Quem de nós nunca imaginou como seria um país comunista? Lembro dos tempos de faculdade e das discussões acaloradas entre os membros dos D.As. Camisetas com imagens de Che ou dizeres significativos, ostentadas com orgulho. Eu, particularmente, nunca tive, naqueles tempos, vontade de conhecer um país comunista, e só agora com a falência do regime, tive interesse de incluir, nos meus roteiros de viagens, alguns países.Se costumamos viajar a cidades históricas para visualizar como eram as coisas no passado e aprender um pouco de história, aqui em Havana tem-se a sensação de que voltamos, literalmente, no tempo. Meu pai deixou de herança, para minha mãe, um dodge azul 1954 -bem parecido com esse aí da foto- que, na minha adolescência, foi o meu “mico”. Naquela época não era um carro antigo, de colecionador. Era um carro velho! A primeira impressão assim que cheguei, ao centro de Havana, foi que todos os dodges do mundo, ou todos os micos de adolescência estavam soltos e concentrados num só lugar! A sensação de quem pisa na capital de Cuba é a de estar em um lugar que foi "congelado" e se mantém igual ao que era nos anos 50. Prédios, carros e máquinas antigas por todos os lados fazem da cidade um museu de antiguidades a céu aberto. Não adiantou em nada minha tentativa de associar tudo que já tinha aprendido sobre o comunismo com aquilo que tenho visto em Havana. Perda de tempo. O regime cubano não está nem um pouco próximo da ideia utópica de todos vivendo de maneira igual, com as mesmas condições e salários. Quem trabalha com turismo, por exemplo, pode ganhar muito mais que o dobro do piso salarial oficial. Muitos cubanos vivem apertados em cortiços mal conservados, mas, mesmo com toda a pobreza, não vi ninguém, até agora, passando fome ou vestindo trapos. Eles tem muiiitas necessidades e vão se aproximando de nós, turistas, sempre muito simpáticos, prestativos, mas, para pedir algo. Também pudera: encontrar o turista "ideal" para pedir alguns CUC, a moeda dos estrangeiros... cada CUC vale para eles um vigésimo do salário mensal, é sopa no mel! Na Plaza de Armas, onde podemos folhear e comprar livros usados “garrei” numa conversa com um vendedor que me rendeu muiiitas informações sobre a situação política atual de Cuba, além da cultura local. Conto em outro post pois, agora, vou ver o pôr-do-sol no Malecón que mesmo antes de chegar aqui, me disseram ser algo inesquecível para quem vem visitar a ilha pela primeira vez.
♥Continue como quiser...13 ♥
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Basta deixar nos comentários, continuando a frase iniciada pelo meu
pedacinho...
Simples assim,né?
*Pedacinho de hoje*: Um vento
*Minha frase:*
Um vent...
Há 2 dias
Ei querida, que bom saber que vc tá por aí, se aventurando em mais um destino... Adorei ler os comentários sobre Cuba. Sempre quis conhecer esse lugar, que, imagino mesmo ser o mesmo que entrar em um túnel do tempo... Depois quero saber mais, saber o que os cubanos pensam da Era Fim Fidel... Já ouvi dizer que eles respiram mais aliviados, mas tb que muitos sentem saudade do Ditador... Será??? Me conta depois... beijo grande e que "Desfruche mucho deste viaje!!!" :)
ResponderExcluirAconselho seus leitores a visitarem o blog da Yoani. Eu acompanho. Eles conhecerão uma visão da Cuba de hoje narrada por uma pessoa muito inteligente, engajada e premiada pelo mundo a fora.
ResponderExcluirhttp://www.desdecuba.com
bjins
eidia
www.oquevivipelomundo.blogspot.com
Nayara Amada
ResponderExcluirTengo ahora muchas cosas para contar!!! UAU!!! É papo pró nosso café-ou seria uma cuba libre, ou um mojito, ou ainda um daiquiri- prometido e "arreglado" prá 2010. Ligo prá vc na prá semana.
Beijuuss n.c.
Olá, tudo bem? Onde você conseguiu essa imagem? Poderia me dizer, gostaria de obter essa imagem em um tamanho maior, é que ela me traz lembranças, enfim... se for possível. Obrigado.
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