Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

COPA DO MUNDO!


Com certeza!

Com todas as controvérsias vividas com a realização da copa confesso que estava bem morna em relação a ela. Claro que, enquanto brasileira, quero sim o tal “padrão FIFA” para nossa saúde, educação, transporte, segurança, moradia e tudo mais que somos merecedores. Mas ela chegou e os estádios já foram construídos, os bilhões gastos. Então, só me resta receber bem os turistas e torcer, sim, pelo meu país. A minha “manifestação” vai para quando outubro chegar! Até ontem assisti aos jogos no conforto da minha casa, da família ou de amigos. Tudo muito bom até passar um cavalo selado para o jogo Inglaterra X Costa Rica. Montei nele e vou contar: A de a-do-rei!!! Uma animação, confraternização entre todos os torcedores, que desejava fossem assim em todos os estádios e jogos nesse nosso Brasil sem ser copa do mundo. A alegria e a paz dão o tom. A organização, segurança, limpeza dos banheiros e estádio nota 1.000! Os voluntários solícitos e precisos nas informações. Vou contar: foi muito além da minha expectativa. Dá para cantar: “sou brasileira, como muito orgulho, com muito amoooor!” Uma emoção vivenciada que guardarei na alma e que provavelmente não viverei outra vez. A chance de eu ir, novamente, a uma copa do mundo é zero. Então, deixo com vocês as fotos que fiz com a minha gratidão por esse presente. Dá-lhe Brasiiilll!
Ingresso VIP!
Tatto
No clima
Mesmo já eliminados os ingleses não perderam a majestade da alegria!
Los ticos de Costa Rica
Quase lá!
Já lá!
Detalhes...
O entorno. Ainda era cedo...depois uma muvuca boa que só!
Já lá dentro
Esse bigudim inglês kkkkkkk Não resisti e cliquei.

Tropeiro padrão FIFA que deixou os turistas babando. Imaginem se fosse o legítimo padrão mineirim? Não iam embora é nunca!
Copo personalizado a cada jogo. Povo tá colecionando.
Saindo do banheiro reencontro uma colega dos tempos de faculdade que não via há mais de 20 anos. Alegria!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Festa Portuguesa em Lourdes


Junho chegou e com ele as festas de rua e juninas também. O bairro de Lourdes, localizado na região centro-sul de Beagá, é um dos mais nobres e abriga lojas, restaurantes, boutiques, maisons, shopping, academias e todo tipo de serviço para quem quer refinamento, bom gosto e tem cacife para pagar. Além disso, suas ruas homenageiam nossos personagens da inconfidência mineira. E foi na Praça Marília de Dirceu que Portugal fez sua festa de rua anual. Se estava com saudades desse país e dos amados meus... fiquei mais! Tudo estava decorado nas cores verde, amarelo e vermelho. Os bares e restaurantes da cidade - portugueses - armaram suas barracas e ofereciam desde o bolinho de bacalhau, sardinhas fritas, caldo verde, até os doces! Claro que o vinho português também marcou presença. As filas nos caixas e nas barracas eram imensas e tinha que se ter muita paciência. Mas não teve problema, afinal era sábado e estávamos por conta do à toa. Também havia o artesanato principalmente representado em toalhas lindamente bordadas. A festa começou às dez da manhã e foi noite a dentro. Ouvimos fado, vimos o vira, dançado pelos integrantes da colônia portuguesa, e passamos assim um sábado delicioso! Em Julho, dia 14, comemorando a Queda da Bastilha tem a francesa... E, claro, eu vou!!! Adoro essas festas e como já escrevi, uma vez, é a oportunidade que as pessoas têm de conhecer a cultura, tradições e gastronomia de um país/povo. Aqui em Beagá tem a da Itália, Israel, Irlanda, França e Portugal. Bem que essa lista poderia aumentar, né mesmo?! E por aí, onde você mora, tem também? Me conta, vou adorar. Enquanto isso apreciem as fotos sem moderação. Um pedacinho de Portugal nas minhas Gerais.
P.S: aproveito para homenagear os amigos portugueses que fiz ao longo desses anos de blog.
P.S 2: uma amiga do face me disse que dia 29 de junho tem a espanhola também! Nunca fui...só vejo a romaria pela Praça da Liberdade. Para quem é daqui fica o convite: https://www.facebook.com/events/734323816611466/?notif_t=plan_user_invited




Affff...dilícia

A-do-ro!

