Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

domingo, 12 de junho de 2011

DESSE AMOR DIÁRIO

Faz um ano que, nessa mesma época, dediquei aqui uma semana para as comemorações do dia dos namorados. Escolhi músicas, poesias diversas que falavam de e para o amor. Recebi comentários lindos de amados que vivem - particularmente - seu amor. É... o amor é sempre nosso! Vive conosco e, tantas vezes, convive no outro sem que se dê conta. Muito vivi desse sentimento liberto. Cativeiro nunca houve para contê-lo. Esparramo sensações inexplicáveis em sonhos reais. Um ano se passou e com ele tantas mudanças. Muda o coração? Muda o amor? Não! De “muda” só mesmo esse silêncio que aconchego e esquento sob a manta de nome AMOR. Esse ano, para celebrar o amor, escolhi trechos de poetisas. Escrito por mulheres que tinham esse sentimento na ponta de suas almas e nas vivências diárias. Desejo a cada um de vocês, amados meus, um domingo amorosamente bem vivido!

"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava.Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente”. (Clarice Lispector)

"Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra amor". (Clarice Lispector)

POEMINHA AMOROSO
Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu...
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu...
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo...
“Eu te amo, perdoa-me, eu te amo...”. (Cora Coralina)

“Nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas”. (Cora Coralina)
"O que a memória ama, fica eterno. Te amo com a memória, imperecível". (Adélia Prado)

“Assim que escurecer vou namorar.
Que mundo ordenado e bom!
Namorar quem?
Minha alma nasceu desposada
com um marido invisível". (Adélia Prado)


"Tenho fases, como a Lua; fases de ser sozinha, fases de ser só sua". (Cecília Meireles)

“De longe te hei-de amar
 da tranquila distância
em que o amor é saudade
e o desejo, constância". (Cecília Meireles)


“Como são belas e misteriosas tuas palavras, Amor!
Eu nãos as tinha pressentido,
eu era como a terra sonolenta e exausta
sob a inclemência do céu carregado de nuvens,
quando, igual a uma chuva torrencial de verão,
tuas palavras caíram da altura em cheio
e se infiltraram em meus tecidos". (Henriqueta Lisboa)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CUIDADO COM O QUE SE PEDE!

Êêêba...final de semana a vista, casa limpinha e cheirosa, posso até continuar a sonhar... Sonhar que um dia meus banheiros não serão mais customizados!
NÃO SUPORTANDO AQUELA TAMPA SEMPRE MIJADA,
A MULHER DETERMINOU:

"URINAR SENTADO"
E o marido obedeceu...

Cuidado com o que pede... eles podem não entender....

quarta-feira, 8 de junho de 2011

VIA MIA

Já contei aqui que tenho a maior preguiça de shoppings. Só vou quando tenho que comprar algum presente, fazer uma troca. Prefiro andar pelas ruas. Como o presente do dia das mães precisava ser trocado (problemas com numeração) e antes que os tais trinta dias de prazo vencesse, fui no vapt-vupt. A loja, VIA MIA, é uma das que gosto (tempo verbal já modificado!) e sempre fui cliente desde que aqui aportou. Sua matriz é carioca e, para mal dos meus pecados, descobri que lá no Rio seus produtos são 30% mais baratos. Será que pensam que vivemos das minas?! Mesmo assim continuei freqüentando, até hoje. Bem, troquei minha sandália e aproveitei para comprar um presente que precisava. Total da compra/troca: R$134,00. Segue o diálogo ocorrido:
- À vista tem desconto?
- Sim. No cheque ou dinheiro 5%.
- Ok. No cheque.
- Dá R$128,00.
- ???
Tudo bem que nunca fui uma expertise em matemática, mas 134 menos 5% não são 127,30? Cadê meus setenta centavos?
- Cento e vinte e oito não. Então, cento e vinte e sete... ora bolas!
- O sistema não aceita. Diz a simpática caixa com aquela carinha - de anja ladrona - me fazendo sentir "A" pobre que luta por míseros setenta centavos.
- Ah não? Aceita arredondar para cima, mas em trinta centavos para mim não?! Que sistema bacaninha de esperto esse seu, hein?
- Estamos lhe fazendo um favor!
- Como?! Cumã?! Favorrr???
Aqui respirei fundo, fundo mesmo, enquanto colhia o restante das pérolas despejadas por Júlia. Sim, era esse seu nome.
- Damos esse desconto para fazer um agrado, fidelizar a cliente, não somos obrigados. Continuou a lindinha ao perceber minhas mãos nas cadeiras. É que desci do salto - nada Louboutin - e armei para rodar minha mineira, gaúcha, paulista, carioca e baiana.
- Fôfa da titia, vamos clarear esse obscuro raciocínio marqueteiro: não te pedi nenhum favor; não solicitei ser mimada; não necessito ser fidelizada(?) uma vez que já o era por mim mesma. Perguntei se para pagamento à vista tinha desconto e só. Não aceito a matemática do seu sistema e muito menos a sua i _lógica benevolência comercial! Sou uma daquelas clientes - trabalhadora - que frequentava essa loja pelo simples fato de gostar dos produtos. E como tal ajudei - com meu suado dinheirinho - a abertura de filiais aqui em Beagá. Mas, talvez isso não lhe interesse... somente o "favor" que você está prestando, a nós consumidoras, com toda sua solidariedade de ser.
Fiz o cheque e fui embora. Minha vida em nada se modificará com a falta dos produtos VIA MIA. Já o meu papel de consumidora nada alienada e nem um pouco conivente com o sistema...
Esse episódio lastimável me fez transformar uma via - que um dia chamei de mia – em sacra. Lembrei-me de todos os centavos que já briguei por. Sabem aquelas continhas de 0,99 e que os supermercados, drogarias, padarias e lojas nunca tem para nos devolver? E que nos olham - irônicos e debochados - como se fôssemos nós os errados em solicitar um, dois, três centavos de nosso troco?! Não deixo! Não encontro centavos nas ruas. Tenho que trabalhar muito pela digna sobrevivência nossa de cada dia. Nenhum sistema, do qual faço parte, arredonda meus honorários em centavos a meu favor. Então vamos combinar? Quero todos os que me pertencem... Nem mais nem menos. Na justa e exata medida matemática! E a Via agora é toda, inteirinha, do sistema. 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PRÁ DAR SORTE

