Acho um privilégio ter dois
anos novos para celebrar. Afinal são duas chances, inteirinhas, para desejar e
rechear os desejos com intenção. Faço limpeza da casa, faxina diferente, para o
novo. Um ritual trabalhoso, mas que gosto imenso.
Limpei todos os cantos, joguei
fora papeladas antigas que amarelavam em desuso. Estou mudando, inovando a
vida. Então, por que acumular tantos registros do passado??? Bastam algumas
peças para ilustrar a história. Guardei pouco, apenas o valioso de mim. A
limpeza foi completa. Doei roupas, arrumei armários, inovei nos cantos e nos
enfeites da casa. Saí de cena e fui para rua desfazer da tranqueira. Quando
voltei, abri a porta, respirei fundo e confesso que havia no ar um quê de
leveza, mas também uma coisa meio parada. Faltava abrir as janelas? Talvez.
No dia seguinte, o primeiro do
meu 5775, Reginete completou a limpeza. Aí circulei pela casa me sentindo a
dona do pedaço e feliz com isso. Em cada cômodo, eu vi meus modos, escolhas e
esperanças. Depois pensei: “Chegou a alma da casa!”. Claro, a casa sou eu e
fico feliz de saber que, nas gavetas e prateleiras, há espaços de sobra para o
novo entrar. Então, sim, eu posso sonhar. SHANÁ TOVÁ! Que seja bom e doce o ano
novo.
P.S: se você tiver interesse em saber mais sobre o ano novo judaico é só clicar aqui (é uma postagem que escrevi em 2011).



