Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

RE...


O prefixo “re-“, de origem latina, pode ter segundo a nossa gramática, três sentidos: repetição (recarregar, rever, repensar), reforço (revirar, revidar,revirar), retrocesso, recuo (reiniciar, retornar,reflorestar).
Em sua clínica, Freud se deparava com aquilo que insistia, que não cessava em buscar se fazer dizer, que provinha do passado, que não encontrava seu caminho em direção à consciência e que redundava na formação do sintoma. A repetição foi, assim, se transformando, ao longo do percurso freudiano, de um fenômeno clínico a um conceito de grande importância: a compulsão à repetição.
Em Recordar, Repetir e Elaborar, de 1914, Freud destaca: “o que nos interessa, acima de tudo, é, naturalmente, a relação desta compulsão à repetição com a transferência e com a resistência”. Sob o efeito da resistência, o paciente não recorda coisa alguma do que esqueceu e recalcou, mas o expressa pela atuação ou acting out. Repete não como lembrança, mas como ação e sem saber que está repetindo.
Mais tarde, em 1920, Freud se deparou com um impasse ao perceber que havia algo que se repetia “Para Além do Princípio do Prazer”. Deu-se conta de outra espécie de satisfação que se dá no nível da pulsão e que desafia os princípios do prazer e da realidade. Foi este o momento da formulação do conceito da pulsão de morte. Mas nesse momento não me estendo aqui.  
Lacan fez da repetição um dos quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Ele afirma que a repetição nunca é a repetição do mesmo. Há invariavelmente algo novo: “O que se repete é sempre algo que se produz.” (Lacan) Ou seja, é diferente da reprodução.
O que se repete é o real, que volta sempre no mesmo lugar, em que o sujeito procura e não acha. Isso se articula com o gozo que “...encontra sua origem na busca, tão repetitiva quanto inútil, do momento de satisfação de uma necessidade, que só se constitui como demanda no só-depois da resposta que lhe foi dada.”(Lacan)
Em Lacan, a repetição se articula com a subjetividade e está relacionada com poder fazer outra coisa com aquilo que, inicialmente, levava o sujeito ao sintoma. “Não existe uma resposta racional no sentido do entendimento. Só existe uma resposta necessária: fazer uma ação perante isso”. (Forbes) Assim, cada sujeito, em sua singularidade, dispõe da possibilidade de fazer algo novo.
Foi imbuída dessa possibilidade que me foi necessário repetir, recuar e reforçar para poder fazer outra coisa, que não sintoma(s).
De todos os apelidos que fui ganhando ao longo da minha vida (Rainha, Gina, Regis, Rex, Ré, Leoa,Guerreira)  foi e é aquele mais usado, carinhosamente, pelos amigos, familiares, ao me chamarem. Também foi o que mais internalizei, e hoje, talvez, tenha descoberto o porquê! Nele está incluído os tres sentidos desse prefixo latino: repetição, reforço, retrocesso. Assim após um tempinho revendo, refazendo, recarregando,  volto a me reunir, reintegrar, religar, reconectar com todos vocês, amados, meus. Reinicio, tentando retribuir o carinho que me foi dedicado, de maneiras singulares, repartindo minha alegria nesse renascimento, reatando os laços de amizade e  reassumindo com todos vocês o nosso Divã. O B R I A G A D A!!! 
"RÊ"COMEÇAR SEMPRE...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CORAZON PARTIO

