Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O começo de tudo

Quando era criança, e isso já faz tempo, um dos meus locais prediletos era a Biblioteca Pública da Praça da Liberdade. Morava muito próximo, o que facilitava minhas idas e vindas. Os livros foram meus grandes companheiros de viagens, sonhos, imaginação. A bibliotecária já me conhecia e minha carteirinha precisava sempre ser refeita. Às vezes pegava uma estante como se fosse minha propriedade e só largava quando terminava a leitura dos livros que nela ficavam.
Foi assim, por conta própria e sem as opções atuais de diversão, que me apaixonei pela leitura. Paixão antiga que virou amor. Sei que por causa dele sempre fui boa aluna de português e redação. Soltava a imaginação e escrevendo corretamente tirava quase sempre total nessas provas. O mesmo não acontecia com a Matemática.
Passados muitos anos, mantive a escrita, e sempre falaram que eu escrevia bem, que meus textos tocavam a alma das pessoas, que faziam rir e chorar, que meu talento estava desperdiçado. Respondia que só sabia escrever quando tinha algo para dizer, uma história para contar que brotava de dentro do meu coração. Quem me dera conseguir colocar em palavras para todo mundo ler!
Mas, agora, criei coragem e, com a cara de jacarandá que adquiri ao longo desses anos, resolvi colocar tudo que já saiu, vem saindo e sairá para todos lerem. Não tenho nenhuma pretensão de me tornar escritora, mas quero compartilhar com vocês experiências do cotidiano e aquelas que são fruto do meu trabalho clínico num consultório de psicanálise e num hospital geral.
Coisas simples que todos vivemos, pensamos, sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Em algumas, você pensará: essa é para mim, Regina escreveu por mim. Pode ter certeza que em cada uma delas tem algo de você e de todas, que ainda nem conheço. Em outra você não se reconhecerá, mas saberá de alguém que precisará dela.
Só pretendo, agora, ter cada vez mais histórias para contar!
Beijusss no coração
Regina Rozenbaum
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2 comentários:

  1. Oi, tia Regina. Quero ver o resultado do nosso encontro de ontem depois, aqui no blog, e na sua mão, na festa do gu.
    Parabéns pela iniciativa do blog. Vou fazer umas visitas de vez em quando. A leitura foi muito interessante. Beijos, michelle.

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  2. Michelle, amada, da Tia Regina!
    Que bom que veio, realmente, me visitar... e começou cá do início. Venha mesmo e quando escrever de nosso "encontro tecnológico"rsrs te aviso!
    Beijuuss n.c. da "Tia"

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