo.
Do milagre:
Chanucá não comemora apenas esta vitória militar, mas também um milagre relatado pela tradição judaica. Segundo ela, depois que a família Macabi retomou o controle do Templo que havia sido profanado, eles encontraram apenas uma porção de óleo para a Menorá (candelabro de sete braços) do Templo. Tal porção normalmente duraria apenas um dia. Esse óleo era feito segundo as instruções da Torá, e seriam necessários pelo menos oito dias para se fazer mais do mesmo. A tradição nos conta que D’US fez um milagre e aquela porção para um dia durou oito dias! Isto manteve a Menorá acesa durante o tempo necessário para preparar mais óleo consagrado. É por isso que este é um festival de oito dias e que a Menorá tem oito pontas, além da vela chamada de shamash/“ servidor”, que é usada para acender às outras.
Dos significados da palavra:
A palavra hebraica "chanucá" tem três significados: início, educação e dedicação.

Das comidas típicas da festa:
Como o óleo é um dos elementos mais importantes da história e do milagre de Chanucá, suas comidas típicas são alimentos fritos em óleo (haja colesterol!). Entre os pratos mais populares encontram-se latkes de batata e sonhos.

Da importância, pessoal, dessa celebração:
Os mais antigos de Divã sabem que faço uma grande diferença entre religião, religiosidade e fé. Talvez por isso muitos possam até pensar: “é o samba do crioulo doido”. Tenho, assumidamente, uma FÉ inabalável numa ENERGIA AMOROSA DE LUZ. Fui construindo, e ainda, ao longo desses anos de minha vida. É independente de em qual religião fui educada e criada. Assim, tenho um respeito enorme pela religião, crença de todos aqueles com os quais meus caminhos se cruzam. Como política, futebol e outros tantos não discuto. Respeito. Só boto minha boca no trombone quando, em nome de “uma fé”, radicais  sejam pertencentes a qualquer religião, doutrina, crença cometem atos insanos. FÉ é LUZ. E enquanto tal alumia, jamais escurece!
Como essa festa coincide com o Natal (mesmo mês) gosto muito. Tanto ela quanto o Natal me fazem pensar em inícios/nascimentos, milagres e as variadas formas de dedicação. Chanucá não é, nem deve ser considerado, um “Natal judaico”. Muito menos não é sobre um simples acender de velas. É sobre entrar no mundo dos milagres agora e para o resto da vida. Ao acender velas, cada um com sua fé, fica mais perto da Luz. A conexão é feita através de Luz.
Gosto também do Shamash/Servidor que é o fogo comum, profano, com a qual acendemos cada fogo sagrado. Imaginar e ser uma simples servidora, me faz feliz. Não somos assim, muitas e muitas vezes sem nos darmos conta? Cada um de nós tendo essa função de despertar e acender o sagrado do outro que, tantas vezes, insisti em se apagar? Pode ser com a simples presença, uma bendita palavra, um gesto...
Em Nova York. por exemplo. na entrada dos edifícios onde moram tanto cristãos quanto judeus, há de um lado uma árvore de natal e do outro uma chanuquiá. Um dos cartões mais bacanas que já comprei era assim: dois motoristas de táxi, no famoso yellow cab. Em cima do táxi do nova-iorquino uma chanuquiá e em cima do táxi do judeu, uma árvore de natal. O primeiro desejando Happy Christmas e o segundo Happy Chanuká. Não seria maravilhoso se vivêssemos todos assim? Em comunhão, paz, cada um respeitando, admirando a crença religiosa do outro?
Para mim é esse o milagre maior: da FÉ de cada um, de uma vida em paz, respeito, amor e harmonia entre todos os povos. Então, desejo que as luzes de Chanucá junto com as do Natal, iluminem nossos corações e mentes na busca de respostas (e novos questionamentos!), que permaneçam ardendo e mantendo o fogo da FÉ que aquece corações. Não a tocha do ódio ou fogueiras de vaidades, e que possam ajudar a romper as trevas dos tempos tenebrosos de terror que estamos vivendo, iluminando e eliminando a intolerância!(RR)
Chanuká Sameach!!! Feliz Natal!!!
(Imagens:Internet. Pesquisa: Revista Morashá, CIP, CIM, Beit Chabad)