AMOR PODE SER DIFERENTE



Quando estive na fazenda fiquei observando as diferenças e para variar, pensando. Como pode um poodle gostar de um cão fila? Raças tão diferentes. Objetivos então, seria desnecessário comentar. Um treinado para proteger e se preciso for, até matar. O outro tão dócil que seus latidos só espantam umas pobres galinhas desavisadas. Um é morador, livre, de terras que não tem fim, o outro se contenta num apartamento e a tal liberdade, só mesmo usufrui quando nessas terras vai passear. Ambos machos, e nem por isso deixam de se gostar e respeitar. Assim é mesmo o amor... Formas diversas podem formar e trans-formar. Alto e baixo, gordo e magro, feio e bonito, perto e longe, branco e negro, crente e ateu, masculino e feminino, fêmea e fêmea, macho e macho, rico e pobre, formado e desinformado, claro e escuro, novo e velho, léxico e desléxico, saudável e doente, ocidente e oriente, um aqui e outro lá.
Assisti a cena de amor, de Luciana – tetraplégica – com Miguel. Ambos personagens da novela global “Viver a vida”. Era, nessa condição, sua primeira vez, e apesar de todo o seu medo, ouviu de Miguel, além de palavras de carinho e amor, algo mais ou menos assim: “vamos nos descobrir, juntos, nessa nova maneira de fazer amor”.
O amor desenvolve características pessoais, distinguindo e particularizando a criatura. Ao proporcionar-lhe vontade própria e independência, ensejam que ela expanda horizontes e dissolva as barreiras onde o padrão e a generalização ergueu paredes.
Nos nossos dias, a maioria dos indivíduos tem conceituado o amor baseando-se tão só no carinho de uma pessoa por outra, na construção romântica e simplista cultivada em nossa cultura, nos versos ingênuos e sonhadores dos poetas ou no que escuta e vê nos meios de comunicação de massa. Na realidade, trata-se de conceitos egóicos quase sempre retirados das frustrações, das inseguranças, da sensualidade e dos sentidos imediatos ou ilusórios.
O amor é um potencial imanente do ser humano. É um fenômeno natural a ser despertado por todos, e não simplesmente algo pronto e guardado nas profundezas da alma, esperando ser descoberto por alguém a qualquer momento. Príncipes e princesas encantadas só mesmo nos contos de fada.
O amor está na naturalidade da vida de cada um. É uma capacidade a ser desenvolvida. Um dia, amar será tão fácil como respirar em uma atmosfera pura ou saciar a sede na água translúcida.
Quando não amamos ficamos vazios. Há ausência de diversidade e de multiplicidade na vida interior e exterior. Amar é uma forma básica de bem viver! Mesmo que seja entre um poodle e um cão fila.  Mesmo que seja um aqui e outro lá.

P.S.: "Amor-Perfeito só existe no jardim; é aquela florzinha linda de cores variadas." (Padre Fábio de Melo)


domingo, 18 de abril de 2010

BEATLES'MANIA: STAND

HEY RÊ



Às vezes, para não dizer muitas, não sei como agradecer ao carinho, amizade, ternura, amor recebidos. Mesmo estando tão perto e tão longe, recebo o que não percebo. Falta de crença? Talvez... Nem imaginando que merecedora fosse, só sei dizer: O-B-R-I-A-G-A-D-A! Tive que postar... Tempos felizes, uma garrafa de vinho barato, beatles tocando, sonhos divididos, gargalhadas ao luar. E o mundo, ah o mundo estava ali, bem à nossa frente para conquistar. As estradas se separaram e jamais imaginaríamos por onde esses caminhos iriam nos fazer chegar. Percursos tão diferentes, mas em algum lugar nos (re)encontraríamos e como um retorno mágico, escuto alguém a me chamar: HEY RÊ...NÃO TENHA MEDO...VOCÊ SABE QUE É SÓ VOCÊ!

