Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

DOMINGO ESPERANÇA


Domingo. Por aqui o dia amanhece num azul intenso. Antes de sair com meus hóspedes,dou meu passeio matinal pela blogosfera. Não tão longo ou só prazer como gostaria de colher. A vida é assim. Mistura. Por ali e acolá ouço aflição, agonia e impotência. Prefiro a impossibilidade e faço das palavras abaixo a possibilidade de estar no ali e no acolá. Doação a todos, mas especialmente para minha minina-ternura. Esperança!

"Neste momento, se puder, dedique uma fração de tempo a você.
Daqui, de onde escrevo, admiro a magia escondida nos pequenos detalhes do sol poente,
E tento registrar, neste exato momento, pelas tímidas lentes de uma câmera, o espetáculo que acontece lá, no horizonte
Por detrás das árvores, longe da cidade, lá no horizonte que se avermelha refletindo luz nas nuvens,
Mais um ciclo se encerra, e outro se inicia, na eterna baila do tempo, imperioso.

Em celebração há esse instante mágico, onde quer que você esteja agora,
Em qualquer tempo ou espaço em que veja este e-mail, permita-se aceitar o Eterno!

Experimente! Entre na sintonia deste instante, sinta a vibração de Amor que envolve o mundo,
Sequiosa de corações abertos a recebê-la, e por ela, se inspirarem.

Tire a agitação de seu coração.

Deite o corpo, tranqüilamente.
Pense no Eterno.
Preste atenção em sua respiração...
Você percebe o sopro vital animando sua vida?
Medite no Todo que está em tudo.
Sinta-se amado pelo Amor mais lindo que existe.
Você percebe a Divina Presença em seu coração?
Sinta-se agraciado com o mais belo dos presentes.

Você não está só, nunca esteve.
O Eterno está em cada momento seu.

Esteja presente, aqui e agora. Solte-se...
Escute a música. Inspire-se!
Você não está perdido, nunca esteve.
Como poderia estar fora do Todo?
Ele está em tudo! Então, reconheça-O em você.
Reconheça-O em tudo e em todos.
Corte a agitação. Solte-se...
Pense no Eterno...
Preste atenção em sua respiração...
Compreenda: você respira luz!
Aceite-a."
(Anderson Coutinho em 10/02/2008)

(Imagem por GB/ Varadero-Arquivo Pessoal)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

DESPERDÍCIO


                        
Na casa de minha mãe Lavoisier era presença.  Nada se perdia e tudo se transformava.  Restos de arroz e frango - do almoço – viravam um delicioso arroz de forno, coxinhas, bolinhos.
A calça pequena para uma das seis era o short da outra.  O colar arrebentado um brinco novo brilhando nas orelhas.  Desperdício não entrava naquela casa.
Transponho para os afetos, tempo, palavras. Detesto desperdiçar. Afinal tive uma doutora no assunto.
 Não jogo conversa fora. Não sei quem criou essa expressão!?! De todo e qualquer papo, seja sério ou descontraído não perco o dito. Algo fica e me instiga. Quintana brincando com Lavoisier ensina: “nada se perde, tudo muda de dono”.
Do tempo então? Passado já foi e do futuro não sei. O presente se mostra estático. Gosto do gerúndio. Ação presente que move.
Ah e os afetos? Na natureza dos corações nada se cria ninguém “se perde”... Tudo se esvai no tempo devido.
Noite de lua cheia. Assim que ela nasce estou parada num trânsito – caótico – de uma sexta-feira. Entro em transe e a encaro. Não como sempre. Meu olhar é desafiador e ela não se intimida. Despeja, generosamente, sua luz em meus sentimentos contraditórios. Busco as patas e a asas. Nenhuma aparece e nada acende dentro de mim. Ela insiste desperdiçando seu brilho numa tentativa de clarear meu escuro. Buzinas me obrigam a sair desse transe: cadê o gerúndio que estava aqui? Gato comeu! Cadê o anjo? Tá voando por outros céus! (RR)