Não sou de correntes. Às vezes recebo e até reenvio algumas de oração. Gosto de rezar e agradecer. Nunca é demais. Em tempos de vacas magras para a maioria da população brasileira, de uma indignação do oiapoque ao chuí, recebi essa! Não custa tentar... Vai que a gente dá essa sorte tooooda (ou seria azar?) e fica quiném esse senhor... Para adiantar o serviço, vão aí meus dados bancários:
Nome: Madame SurtÔ (absolutamente fora de mim)
Banco: Rex
Agência: Única
C/C: 6.000.000.00 (o valor do aptº comprado por ele está ótimo!)

domingo, 5 de junho de 2011

DOMINGO E DISTÂNCIA

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
(Mário Quintana - Espelho Mágico)
Normalmente é esse o dia do descanso. Não é necessário o despertador nem as obrigações domésticas para me avisar que tenho que sair de debaixo das cobertas e posso exercitar o outro pecado preguiçosamente. Esse friozinho que se instalou, nessas últimas semanas por aqui, me faz acreditar que ainda estou em minhas Gerais.  O ônibus não desce pontualmente as seis da matina, os trabalhadores não aparecem, o porteiro não tem com quem gritar o resultado do jogo de futebol de seu time e quase há um silêncio absoluto. Silêncio que possibilita a audição dos pássaros num som límpido.
Mas tive uma noite, madrugada, bem diferente. Sem nenhum ruído exterior acordei a uma e meia da madrugada. Será que o filho chegou? Muito cedo para retornar da balada! As quatro o vento batia nas persianas e entrava - sem nenhum convite - pelas frestas deixadas. Frio... A ausência que aquele cobertor de orelhas tiraria de letra.
As seis, sobressaltada, acreditava ter perdido a hora! Coisa chata. Hoje é domingo e nem assim consigo me alforriar desse incômodo?!  Percebo que o barulho que me incomoda não é o externo – é o meu próprio barulho. É preciso silenciar por dentro. Somente quando silenciamos por dentro é que somos capazes de nos ouvir. A gente se escuta e escuta o que D’us tem a nos dizer. Necessito de intervalos para a quietude. Lembro do  rabino gaúcho Nilton Bonder que se refere à pausa (Os domingos precisam de feriado) como “algo fundamental para a saúde de tudo que é vivo”. E alega: “Parar não é interromper. Muitas vezes, continuar é que é uma interrupção”. É a pausa que dá sentido à caminhada conclui ele.
Nessa pausa domingueira sinto esse incômodo. Às vezes ter notícias não é suficiente. Não acomoda a reviravolta do coração. É um sentir você mais que saber. É dor o que sinto... dor de saudade. Saudade da presença e até dessa ausência consentida. Saudade! E tantas que em cada canto escuto você...
.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DESSE DESEJO...