sábado, 17 de abril de 2010

CHÁ DE PANELA

Quando minha irmã mais velha se casou – 38 anos atrás - eu era tão pequena, que fui sua dama de honra. Não esqueço de como achei graça, daquela quantidade de amigas, só mulheres, na casa de mamãe para o tal chá de panela que servia, também, de despedida da vida de solteira. Colher de pau, espremedor de batatas, rolo de massa, tabuleiros, escorredor de macarrão, bacias, e tudo mais que numa cozinha possa precisar, devidamente embrulhado e nas cores que tinham que combinar com as da cozinha. Através de brincadeiras inocentes e pudicas, escondia para muito além dos tais objetos a sexualidade reprimida da época.
Os anos foram passando, os costumes mudando, a liberdade sexual chegando e o tal chá de panela se transformou em despedida conjunta de solteiro, do futuro casal, em churrascos, boates, clube “só para mulheres” enfim, de acordo com o gosto de cada um. E nada mais de rolo de pastel para ter que adivinhar, imaginar, antes de desembrulhar. A imaginação já tinha se tornado real e desembrulhada há tempos.
Quando me casei – 25 anos atrás – não quis essa chatice não. Minha mãe montou toda a minha cozinha.
Agora voltou a moda e já tem chá de tudo: casamento, descasamento, bebê e sei lá mais quê! E mesmo em tempos tão modernos voltaram com as tais brincadeiras. Meu sobrinho se casa no próximo mês, e sua noiva fez o tal chá, que imaginei, enquanto tia, que o convite não me caberia. Que nada. Por educação, gentileza com a titia, além de convidada tive que participar. Estava tudo arrumado com muito capricho, isso é fato, e as amigas dela se encarregaram das brincadeiras. Não preciso dizer que contava os minutos para poder ir embora. Um peixe fora d’agua estaria mais confortável do que eu. A única coisa gostosa de assistir é a emoção, que perdura antes do casamento. Mudam-se as décadas, os costumes, mas a alegria de que não vai ficar “pra titia”, que encontrou a cara metade, que seremos felizes para sempre, é igual. É bom que isso continue assim: sonhar que uma relação a dois é sempre um chá de panelas!

TUDO CERTO

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E MEU MUNDO HÁ DE AMANHECER EM PAZ

TÔ EM CRISE: ANGÚSTIA OU MELANCOLIA?

Logo quando iniciei o blog escrevi alguns posts mais relacionados à minha profissão. Um deles era, de alguma maneira, um cansaço sobre tamanha confusão entre tristeza e depressão. Agora me vem outro incômodo: angústia ou melancolia?
“Quando, em sua exacerbada autocrítica, ele o melancólico se descreve como mesquinho, egoísta, desonesto, carente de independência, alguém cujo único objetivo tem sido ocultar as fraquezas de sua própria natureza, pode ser, até onde sabemos, que tenha chegado bem perto de se compreender a si mesmo; ficamos imaginando, tão-somente, por que um homem precisa adoecer para ter acesso a uma verdade dessa espécie." (FREUD, 1917(1974): p.278-279)
Freud pensa a lamentação melancólica como autocompreensão, como acesso a uma verdade. Há algo na melancolia que toca a neurose muito profundamente. O melancólico, adoecido, parece tocar a verdade que é velada pela neurose, essa verdade que surge na neurose nas irrupções do recalcado e nas denegações; maneiras de o sujeito se confrontar com a verdade da qual ele nada quer saber.
Freud, em Luto e melancolia de 1917, compreende a melancolia como efeito, assim como o luto, da perda de um objeto que, no instante de seu desaparecimento, deixa a marca de uma ferida aberta no psiquismo para aquele que a sofre. No entanto, o padecimento e a perda de interesse pelo mundo, marca inevitável e mais imediata tanto do luto quanto da melancolia, podem ocultar mecanismos dessemelhantes diante de uma mesma origem. Se as semelhanças entre ambas as afecções são grandes, as diferenças entre elas podem ser ainda mais significativas.