MIMO LITERÁRIO

Ganhei esse selinho da Neca http://aidemimquesouromantica.blogspot.com/  e confesso, prá variar, que achei difícil encontrar as respostas...mas vamos a elas nesse agora...daqui a pouco posso mudar de ideia!
1. Amar se aprende amando Carlos Drummond de Andrade
2. Concerto para corpo e alma Rubem Alves
3. A alma imoral Nilton Bonder
4. Dez blogs que indico: Na realidade é a curiosidade em saber das respostas que me fazem indicar, mas como sempre disse por aqui e repito, fiquem à vontade para recebê-lo, responder e coisa e tal.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PEREGRINAR A SI


Ontem retomamos nossos trabalhos na Casa do Richard. Havíamos feito uma reunião na semana passada com todos os trabalhadores para as mudanças que ocorreriam a partir desse ano.  Mudar não é fácil. Ir para um lugar estranho, insólito, longe daquele que acostumamos chega a ser audacioso. Abandonar o lugar-comum, rotineiro e já confortável.
Fiquei sem lugar, meio perdida diante desse território desconhecido. Como uma peregrina em terra nunca antes pisada. Tudo era novo. Ainda referendados no passado retiramos a mensagem da noite. E qual não foi minha a surpresa ao ouvi-la:
 PERDER
Para cada coisa que perder ganhará mil.
Quando buscamos algo, perdemos o que encontramos. Quando nos apegamos ao que buscamos, perdemos os momentos.
Os momentos são preciosos, são eles que nos tocam.
Quando temos metas rígidas, deixamos de ver e de ouvir. As metas se fazem no caminho, no caminhar. Caminhar é perder, perder sempre. A cada momento estão perdendo vida, juventude, sonhos, pessoas, esperanças, crenças.
Mas veja, a única coisa que não perdemos é o momento,
O momento é a surpresa, é o que ganhamos, tudo que temos é o agora. Tudo que temos acaba: se nos apegamos, ficamos no que acaba se não, recebemos o inusitado, o novo, o que vai crescer e frutificar, e não o que está morrendo. Tudo é passagem, repito, e é na passagem que a vida se encontra. A vida tem uma direção que se forma no momento. A vida está sempre se formando e nascendo.
Suas pretensões é que o envelhecem. Nunca pretenda nada, apenas receba o novo, o inusitado. Deixe que a vida se forme.
Abraços,
Jeremias
Não é assim o verdadeiro peregrinar? Dispensamos os guias do medo e da insegurança e fazemos um turismo de roteiro existencial. Como em qualquer viagem queremos torná-la o mais confortável e segura possível, mas a razão inicial é o desconforto tão próprio da ousadia e a insegurança inerente à aventura. Não há lugar melhor do que nossa casa, do que nosso chão, para o conforto e a segurança. Não posso retirar a incerteza do ato de ir. Fazer isso seria destruir a aventura, seria exorcizar o espiritual contido na vulnerabilidade e na entrega. Caminho. Toco – sem proteção - o chão dessa terra desconhecida. Vou a mim. E você? Aventura-se nessa peregrinação?(RR)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O CORPO FALA, GRITA E O CORAÇÃO SILENCIA