LOIS MADRISOGRA: AMADA MINHA

Vou lhes contar com alguns dos comentários dessa moça de nome Louisane, como tudo começou...
Lindas palavras.. linda musica..lindo blog (27/09/2010)
Que coisa boa Meu Deus... obrigada...acordar com uma boa gargalhada é o que há...
Feliz o ser humano que recebe palavras doces, num dia doce, de pessoa doce... não há agridoce que resista...ah...se for pra entrar na fila..o meu é 20 de outubro...rsrsrs (29/09/2010)
E lastimei que por aqui não estivesse na data de seu natal! E por dias seguidos sempre deitou palavras... Ora doces, ora divertidas, algumas aflitas, outras sentidas, mas sempre amorosamente genuínas, aqui no nosso Divã. Não acompanhou tudo que enfrentei (e ainda) por conta do ET, mas numa postagem que tinha deixado programada durante minha ausência, lá veio ela com sua alegria:
Que bom que voltou... senti sua falta. Seja bem vinda (24/10/2010)
Afinidades nos aproximaram que assim, um dia, descreveu: Vixi... adivinhou meus pensamentos..ou será que somos todos iguais? Acordei pensando exatamente nisso.. jogar fora um monte de coisas dentro de mim que me incomoda: um ranço daqui...uma tristeza dali...e essa mania que tenho de deixar as pessoas que eu amo me magoarem...lindo post...(02/10/2010)

E por conta dessa má água quando ela respondeu, recentemente, ao tal desafio dos sete, sugeri que ela lesse o que tinha escrito tempos atrás. Disse-me ela que tinha gostado, e até cheguei a acreditar. Mas, por um ato-falho meu, onde troco seu nome com o da Carla, a moça que me aconchegou, generosamente, no dia 26/11, ofertou suas costelas (a receita dilícia, que a topeira/domingueira de fogão que vos escreve errou) e pediu na calada da noite prá Déya me mimar, nos comunica que por conta de mágoa, essa maldita água má, vai fechar o seu De tudo um pouco... Fui lá, esbravejar, estapear e até mesmo um PRESTENÇÃO gigantesco lhe escrevi. E como ela aqui também um dia escreveu:
Vixi Rê Eu sou balança... mas deve tá desregulada...uma bagunça só...   
Acredito que é só um desregulamento temporário. Sinto que a futura madrisogra de minha Preta vai ouvir seu coração e principalmente os nossos que:
AMAMOS VOCÊ DE VIVERRRR!!!(RR) E sem autorização dada: TEJE PRESA E AVACAGÁ, visse?