O melancólico sabe que perdeu alguma coisa, mas é incapaz de saber o quê. Há uma condição de transitividade em relação à imagem de outrem na melancolia, em que o laço com o objeto se torna a condição para haver uma imagem de si mesmo para o melancólico. “Sonhei que brincava com meu reflexo. Mas meu reflexo não estava num espelho, mas refletia uma outra pessoa que não eu.” ( Clarice LISPECTOR)
Para Freud a angústia seria o sintoma fundamental das neuroses. As neuroses seriam decorrentes das várias maneiras de o sujeito evitar a angústia, constituindo os vários estilos defensivos, que seriam o fundamento dos agrupamentos das neuroses. Corresponderiam, segundo o ensino de Lacan, às várias possibilidades de o sujeito negar a falta no Outro.
Com o grupo de sintomas que naquele momento significava a depressão, Freud ordenou a sintomatologia em torno de um centro, de um fundamento que organizaria as demais manifestações depressivas entre si, e que para Freud, foram articuladas em torno da sua principal evidência, a auto-acusação.
Para compreender as razões das manifestações depressivas e encontrar o seu fundamento defensivo, Freud recorreu ao paralelo clínico com o luto, pois, no luto o sujeito apresentaria expressões semelhantes aos sintomas da depressão.
Nos primeiros textos, Freud frisou a diferença entre depressão e melancolia. Desde 1892 ele utilizou a palavra depressão para descrever uma constelação sintomática a que ele chamou de depressão periódica branda.
Em 1893 Freud diferenciava a depressão da melancolia e afirmava (cito Freud): “essa depressão (a depressão periódica branda) em contraste com a melancolia propriamente dita, quase sempre tem uma ligação aparentemente racional com o trauma psíquico. Este, porém, é apenas uma causa provocadora. Ademais, a depressão periódica branda ocorre sem anestesia psíquica, que é a característica da melancolia”. (Rascunho B, pág. 43).
Em 1917, no texto, Luto e Melancolia, Freud definiu a melancolia como um: “... desânimo profundamente penoso, a cessação do interesse pelo mundo externo, a perda da capacidade de amar, a inibição de toda e qualquer atividade e uma diminuição dos sentimentos de autoestima aponto de encontrar expressão em auto-recriminação e auto-envilecimento, culminando numa expectativa delirante de auto-punição.”
Freud colocou a ênfase do quadro melancólico na dor psíquica que este refere, e que ele caracterizou como o estado clínico da melancolia.
O que causa a dor psíquica?
A falta de objeto seja por uma perda real ou por uma falta imaginária. Freud, à sua definição de melancolia que já citamos, acrescentou: “Este quadro se nos faz mais inteligível quando refletimos que o luto mostra também estes caracteres, à exceção de um só: a perturbação do amor-próprio”.
Ou seja, tanto no luto como na melancolia, encontramos aflição e dor, perda do interesse pelo mundo e pelas coisas, perda da capacidade de escolher um objeto novo, porém o que diferencia o luto da melancolia, é que no luto não há a perda da auto-estima.
Para Freud, na melancolia, não seria o mundo que estaria empobrecido, mas sim o próprio Eu e, como no luto, também na melancolia teria havido uma perda, porém não se conseguiria distinguir claramente o que o sujeito perdeu, e, tampouco ele saberia dizê-lo.
Uma vez reformulada a questão da angústia, em 1925, num apêndice do texto Inibição Sintonia e Angústia, que aparece com o título de Angústia, Dor e Tristeza, Freud concluiu que: “...a dor seria a verdadeira reação à perda de objeto, e a angústia seria a verdadeira reação ante o perigo que ocasiona a perda de objeto”.
"De agora em diante o tempo vai ser sempre atual. Hoje é hoje. (...) E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje.  Eu compreendo melhor a morte. Ser cotidiano é um vício.  Para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa – eu cultivo um certo tédio." (Clarice Lispector)
Hoje, não me re-conheço, estou melancolicamente angustiada.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CALCINHA PRETA