Quando o Professor Pierre Weil (1924-2008) - então responsável pela disciplina Psicologia Social da UFMG - lançou em 1986 o livro “O corpo fala”, fez-se aquele burburinho característico de novidade.
A “linguagem silenciosa da comunicação não-verbal” diz muito mais do que as palavras. É inconsciente e como tal foge a qualquer controle. Escapa e denuncia - muitas das vezes – contradizendo o discurso verbal. Não mente. Não é politicamente correta.
No livro, os autores (Pierre Weil e Roland Tompakow) usam a esfinge como uma metáfora para traduzir a linguagem corporal. As três partes mostram como o homem é dividido: o boi seria a referência para os instintos (lá iguais a “desejos”), o leão aos sentimentos e a águia estaria ligada aos pensamentos (consciência).
Escrevi - num comentário - que nesses tempos ando me ocupando mais do gestual e as diferenças existentes entre o Oriente e Ocidente. No Oriente, o gestual e atitude de cada um é mais importante do que sua fala. Alguém pode falar uma coisa, mas seu rosto  e silenciosa ação demonstrar outra. No Ocidente, nos preocupamos em falar o politicamente correto e pronto. Encobrimos em palavras a linguagem manifestada pelo corpo. Uma fala que pode às vezes parecer sutil, como também pode até gritar. Isso durante todo o decorrer das nossas vidas nos mais diferentes tipos de relacionamentos humanos.
Segundo os autores, o homem só será equilibrado quando conseguir dominar os três animais dentro de si. Quando não dominamos nossos animais internos, somos devorados por eles, consumidos por excessos de desejos, emoções, pensamentos, e fanatismo religioso, desperdiçando nossa preciosa energia vital.
Para dominá-los, é preciso nos conhecer profundamente, para assim, aprender a lidar com cada um deles, de forma equilibrada. Domar um único animal é difícil. Que dirá as bestas, soltas, habitantes em nós!
Silencio com o escamotear doído das palavras - angelicais - escritas. Ser generoso não é entregar o que você quer, mas o que o outro quer. É um estado fronteiriço a ser roubado porque o outro quererá algo que você pode não estar disposto a dar. Quando eu quero ser boa com alguém do jeito como eu acho que favorece minha visão de mim ou dos outros acerca de mim, não estou ofertando, mas realizando um comércio. Truque humano.  Essa categoria daquilo que você quer ofertar não se encaixa na grandeza da generosidade, mas numa mera extensão de suas vontades.Temos hoje pouca capacidade de distinguir entre um negócio e uma gentileza. Afeto não negocio. E que vivam em desequilíbrio minhas bestas interiores... (RR)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NOIVADO

Semana passada estive num noivado. Parece algo fora de moda, mas não é. Principalmente entre jovens e marinheiros de primeiro casamento. Não foi o caso desses. Ambos egressos de seus primeiros matrimônios aventuram-se pelo desejo de acertarem nessa nova união.
Em alguns momentos parece que a vida parou. Se estivermos sós, perdemos a esperança de encontrar alguém, se temos uma relação sem vida a sensação é de que nunca vai mudar, o trabalho não oferece mais desafios, tudo parece não ter graça. Nessas horas difíceis, talvez o que devamos fazer é buscar o equilíbrio interior, tentar ver a beleza da vida, ter esperança e aceitar o momento, que certamente passará. Concordo que não seja nada fácil manter o equilíbrio quando tudo parece estar indo ao chão. Mas há também outras coisas que podemos fazer. “ Melhor a viagem que nos faz vulnerável do que a segurança que nos rouba o caminho. Melhor enfrentar a vertigem do horizonte e usufruir da liberdade do que inventar portas reconfortantes que nos fazem cativos e solitários.”
Fico sabendo que a noiva teve no passado, uma história inacabada com o noivo. Passados tantos anos, cada um com sua vida, reencontram-se e tentam agora dar continuidade ao que ficou nas reticências.
Carl Jung (1875-1961), psiquiatra suíço, dizia que há uma conexão entre a psique e ocorrências exteriores e chamou essa tendência de sincronicidade, que já escrevi aqui. É como se certas coincidências fossem especiais e conferissem sentido maior à nossa vida, aumentassem a esperança de que algo bom venha acontecer – e assim tirassem um pouco de nossa culpa e responsabilidade, pois afinal, pensamos, não dirigimos totalmente nossa vida. É isso que nos faz acreditar em um D’us ou no destino. Intelectualmente, não podemos explicar, mas sabemos que há algo estranho.
A Física Quântica diz que existe uma teia cósmica da qual participamos. Assim, sonhos, lembranças, encontros e desencontros teriam um significado especial e quando acontecem, deveriam ser levados em conta.
Ter um encontro, ou reencontro significativo e negá-lo é não seguir um caminho que parece traçado para nós. Mas a escolha é sempre nossa. E não cabe julgamentos externos.
No mundo ocidental, achamos que o método científico é único e nos fechamos para eventos que não conseguimos explicar. Já a filosofia oriental, ao contrário, diz que tudo no universo se relaciona que devemos abrir nossa percepção sem tentar explicar tudo racionalmente.
Então, quem está só e acha que nunca vai encontrar alguém, que nada vai mudar, deveria perceber as mensagens que a vida manda, tantas vezes desprezadas. Se estivermos em equilíbrio e conectados, o universo certamente vai conspirar a nosso favor. O único problema é quando o desequilíbrio e falta de conexão imperam por tempo demais.
No cartão para a noiva escrevi: O que dizer numa ocasião como essas? SÊ FELIZ... nesse instante!(RR)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