terça-feira, 7 de dezembro de 2010

BORDANDO E PINTANDO

 Recebi  a mensagem abaixo de uma amiga. Já a conhecia de outros tempos... Aliás, na net, passam-se os anos e repetem-se as mensagens. Algumas recebemos, abrimos e lemos, exatamente, no dia e horário que precisamos ouvir o que ali está escrito. Algumas atualizam nossa memória. Faz-nos um bem que, realmente, acreditamos em bruxinhas, amigos invisíveis, que escutam e respondem nossas aflições. Como muitas coisas venho sentindo às avessas, essa mensagem chegou para que eu pudesse sentir que se há um avesso, certamente, há um direito. Um bordado, quem sabe? E não necessariamente às avessas. Mesmo sendo neta, filha de mãos habilidosas, dessa arte nada aprendi. Será que existe alguma que aprendi? Sempre fui curiosa, mas o tal bichinho - muitas vezes - afastei por medo de decepcionar.
Hoje faço.  E mesmo depois de muitos nós, linhas soltas e revoltas, confusão de fios vejo o que bordei. Não me decepciono e nem me arrependo do investimento. Pode não ser nenhuma perfeição, mas posso dizer: fui eu que bordei!  E é ELE quem sempre guia minhas mãos e meu coração.
Como em qualquer bordado acreditamos que estamos fazendo os pontos certos, mas vira e mexe algum escapole e temos que começar tudo de novo. Quantas vezes naquela magia do ir e vir da agulha espetamos o dedo? E como dói! Insistentes em vermos o trabalho concluído recomeçamos. Entre um aiaiai daqui e persistência dali, muita calma nessas horas, seguimos em frente. Às vezes não bordamos só para nós. e nem sós.. Como encomenda especial chega um pedido de longe: Pode bordar um AMOTE ou ADOROTE sem hífen? Ah, com um pedido desses não são mais as mãos a fazê-lo... É a alma que do avesso e do direito começa, amorosamente, a bordar! Vamos nos encantando com a visada de cada letra terminada e quando quase "pronto" está, recebemos assim, sem mais nem menos, o cancelamento da dita encomenda! Pode?
Com muitos aiaiais deixamos as linhas, as agulhas de lado. Fazemos uma pausa, dizemos, desconjuramos e juramos que nunca mais vamos bordar. Mas, quando menos esperamos vem um novo convite. Diferente e tentador. E seguimos em frente... Agora pintando e bordando a VIDA. Essa que vale a pena de ser vivida!!! (RR)
(Imagens: Karin Izumi, Arquivo Pessoal e Internet)
 "Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo.
Respondia que estava bordando.

Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.

Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:

- Mãe, o que a senhora está fazendo?

Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.

Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:

- Filho saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:

- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?

- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?

- Por que estavam cheios de pontas e nós?

- Por que não tinham ainda uma forma definida?

- Por que demorava tanto para fazer aquilo?

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:

- Filho venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!

Então minha mãe me disse:

- Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:

- Pai, o que estás fazendo?

Ele parece responder:

- Estou bordando a sua vida, filho.

E eu continuo perguntando:

- Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.

- O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e... Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.'

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.

As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.

É que estamos vendo o avesso da vida!

“Do outro lado, Deus está bordando...”. (Damásio Evangelista de Jesus)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

