Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MINHA CASA

Regina Rozenbaum

Existem como instrumentos de trabalho para o psicólogo, vários tipos de testes. Um deles é o teste projetivo H.T.P. (House,Tree and Person) que através do desenho é avaliado os aspectos projetivos e expressivos da personalidade, refletindo a maneira como o sujeito percebe o mundo, expressa suas vivências emocionais e ideacionais, associadas ao desenvolvimento da personalidade. Portanto, o desenho representa a maneira que o indivíduo percebe o seu meio, as pessoas e de como sente e se posiciona diante delas. Indica a maneira peculiar de ser e sentir de uma pessoa.
Quando compramos ou alugamos uma casa, sua construção, organização, decoração se faz de acordo não só com nossas condições financeiras, mas de como estamos funcionando na vida. Não precisa de nenhum teste psicológico, é só exercitar a observação e aguçar os nossos sentidos.
As cores utilizadas nas paredes, a escolha e disposição dos móveis, a iluminação, os objetos decorativos falam, silenciosamente, de seu proprietário e de usa história. Se há ou não aconchego, se é fria, impessoal, com a cara do arquiteto ou decoradora você, logo ao entrar, sente no ar.
Adoro minha casa. Gosto de ficar nela - às vezes sozinha, outras com a alegria contagiante dos meus filhos e seus amigos, muitas de receber a família, os amigos – e simplesmente desfrutar.
Através da minha casa descubro o meu modo de ser, de viver, de amar. É dentro dela que encontro soluções novas para problemas antigos. É através do seu desgaste que percebo minha capacidade de inovar e criar.
Na época que me mudei, tive a ajuda de uma profissional fantástica, gente que é gente, e tive vontade de escrever uma carta aberta a AMIDE e afins dizendo o que é ser uma decoradora/profissional:
1. Não é aquela que faz Casa Cor, mas sim que faz cor na sua casa/vida;
2. É ver, ouvir e sentir a cliente antes de pensar só no R$;
3. É ir a Tamoios, Guarani, Olegário Maciel batalhando a favor da cliente;
4. É negociar brindes variados com os fornecedores, ajudando no orçamento apertado da cliente, sem se preocupar com a comi$$ão perdida;
5. É transformar o desânimo, a dificuldade de visualização da cliente numa constante afirmação: “Deixa comigo; vai dar tudo certo”;
6. É não estar à disposição, mas disponível mesmo depois das 22h;
7. É dar abertura para conhecer e acolher a intimidade da cliente e não utiliza-la em benefício próprio;
8. Éentrar nas brincadeiras da cliente, nas lojas mais $ofi$ticada$ e cara$, sem perder seu estilo;
9. É deixar sua marca não só no detalhamento dos desenhos, escolha de cores, disposição de mobiliário, mas em pequenos mimos dados, generosamente, a toda a família;
10. É deixar de ser uma arquiteta/decoradora, profissional competente, e se tornar amiga, torcendo, rezando, energizando e iluminando a nova casa e o coração da cliente, que agora é amiga.
Cuidem bem de suas casas e que elas possam refletir sempre a alegria de bem viver!

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