RONALDO E EU

A declaração de Ronaldo – o fenômeno – justificando seu sobrepeso me deixou exultante. Foi assim, como poderia lhes dizer, um alvará de soltura para minhas gorduras. Elas ficaram tão, mas tão felizes que se desdobraram sobre o cós das calças, pelas laterais do soutien e se esparramaram pelas calcinhas – antes M – extragrandes. TIREÓIDE é a prova irrefutável! Vamos entender essa inquestionável justificativa. No caso dele e no meu é hipotireoidismo.
"A tireóide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço e produz os hormônios T3 (tiiodotironina) e T4 (tiroxina) que atuam em todo o nosso organismo, regulando o crescimento, digestão e o metabolismo.
Quando a tireóide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). De maneira geral, quando a glândula está hiperfuncionante ocorre uma aceleração do metabolismo em todo organismo, podendo ocorrer agitação, diarréia, taquicardia, perda de peso etc., ao contrário, quando a glândula está hipofuncionante pode ocorrer cansaço, fala arrastada, intestino preso, ganho de peso, etc. (negrito e sublinhado meus)
Cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireóide. Algumas estatísticas demonstram que 1 em cada 5 mulheres que procuram seus ginecologistas para iniciar a terapia de reposição hormonal apresenta, na verdade, problemas tireoidianos. Porém é importante estar atento, pois todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula." (Fonte: Internet)
Bem, vamos aos meus fatos: estou acima dos 40, ando numa preguiça que só prá gula ela não aparece. Quase não falo rsrs. Só mesmo o intestino anda pelas privadas da vida livre, leve e solto.
Ganho de peso??? MISERICÓRDIA! To disputando - corpo a corpo - com Ronaldo o pânceps pelos gramados da vida: boates, churrascos, pagodes, batizados, noivados e casamentos.
Amanhã, quando chegar à academia, vou logo dizendo para os professores:
- Mininus, amados, hoje o combat é contra o hipotireoidismo. PORRAAAAADA nele. A localizada vai necessitar de refazer o percurso. Já no aero dance... Por favor, DJ, coloca aí: Tá com fome? To!
Olha, olha, olha, olha a comilança...
E estaremos, Ronaldo e eu perdoados por tanta exuberância de ser!(RR)


POR QUE EVA COMEU A FRUTA?
Não foi assim facinho não!!! No início, Eva não queria comer a fruta.
- Come - disse a serpente astuta! - e serás como os anjos!
- Não - respondeu Eva. Virando a cara para o lado!
- Terás o conhecimento do Bem e do Mal - insistiu a víbora.
- Cruzou os braços, olhou bem na cara da serpente e respondeu firme: Não!
- Serás imortal. - Não! Já disse!
- Serás como Deus!
- NÃO e NÃO! Já disse que NÃO!
Irritadíssima, quase enfiando a fruta goela abaixo, a serpente já estava desesperada e não sabia mais o que fazer para que aquela mulher, de princípios tão rígidos e personalidade tão forte comesse a fruta. Até que teve uma ideia, já que nenhum dos argumentos havia funcionado... Ofereceu novamente a fruta e disse com um sorrisinho maroto: - Come boba... EMAGRECE!!!!
Foi tiro e queda! (Fonte: Internet)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ATRAVESSAMENTOS