TOMADA DE DECISÃO

Já contei, recontei, falei que babo de inveja desses amados que sabem fazer arte em seus blogues. Ideias até que tenho muitas... Mas sempre tenho que pedir socorro quando fico querendo algo. Foi assim com Kimbanda (Nosso me cativa... lembram-se?), Dê (trocentas vezes), Minina-ternura, e mais recentemente com o Peludim. Nesse ano foram chegando e se transformando, em amados meus, outros tantos amigos. Quando vou lá conhecê-los, vem de novo o tal pecado pra me azucrinar: cada blog mais lindo que o outro em vários aspectos. Mas principalmente no quesito "modelito/visual" o ataque é feroz. Ainda tem uns metidos, abusados, que ficam semanalmente repaginando sua casa. É como um closet abarrotado de roupas novas que aquela amiga milionária tem. E eu aqui... na luta diária com o modelito de sempre. Só tiro prá lavar à noite e na manhã seguinte visto o tal novamente.
Nessas idas e vindas vi um mimo, personalizado, que a Lois (quem sabe futura "madrisogra" de minha Preta rs) tinha ganhado de uma tal Andréya. Ah, preciso dizer que babei, tri babei com meu pecado? A feitora é uma moça que por aqui chegou não faz muito tempo... Mas já costura palavras no meu coração. Quando fui conhecê-la, pela primeira vez, logo parei na entrada de sua casa: DECIDI VIVER! Tem decisão mais acertada e chique que essa? Não pensem vocês que porque respiramos, comemos, trabalhamos, VIVEMOS. Não! Muitas, inúmeras vezes é no piloto automático que a gente vai levando a vida e quase pedimos: vida leva eu... Infelizmente já ouvi e convivi com muitos pedidos desses. Recentemente escutei do profundo de uma depressão: “só sei que estou vivo porque quando acordo, os dedos do pé mexem”!
Tomar essa decisão requer coragem quando pensamos que não a temos. Esperança que só louva-a-deus carrega no nome. Potência que foi diminuída, quase perdida pelas dores da alma... Dores que não são manchetes de jornais e nem capa de revista! Amor quando nos tiraram (com a nossa permissão!) até o que sentíamos por nós mesmos. Equilíbrio para o fio da navalha dessa vida que nos desfia e desafia todos os dias.
Porque, realmente, nem sempre é fácil escolher a melhor das vidas. Quando optamos por uma, temos que preterir muitas outras.
Então, essa moça de batismo Andréya, descobriu - só ela sabe - que a soberania para deliberar sobre a própria vida (com todos os riscos) é seu único verdadeiro patrimônio. Inalienável.
Diante do mundo que encontramos duas são as posturas mais comuns. De um lado, a reconciliação com o mundo. Um ajuste real. Que é o que é. Tendemos a isso quando estamos bem. Uns no pregão da bolsa, outros blogando e alguns pescando. Do outro lado, a saída é mudar o mundo. Transformá-lo. Revolucionar. Para quando o mundo não agrada.
E a vida que decidimos viver? Só pode ser uma. A nossa. Esta mesma que estamos vivendo desde que nascemos. Mas com tudo. Pacote completo. Nossos encontros, com certeza. Mas também nossos sonhos, nossas ilusões, nossos medos e esperanças e, porque não, nossas filosofias também.
Essa vida Déya, que você decidiu viver! Essa vida que cabe generosidade e doação. A mesma que você, ao ler um pedido invejoso, investiu seu tempo – amorosamente - para me mimar. E é por ela que decididamente digo:  vale a pena de ser vivida. OBRIAGADA! (RR)

domingo, 5 de dezembro de 2010

PAPAI NOEL EXISTE?



The New York Sun: Terça-feira, 21 de setembro de 1897
Nós temos o prazer de responder a carta abaixo, expressando ao mesmo tempo, nossa gratidão por sua autora estar entre os leitores fiéis do The Sun. Virgínia O’Hanlon.

Prezado Editor,
Tenho 8 anos. Alguns dos meus amiguinhos dizem que não existe Papai Noel. Meu pai costuma falar: “Se estiver no The Sun, então será verdade.” Por favor, me diga a verdade. Papai Noel existe?
Virgínia O’Hanlon

Virgínia,
Seus amiguinhos estão errados. Provavelmente foram afetados pela descrença de uma época em que as pessoas acreditam em poucas coisas. Só acreditam naquilo que vêem. Eles acham que o que não compreendem com suas cabecinhas não pode existir. Todas as mentes, Virgínia, sejam as dos adultos ou as das crianças, são limitadas. Nesse nosso grande universo, o homem é um mero inseto, uma formiguinha, quando seu intelecto é comparado com o infinito que o cerca ou quando medido pela inteligência capaz de entender toda a verdade e conhecimento.
Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Isto é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção, e você sabe que tudo isso existe em abundância trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Ah! Como seria triste o mundo sem Papai Noel! Seria tão triste quanto não existir Virgínias. Não haveria então a fé das crianças, a poesia e a fantasia para fazer a nossa existência suportável. Não teríamos alegria nem prazer a não ser com os nossos sentidos: seria preciso ver e tocar para poder sonhar. A transparente luz das crianças, com a qual inundam o mundo, seria apagada.