"Se tivesse a tolice de me perguntar “Quem Sou Eu(?)” certamente cairia estatelada e em cheio no chão.
É que “Quem sou eu?” provoca necessidade.
E como satisfazer a necessidade?
Quem se indaga é incompleto!"
(Clarice Lispector)


Sempre há uma confusão entre desejo, necessidade, querer e vontade. Palavras que – no dicionário – chegam a se misturar. No cotidiano então, nem se fala!
Fala-se em desejo como vontade de alcançar algo, de realizar sonhos, de satisfazer necessidades. Fala-se do desejo referido à libido e à sexualidade. Em todo caso a palavra desejo é largamente utilizada e comporta tantos significados que não dá para nos reportarmos a ela sem sublinharmos que no campo psicanalítico o desejo é absolutamente contrário ao termo vontade como algo deliberado e consciente.
Na necessidade a tensão é da ordem física, biológica, e é reduzida a partir da satisfação do “encontro” com um objeto real, já a relação do desejo não é com um objeto real, mas com um objeto simbólico que aponta sempre para uma falta impossível de ser satisfeita, pois onde o desejo encontra um objeto (objeto a), ou seja, o significante encontra um significado transforma-se num novo significante, mantendo-se, desse modo, o desejo e sublinhando o objeto de satisfação como objeto perdido para sempre.
O desejo em psicanálise não se trata de algo a ser realizado, mas sim de uma falta nunca realizada. O sujeito é um ser faltante e pode passar a vida buscando saciá-lo. Talvez, por isto mesmo, não seja algo de fácil compreensão, pois remete sempre ao campo do desconhecimento, do inconsciente, da própria constituição do sujeito. Trata-se de um conceito que foi ganhando um sentido tão próprio que é nuclear para a teoria e a prática psicanalítica. Assim, a “compreensão” do desejo é algo de certa mobilidade que ora nos escapa e ora nos é revelada. Portanto, escrever, pode ser uma forma de ordenar o que passível de compreensão.
Nesses tempos de desvio de percurso (foi esse o termo que me ensinaram) profissional, existencial e com direito a todos os ais que fazem parte, recebi o texto abaixo que parece ter sido feito sob encomenda! Melhor impossível. Um dia ainda consigo escrever assim... Do autor – C.Calligaris – posso dizer que tive a honra de ser sua aluna. De sua função – psicanalista – seus livros, crônicas e textos falam por si. Os negritos e sublinhados são meus - of course - para jamais esquecer desses novos desejos...(RR)




Considerações sobre novos desejos

Causa da depressão pode não ser perda e frustração, mas a chegada de novo desejo, que é silenciado

UM JOVEM não sabe o que ele está a fim de  fazer da vida, e os pais pedem que eu descubra qual é o desejo do filho, e modo que ele possa escolher o vestibular e a profissão que ele "realmente" gostaria.
Na mesma semana, encontro um adulto que acha que, de fato, nunca fez nada por desejo. Embora bem-sucedido, queixa-se de que suas escolhas (profissionais e amorosas) sempre teriam sido circunstanciais, efeitos de oportunidades encontradas ao longo do caminho. Ele pede, antes que seja tarde, que eu o ajude a descobrir qual é "realmente" o seu desejo. Nos dois casos, o pressuposto é o mesmo: quem viver segundo seu desejo será, no mínimo, mais alegre. Esta é mesmo uma boa definição da alegria: a sensação de que nosso desejo está engajado no que estamos fazendo, ou seja, de que nossa vida não acontece por inércia e obrigação. Inversa e logicamente, muitos estimam dever sua(grande ou pequena) infelicidade ao fato de terem dirigido a vida por caminhos que - eles declaram - não eram exatamente os que eles queriam.
Pois bem, esse pressuposto e os pedidos que recebi se chocam com esta constatação:
o "nosso desejo" nunca é UM desejo definido por UM objeto ou por UM projeto. Não existe, nem escrito lá no fundo escondido de nossa mente, UM querer definido, que poderíamos descobrir e, logo, praticar com afinco e satisfação porque estaríamos fazendo aquela coisa ou caçando aquele objeto aos quais éramos, por assim dizer, destinados. Nada disso: de uma certa forma, todos os objetos e os projetos se valem, e nenhum é "nosso" objeto ou projeto específico. Ou seja, nós desejamos sempre segundo as circunstâncias, os encontros, as oportunidades - segundo as tentações, se você preferir.
Somos volúveis? Nem tanto, pois cada objeto e projeto não substitui necessariamente o anterior. O que acontece é que desejar é uma atividade inventiva a jato contínuo.
Por consequência, mesmo quando estamos alegremente convencidos de estar fazendo o que queremos com nossa vida, nunca estamos ao abrigo do surgimento de desejos novos.
Claro, podemos aceitar esses desejos novos. Por exemplo, em "As Confissões de Schmidt" (que não é um grande filme), de A. Payne, com Jack Nicholson, o protagonista acorda de noite, olha para sua mulher de sei lá quantos anos e se pergunta estupefato: "Quem é esta mulher que dorme na minha cama?". Logo, ele dá um rumo novo à sua vida, colocando o pé na estrada. Mas a expressão de seus novos desejos é fortemente facilitada por duas circunstâncias: providencialmente, o protagonista se aposenta e fica viúvo. Nessas condições, escutar novos desejos fica fácil, não é?
Agora, imaginemos alguém que esteja no meio de sua vida profissional e num bom momento de sua vida amorosa. Nesse caso, provavelmente, o novo desejo será silenciado, reprimido, menosprezado ("deixe para lá, é besteira").
Resultado: o indivíduo continuará declarando que está vivendo a vida que ele queria (e, em parte, será verdade); só que, de repente, sem entender por quê, ele perderá sua alegria.
Por que razão nosso indivíduo negligenciaria seus novos desejos? Simples: por serem novos, eles acarretam a ameaça de uma ruptura no presente: afetos e laços que poderiam ser perdidos, medo da solidão e preguiça dos esforços necessários para reinventar a vida.
Infelizmente, essa negligência tem um custo alto. Sempre entendi assim a "Metamorfose", de Kafka: alguém acorda, e o que até então era uma vida normal e legal, de repente, aos seus olhos, é uma vida de barata.
Nota útil para a clínica da depressão. Às vezes, procuramos em vão as causas de uma depressão; será que houve lutos ou perdas? Nada disso; está tudo bem, trabalho, família, filhos e tal, mas o indivíduo entristece, volta a fumar e a beber como se quisesse encurtar a vida, engorda como se estivesse num mar de frustração e precisasse de gratificações alternativas.
Em muitas dessas vezes, a origem da depressão não é uma perda, nem propriamente uma frustração, mas a aparição de um desejo novo que não foi reconhecido. E os novos desejos, sobretudo quando são silenciados, desvalorizam a vida que estamos vivendo.
Moral da fábula: 1) Não existem vidas definitivamente resolvidas, pois novos desejos surgem sempre; 2) É bom reconhecer os novos desejos, mesmo que deixemos de realizá-los.
Contardo Calligaris in Folha de São Paulo/Ilustrada – 19/05/2011
(Imagem e citação de Clarice L. retirado do blog de Karin Izumi)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TREMA

          Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos. Mas os tempos mudaram. Inventaram tal de reforma ortográfica e eu simplesmente to fora. Fui expulso pra sempre do dicionário.  Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
          O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
O dois pontos disse que  sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
          Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
 Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que, aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem me vou embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!... Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
(Desconheço a autoria)

domingo, 29 de maio de 2011

XX FESTA NA RUA

Já contei para vocês que adoro festas na rua. Sempre que posso não deixo de ir. É uma maneira de conhecer culturas, costumes, comidas tipícas, de países e povos sem sair de Beagá. Além disso encontramos os amigos, revemos colegas dos tempos de colégio e até ficamos quase íntimos do governador do Estado! Acabei de chegar de mais uma e trago as fotos para partilhar com vocês e com os amados que não puderam ir.
O palco onde as apresentações de danças e músicas correram livres e soltas. Ao fundo nossas montanhas...Na realidade, o que restam delas!
Uma visão do povo ainda por volta das 11:30hs da manhã...Depois deu uma preguiça de sacar a máquina e levar uma trombadona. 
Paz (Shalom), amor(Achavá), sorte(Mazal) desejado por jovens, lindos de viverrr, tem uma força maior! Esses se preparam para -  em 2012 -  fazerem um intercâmbio de trabalho e estudo.
Deputado estadual, federal e nosso governador Antônio Anastasia (mão no queixo) que fez um discurso rápido e bacana. Queria comer as comidinhas tipícas e pleiteou, já que a festa é anual, que os amigos o presenteem com algumas ao longo do ano...

Os entendidos no assunto dizem que o vinho israelense é muito bom!
Quando resolvi tirar as fotos das comidas quase não tinha mais nada. O típico falafel  - que esse ano foram destinadas duas barracas - só ano que vem! Logística é sempre uma arte para poucos. Aqui vocês podem ver um salgado de massa folheada, recheado com queijo que é impossível comer um só. Seu nome: beiguelê.
Hummm... O famoso apfelstrudel. Torta folheada de maçã, típica de países como a Áustria, Alemanha (strudel) e encontrada em outros países que, outrora, fizeram parte do Império Austro-Hungáro. Come-se purinha, acompanhada de chantilly ou sorvete de creme! Preciso contar que adoro?!
Exerci meu pecado sem dó (amanhã resolvo na academia rsrs) e além disso pude esquecer a chateação desse blogger passando um domingo bem alegre. Vamos ver se consigo postar. Bom final de domingo a todos e uma semana de paz!