Hoje, novamente, acordei atravessada. Entre minha vontade e meus talentos naturais. A vontade não é um talento natural. Não pode se confundir com a força, beleza ou a inteligência. Delas podemos nos servir para conseguir outras coisas. Já usei da força para carregar malas em viagens. E da paciência também, sempre necessária para outros malas. Verdadeiros containers. Neste exato momento, estou me servindo de um pouco de inteligência para escrever essa postagem. Quanto à beleza, só me resta observar como alguns outros a usam e abusam para este ou aquele fim.
Já a vontade não pode ser instrumento. Não posso usar a vontade. Por uma razão: é ela que usa. É a vontade que faz uso da força, da beleza, da inteligência ou de qualquer outro recurso que temos.  Dessa maneira, minha vontade já deliberou pelo uso da força de meus braços para carregar malas. Já deliberou também pelo uso da inteligência para esse escrito. Assim, a vontade nunca é meio, mas agente. É a mão que opera não a ferramenta. Tenho que diferenciar as coisas. A primeira é o talento natural. Para os gregos, esses talentos eram a própria virtude. Por isso, uns eram melhores do que outros. Os cristãos não estavam de acordo com isso. Para eles, tais talentos não valem por si.
A segunda é o uso desse talento. Este uso se materializa numa conduta. Conduta concreta no mundo. Como o salvamento de alguém pelo uso da força. Como a sedução de alguém pelo uso da beleza. Como a instrução de alguém pelo uso da inteligência. Percebem que, aqui, o talento é usado como instrumento para outra coisa? Força, instrumento para salvamento. Beleza, instrumento da sedução. Inteligência, instrumento da instrução.
A terceira é a vontade. Que não se confunde nem com o talento nem com seu uso. Que não é nem força, nem o ato de salvamento. Nem a beleza, nem o ato de sedução. Nem a inteligência, nem o ato de instrução. Porque a vontade é o agente que delibera colocar força em ato de salvamento. Delibera colocar a beleza em ato de sedução. Delibera colocar a inteligência em ato de instrução. É o que está por trás do uso da força, da beleza e da inteligência. É decisão de usar o talento por esta ou aquela razão: eis a vontade! Vontade que decide sobre o uso a ser dado ao talento.
E quando se descobre que é desprovido de talento? E o que importa é o resultado [segundo os utilitaristas] não a vontade? Acorda-se assim... repleta de atravessamentos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

GALO BARCELLOS


Um dos símbolos de Portugal é esse simpático galo. Tem uma história bacaninha. Que tem haver com fé, com caminhada. Mas hoje é outra que quero contar. Então convido todos vocês para lerem aqui. Garanto que vão gostar!

PELA MADRUGADA ADENTRO...(03:11hs)

Já era madrugada quando fui obrigada a engolir meus ciúmes e ouvir a moça do Balaio contar sua ida para a casa do Rodolfo. Passando pelas cores do arco-íris me inquietei na roxa! Depois de uns xingamentos - roxos de inveja - quase tive que recolher meus diplomas antes que os caçassem. Si e Mi testaram minhas habilidades ortográficas. Ideia para o título da postagem, pergunta a atrasada e inquieta Milene. Respondo logo: Poções de Amor! Porções né? Não! Porções são de comida... Bruxo faz poções em generosas porções. Para todos os males e bens também. Sou uma de suas beneficiadas e por tanto bebê-las, fico mais e mais encantada.
É que Rodolfo é um peregrino. Peregrina – magistralmente - exorcizando seus fetiches e seus apegos atrelados a uma terra que julga conhecer e ser seu território. Torna-se um andarilho de emoções. Se perguntado para onde vai é bem provável que responda: a um lugar livre de si, de suas certezas e convicções. Lugar onde possa ser alforriado de seu olhar viciado, salvo do tédio de suas desconfianças, resgatado do fastio de suas preferências. Afinal é um bruxo. Está interessado principalmente nos pontos que lhe permitem não apenas descortinar de uma poção nova, mas o surgimento de um novo olhar. Rompe com o habitual. Nada é mais enfadonho – para esse BruxoSer – do que a percepção já costumeira, o olhar sedentário que prefere o conforto do conhecido, do esperado e do previsível. Não quer ir aos mesmos lugares onde o imaginário e o afeto sempre se refugiam. Dispensando os guias do medo e da insegurança, esse andarilho cumpre um roteiro existencial! Careço de dizer mais?
Foi por isso, também, que me emperrei na hora de escrever... Mas deixo agora um simples FELIZ NATAL procê... Que possamos beber de suas poções mágicas muitos e muitos anos. E não se esqueça: AMO (AMAMOS) VOCÊ DE VIVERRR!(RR)