Não acreditar em Papai Noel!... É o mesmo que não acreditar em fadas! Você poderia pedir ao seu pai para contratar muitos homens para vigiar todas as chaminés na véspera de Natal e assim pegar Papai Noel; mas, mesmo que você não o visse descendo por elas, o que isso provaria? Ninguém vê Papai Noel, mas não há sinais de que ele não existe. Ninguém pode conceber ou imaginar todas as maravilhas do mundo que nunca foram vistas e que nunca poderão ser admiradas.
Se quebrarmos o chocalho de um bebezinho, poderemos ver o que faz aquele barulho lá dentro, mas existe um véu cobrindo o mundo invisível que nem o homem mais forte, nem mesmo toda a força de todos os homens mais fortes do mundo reunida, poderia rasgar. Somente a fé, a poesia, o amor e a fantasia podem abrir essa cortina e desvendar a beleza e a glória celestiais que existem por trás dela. Será que tudo isso é real? Ah, Virgínia, em todo este mundo não existe nada mais real e duradouro. Se existe Papai Noel? Graças a Deus ele vive e viverá para sempre. Daqui a mil anos, Virgínia, e ainda daqui a dez mil anos ou dez vezes esse número, ele continuará a fazer feliz o coração das crianças. (by Francis P.Church)

Termino de ler "A magia do Natal" para minhas crianças quando ouço da minha Preta:
- Mãe, e a menina de 8 anos entendeu tudo isso???
Ah, minhas crianças, meus pequeninos amados, por que será que crescem assim, tão depressa?!





sábado, 4 de dezembro de 2010

QUER IR? VAI...

Anjos tem asas... Mesmo que invisíveis aos olhos humanos! Anjos não desamparam... não desaparecem, não se vendem nem se perdem em seus desesperos... Anjos são missionários da LUZ e do AMOR genuínos... Enquanto tal, portam LUZ e AMOR próprios...
Será que anjos existem?! Não sei se anjos com asas e que voam existem... Mas existem seres iluminados que nos protegem, desviando-nos dos perigos e orientando-nos nas horas que precisamos.
Existem também aquelas pessoas que surgem nas nossas vidas para nos auxiliar nos momentos em que mais precisamos, que nos estendem as mãos quando estamos a cair...
Podemos sentir a proteção de um ser invisível que nos orienta na estrada da vida ou podemos perceber a sua manifestação através de pessoas que surgem na nossa vida, a fim de nos conduzir em certos percalços que temos que percorrer.
No princípio era só um nome. Com o passar do tempo ele começou a lhe visitar esporadicamente. Sentia sua presença, suas mãos amparando para quando trupicasse pela vida, não doesse tanto. Aí, passou a vir com mais regularidade. Todas as noites eram sob suas asas que guardava seu sono. Sussurrava palavras de amor. Nas noites de lua cheia era LUZ invasora.
Até placas indicativas de sua real existência ela viu. Não, não era sua ingênua imaginação.  Ou seria? Já não mais sabia... Só sentia. Imagens variadas pelos quatro cantos do mundo - em forma de estátua - não lhe faziam juz. Profano não combina com sagrado.
Ela gostava daquele anjo. Mistura de homem-menino. Suave e duro. Alegre e triste. Artista e artesão do viver.  Tantos dias e noites  imaginado e  tão intensamente poucos dias absolutamente real. Bipolaridades angelicais... Um dia, quando menos esperava, ele bateu asas e voou... Mas anjos são assim: simplesmente, para sempre, anjos! Vai ser feliz...vai. (RR)


                 Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
(negrito e sublinhado meus)