 A mulher deu um aviso ao marido:
- De agora em diante só vou dormir de calcinha preta.
  O marido surpreso pergunta...
- Calcinha preta?
  Ela rebate:
- Lógico! Pinto morto, Perereca de luto!  

Ao ver o marido vestindo o paletó, a esposa perguntou:
- "Aonde você vai?"
- "Vou ao médico" - respondeu ele. E ela:
- "Por que?! Você está doente?"
-  "Não. Vou ver se ele me receita esse tal de'Viagra' ".
 A esposa levantou-se da cadeira de balanço e começou a vestir o casaco. Ele perguntou:
-  "E você? Aonde você vai?"
-  "Ao médico, também" - respondeu ela.
-  "Por que?"
-  "Quero pedir para tomar uma antitetânica".
-  "Mas... Por que?"
-  "Vai que essa coisa velha e enferrujada volte a funcionar...

"A mulher casa-se por experiência, se separa por falta de paciência e volta a se casar por falta de memória."

(Recebi como colaboração da mana Léa, da amada MarySexy e do amado Richarrd)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

REGRAS PARA A COPA DO MUNDO

Essa mensagem, que podem alguns até conhecer, recebi  do meu ex-amigo, ex-irmão, ex-amado, ex-médico predileto e único, de nome Ricardo, carinhosamente apelidado, desde os tempos de adolescência, Pigão! Não consegui ter a criatividade suficiente para responder a cada ítem abaixo, então peço a todas vocês, amadas minhas, que escolham um ou até mesmo todos os ítens e soltem a imaginação, o verbo, o que quiserem para respondermos a eles. Aos meus amados amigos, leitores que se solidarizarem nessa campanha, peço o mesmo! Após a reunião e escolha das melhores respostas, postarei aqui, com os devidos créditos (como fiz com o NOSSO NOS CATIVA). Lembram-se daquele post Anúncio para arrumar namorada e a resposta criativa que a candidata deu? É essa a minha e agora, se posso contar com vocês, nossa intenção. "Absorvemos a idéia, compreendemos e divulgaremos tanto as regras quanto as contra regras."rsrsrsrs
Queridas esposas, noivas, namoradas. E também parceiras, amantes, concubinas, filhas, sobrinhas, primas, tias, madrinhas, amigas, colegas ou qualquer criatura do sexo feminino:
Divulgamos, com 6 meses de antecedência, as 13 regras para a Copa de 2010 para que vocês leiam com calma, entendam e não encham nossos sacos:

1. Durante a Copa, a televisão é minha. 100% minha, o tempo todo. Sem exceção nem discussão. Estarei cagando e andando se for o último capítulo da novela das 8, onde Helena, a mocinha, comete suícidio introduzindo um ferro em brasa na boca. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você perderá... Perderá os olhos!

2. De 9 de junho a 9 de julho de 2010, você deverá ler a seção de esportes do jornal de modo a se manter a par do que se passa com respeito à Copa do Mundo, o que lhe permitirá participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção.

3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, esteja certa de vestir-se imediatamente em seguida pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.

4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão... não vai acontecer.
5. É uma boa idéia manter pelo menos 2 caixas de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E, por favor, não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir jogo aqui em casa comigo. Como recompensa, você estará autorizada a transar comigo e assistir TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.

6. Por favor, por favor, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, NÃO DIGA coisas como "Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo..." ou "Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez..." Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas "palavras de encorajamento" apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.

7. Você será bem-vinda a sentar-se comigo para assistir um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo entre o 1º e o 2º tempos, mas apenas durante os comerciais e (importante) APENAS se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de "passarmos tempo juntos".

8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não, eu quero ver novamente. Muitas vezes.

9. Não incomode a mim ou meus amigos perguntando sobre as regras do futebol.
Olhe o jogo e finja que está entendendo. Pule e grite quando eu pular e gritar. Nunca, jamais pergunte como funciona a regra do IMPEDIMENTO. Você não tem capacidade intelectual para entender.

10. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz nenhum neném, ou mesmo promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:
a) Eu não vou;
b) Eu não vou, e
c) Eu não vou.

11. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir um jogo, iremos de imediato.

12. As resenhas e debates esportivos da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem lhe passe pela cabeça dizer coisas como "Mas você já viu isso tudo... porque não muda para um canal que todos possamos assistir?" Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: "Veja a regra nº 1 dessa lista".

13. E, finalizando, por favor poupe-me de expressões como "Graças a Deus que só tem Copa do Mundo de quatro em quatro anos". Estou imune a manifestações ridículas dessa natureza, pois após a Copa vêm a Liga dos Campeões, a Sub20, o campeonato italiano, o espanhol, o alemão, o brasileirão, o cariocão, o paulistão, o mineirão, etc.
Grato por sua cooperação,
Assinado:OBS - Ações a serem tomadas pelos leitores desta mensagem :
1-Se homens, divulguem.
Todos os Homens do Mundo!!!
2-Se mulheres, melhor ir absorvendo a ideia.
3-Não precisa haver guerra, só pedimos compreensão.


terça-feira, 13 de abril de 2010

DAR NÃO É FAZER AMOR

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza... Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe... Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral... Te amolece o gingado... Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que que cê acha amor?".  É não ter companhia garantida para viajar. É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho... É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...

(Mais uma do meu amado Luiz Fernando Veríssimo)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

TPM = TOCOU, PERGUNTOU, MORREU!!!

POBRE DE NÓS ..MULHERES NÃO COMPREENDIDAS... rsrs
Para comerçarmos a semana rindo e acreditando que ela será especialmente maravilhosa!!!