Antes de se apresentarem


Um mimo!

sábado, 31 de maio de 2014

PASSO A PASSO

Barragem Santa Lúcia.
Fui fazer minha caminhada, agora de já seis quilômetros diários, num local diferente. Era domingo e depois dela iria ouvir a Filarmônica que lá estaria com seus “Clássicos na Praça”.
Sai de casa, curti o sol que ainda estava espreguiçando entre nuvens, aspirei o ar fresco, senti o vento no rosto, olhei árvores, pássaros, pessoas, a pelada no campinho de terra, abri os braços, e sorri... Não deviam passar despercebidos. Para muitos, isso não tem a menor importância, eu sei. Vi uma garça branquíssima em voo rasante sobre a água barrenta. As árvores estavam maiores (ou seria minha pequenez diante delas?) e eu pude perceber. Que verde! Como é possível estar por ali, passadas após passadas, sem notar a diversidade de tons e a variedade das formas? Arvorezinha arredondada, árvore comprida, árvores enfeitadas e outras choronas. No fundo os músicos ensaiavam seus acordes para cadeiras vazias.
Pista de caminhada.
O concerto começaria às 11hs. As músicas se sucediam e eu assistia a gente que passava. Cada pessoa com um passo, um balanço, uma história. Sessenta minutos voou.
Eu queria mais uma volta. Algo acontecia, era preciso sustentar a mágica. Alonguei os músculos, aliviei o esforço e parti para outra. Eu não andava mais, flutuava. Fechava os olhos e respirava, me desfazendo em deslumbramento. Ao final da volta, olhei para o grande círculo onde eu havia rodado e imaginei que ninguém ali teria um dia ruim, só porque eu queria.
O concerto com um programa delicioso!
Continuo andando. Continuo investindo. Continuo acreditando. Continuo refletindo. Continuo amando. Continuo dividida: dentro e fora, feia e bonita, gorda e magra, perfeitamente imperfeita. Continuo inteiramente viva.
Não cheguei a nenhuma conclusão, não desvendei os segredos mais banais, não criei uma grande obra. Suspeito que o meu viver não seja conclusivo, não tenha segredos, não seja questão de uma obra pronta. Dia após dia, investigo uma possibilidade, a de que viver é estar a caminho.

Depois da caminhada nada melhor que uma massagem!
Então, sigo. Só espero que o rumo seja, cada vez mais, do coração. Sem explicação. De tempos em tempos, a vida muda. Sem que haja um plano, assim, de repente, o foco é outro, é outra a rotina, umas pessoas entram para a história, outras dizem adeus, os sentimentos se renovam, a casa fica uma bagunça... Até que a gente entende que viver é isso mesmo, é uma história em capítulos. Passo a passo!
Essa muvuca? Troca de figurinhas!

sábado, 24 de maio de 2014

Ainda sobre mãe(s)

Imagem Revista Veja/BH


Ando sem inspiração para escrever. Acontece. Em compensação excede na vivência diária. Ajustes, fechamentos de ciclos, metas sendo alcançadas. Recebi o texto abaixo por email da amiga, amada, Eli. A autoria é de uma moça que conheço bem: a Cris Guerra, jornalista. Além de ser dona do 1º blog de looks diários do Brasil (Hoje vou assim), frequentou a Casa do Richard. Também escreveu um livro que teve sua semente em outro blog nomeado Para Francisco. Vale demais a leitura pessoal. A crônica abaixo é uma homenagem linda a todas as mulheres. E a gente se identifica que só! Espero que gostem!
"Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.
Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.
Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.
Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?
Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.
Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.
Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”." (Publicado na Veja/BH)