 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AS ESTAÇÕES DA VIDA

Quando estava na antiga 5ª série do 1º grau tive contato com a língua inglesa. Nunca vou me esquecer da alegria sentida ao enrolar a língua para pronunciar as palavras. Faziam cócegas. Entre versos de Roses are red, Violets are blue, Sugar is sweet; And so are you… a imagem das estações do ano tão definidas me encantou.
Ficava esperando ver o colorido vibrante das folhas do fall ou sobre as montanhas da minha Gerais, a neve branca de um winter rigoroso. Puro sonho. Mas, de tanto sonhar - insistência de viver o inexplicável – realidade se fez.
Minhas estações nunca seguiram a seqüência Prêt- à- Porter. Quantas vezes num verão escaldante era embaixo de um cobertor a piscina que refrescava. 
Ready to wear? Sim! Pronta para viver o sonho de uma, de mil vidas.
O outono foi a estação da minha alma. Pintou meus sentidos. Vibrei com suas cores, seus aromas. Invernei com a sensação de despedida deixada no ar. Outono é saudade...

Mas agora é preciso viver a primavera que se descortina diante de minha janela e assim, quem sabe, me preparar para receber uma nova estação.
Não me importo se é fora da ordem natural... Primavera, verão, outono e inverno porque viver, faz a gente criar estações próprias! (RR)
(Imagens: Arquivo pessoal)


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

NUNCA DEIXE DE VOAR

Como sempre escrevo aqui, nada, nada mesmo acontece por acaso. Recebi esse vídeo da iluminada, amada, Ângela com a observação: "Lindo e inspirador". Dona do Notícias da Cozinha escreve e compartilha, deliciosamente, receitas e dicas importantíssimas de saúde. Alguns de vocês já aceitaram meu convite e  de lá não sairam mais. Vale mais que uma ida nessa cozinha! 
Ao assistí-lo pensei, de imediato, ser uma ótima ilustração para a postagem do dia 30/11. Em seguida, como uma LUZ, me lembrei de um querido que me disse: "Foi em vão... Desaprendi a voar!" Será mesmo que desaprendemos? Ou nos prendemos nos grilhões de nossos medos? 
Como andar de bicicleta: pode-se até passar anos sem fazê-lo, mas uma vez montada na magrela, mesmo que por instantes de zigue-zague desequilíbrio, logo aprumamos e sentimos o vento a afagar nosso rosto. Sei que o vídeo deve ter sido criado para "treinamento empresarial" e o tal trabalho de equipe. MOTIVAÇÃO... penso ser esse o nome que dão. De qualquer forma gosto de voar... Às vezes sozinha, outras pareada e muitas em grupo. Voar e alçar céus... Mesmo que algumas vezes o cansaço ou até as asas estejam machucadas! Voei ainda pelo tal túnel do tempo e aterrissei na minha adolescência junto com Richard Bach e seu Fernão Capelo Gaivota. Livro, que entre outros tantos, me marcou.  Me fez, àquela época, desenhar dentro de mim o mundo que eu queria para além de mim mesma. E na busca por algo que fosse além de meus anseios e conseguisse, consequentemente, alcançar outras pessoas. A liberdade em forma de viver! A ave Fernão não se conforma em apenas voar para sobreviver, para se alimentar. Ele vai além de si. E sua busca no infinito do ar , nos faz crer que as dificuldades existem e é nelas que devemos pautar nossas forças em busca de concretização interior.
Encontrei, nas páginas amareladas e desgastadas pelos anos, uma das várias marcações  feitas que coloco aí abaixo. Mas a lápis li - numa caligrafia de menina -  uma das minhas muitas observações sonhadoras de adolescente: um dia vou voar! (RR)
“Superfície azul do céu, asas em curva de dores, Fernão Capelo levanta e voa, porque voar é importante, mais que comer e viver... Caro é pensar diferente, viver em infinitos, voar dias inteiros só aprendendo a voar.
Gaivota que se preza tem de sentir as estrelas, analisar paraísos, conquistar múltiplos espaços... Gaivota que se preza precisa buscar perfeição. Importante é olhar de frente, em uma, em dez, cem mil vidas... Para Fernão nada é limite: voa, treina, aprende, paira sobre o comum do viver. Se o destino é o infinito, o caminho é nas alturas!” (grifo meu)