Frases e procedimentos para sobreviver a uma mulher com TPM nas situações do dia-a-dia:

Você chega em casa com aquela fome...
PERIGOSO: O que tem pro jantar?
SEGURO: Posso te ajudar com o jantar?
SEGURÍSSIMO: Onde você quer ir pra jantar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.


Vocês vão a uma festa e ela diz: Amor já estou pronta...
PERIGOSO: Você vai vestir ISSO?
SEGURO: Nossa, você fica bem de marrom!
SEGURÍSSIMO: Uau! Tá uma gata!
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.


Ela diz: Como você é grosso!
PERIGOSO: Tá nervosa por quê?
SEGURO: Tudo bem que eu poderia ter avisado, assumo meu erro!
SEGURÍSSIMO: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.


Na hora daquele super almoço de domingo...
PERIGOSO: Será que você devia comer isso?
SEGURO: Sabe, ainda tem bastante maçã.
SEGURÍSSIMO: Quer um copo de vinho pra acompanhar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.


Você chega em casa tarde, e ela está sentada no sofá...
PERIGOSO: O que você fez o dia todo?
SEGURO: Espero que você não tenha trabalhado demais hoje amor.
SEGURÍSSIMO: Adoro quando você usa esse baby doll!
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.


E algumas definições para TPM:
TPM = Todos os Problemas Misturados
TPM = Tendências a Pontapés e Murros
TPM = Temporada Proibida para Machos
TPM = Tocou, Perguntou, Morreu
TPM = Tente no Próximo Mês
TPM = Tempo Pra Meditação
TPM= Treinadas para matar (euzinha prefiro a sigla VPM= Vestida para matar!)

domingo, 11 de abril de 2010

LUCKY

CHEIRO

De todos os meus sentidos o olfato é o que tenho de mais apurado. Cheiros me atraem ou me repulsam com tanta rapidez que chego a me assustar. Às vezes gosto mais do cheiro do que propriamente do quê, de onde ou de quem ele vem. Bolo no forno, café sendo coado, churrasco assando, dá vontade que fique assim exalando o cheiro até não terminar. Uma casa, caprichadamente, faxinada, naqueles cantinhos mais escondidos, encerada e depois enfeitada com suas flores prediletas, fazem os vizinhos sentir o perfume de longe e chegam a acreditar que é dia de festa. Cheiro da pele da pessoa amada é sempre inconfundível... E se vem acompanhado de gotas do perfume pessoal, não é sonho, é realidade daquelas que a gente apalpa e ama mais e mais. O cheiro da terra depois de um banho de chuva, do curral quando se pega leite fresquinho, das frutas colhidas no pé. Tem cheiros alegres, mas tem cheiros tristes também. O de um hospital é preferível passar longe quando pode. Das flores de um velório o odor é mais do que tristeza... É saudade que nunca vai cessar. Mas de todos os cheiros há um que é sempre inconfundível e nem precisa ser expert ou ter olfato apurado: o do amor! Esse exala por todos os poros e se não conseguir sentir o cheiro, pode ver, tocar, ouvir ou então só saborear... Cheiro de amor no ar! 

sábado, 10 de abril de 2010

SOBRE O AMOR



Falar de amor é repetir banalidades. Porque o amor, cantado e recantado, virou coisa corriqueira. Quanto mais progride o individualismo no cotidiano, mais vulgar se torna o amor e tudo o que ele representa.
Para uns, já foi alegria: “O amor é uma alegria acompanhada da representação de uma causa exterior” (Espinosa). Para outros, necessidade: “Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca tive, mas viver sem amor acho impossível” (Jorge Luis Borges). Ou esforço: “Ama-se o que se conquista com esforço” (Aristóteles). Ou então, poesia: “O amor é a poesia dos sentidos” (Balzac). Para os práticos, aprendizado: “Ama teus inimigos porque eles te dizem os teus defeitos” (Franklin). Para muitos outros foi sofrimento e morte, como na história de Tristão e Isolda, conjunção de pessimismo e amor.
Por mais que a experiência de cada um com as diferentes possibilidades de amor seja única, esta palavra não carregaria potencial tão grande de vulgaridade se muita gente não a tivesse moído de uma maneira ou de outra na vida ou na arte.
Você sabe, está convencido de que sem amor não há felicidade, sem amor não há vida, sem amor você permanece faminto por algo desconhecido, permanece insatisfeito, vazio. Você é oco, nada tem; você é apenas um recipiente sem conteúdo. Você sente o vácuo, o vazio e o tormento disso. E você está convencido de que existem meios capazes de preenchê-lo.
Mas quando você se aproxima do amor surge um grande medo, surge a dúvida: se você relaxar, se realmente mergulhar nele, será capaz de voltar novamente? Será capaz de proteger sua identidade, sua personalidade? Vale a pena correr este risco? E a mente decide não correr este risco, porque pelo menos você é subnutrido, mal alimentado, faminto, miserável – mas pelo menos você é. Desaparecendo em algum amor, quem sabe? Você irá desaparecer, e qual a garantia de que haverá felicidade, haverá beatitude, haverá D’US?
É o mesmo medo que uma semente experimenta quando começa a morrer no solo. Isto é morte, e a semente é incapaz de conceber que haverá vida surgindo desta morte!
Eu fico com a simplicidade de Drummond: “Amar se aprende amando”.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

RECONHECIMENTO DO AMOR

Amiga, como são desnorteantes
os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
onde se reclina a inquietação do forte
(ou que forte se pensava ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
a bruma da renúncia:
não querias a vida plena,
tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
não pedias nada,
não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez – sem o perceber, juro –
sadicamente massacrar-te sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam desde a hora do nascimento,
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
no caos universal.

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
sua espada coruscante, seu formidável
poder de penetrar o sangue e nele imprimir
uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro
o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
quando – por esperteza do amor – senti que éramos um só.


Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
com olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
e a pura essência em que nos transmutamos dispensa
alegorias, circunstâncias, referências temporais,
imaginações oníricas,
o vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
todas as imposturas da razão e da experiência, para existir em si e por si,
à revelia de corpos amantes,
pois já nem somos nós, somos o número perfeito:
UM.


Levou tempo, eu sei, para que o EU renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
e se confessasse jubilosamente vencido,
até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
a melodia, a paisagem, a transparência da vida, perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.
(Carlos Drummond de Andrade em "Amar Se Aprende Amando")

Esta foto me foi enviada pelo amigo, amado, JC. Fiquei tão encantada que perguntei se um dia, numa postagem especial, poderia usá-la. Quis saber também, se era montagem (não entendo nada dessas coisas) e ele gentilmente perguntou a quem lhe enviou e aí está a bela resposta:
"Bom dia JC! Quanto à foto nao tenho certeza se é montagem, entretanto, acho que ela, intrinsecamente considerada, leva uma mensagem de que as coisas simples podem nos arrebatar para uma autoreflexao que, por sua vez, nos colocará em contato com o dom da Paz interior, mesmo que seja por alguns instantes. Quanto ao meu nome, conhecendo voce como o conheço, se for seu amigo pode passá-lo. Abraçao! Jorge Lemos"
Agradeço a você JC e a seu amigo: OBRIAGADA! Como pode perceber é uma postagem bem especial e a foto foi...a tradução, delicada, desse poema de nosso DRUMMOND, amado! Mais que isso... só dois disso!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

XEROX PODE DAR PROBLEMA

Memorando do Gerente de Relações Humanas para as secretárias de uma grande empresa:
Recomendamos a todas as mulheres da empresa, que ao solicitar xerox através de bilhetes, o façam com propriedade e com frases completas.
A grande maioria dos bilhetes recebidos têm causado alguns problemas aos nossos colegas de trabalho, colocando em risco, inclusive, a paz nos seus lares, quando por acaso esquecem os bilhetes nos bolsos de suas roupas. Como exemplo, abaixo transcrevemos algumas dessas solicitações de cópias:
Márcio, seja bonzinho ...Faça igual a última vez ... Please!




Joãozinho... Quero quatro rapidinhas!

Zeca, hoje eu tenho que ser a primeira porque estou mais necessitada!


Márcio, quero dos dois lados e presta atenção: atrás tem que caber tudo!

Toninho, por favor... Coloca na frente pra mim, vai ....

Joãozinho, presta atenção, estou muito angustiada ...Estou atrasada!

Toninho, tira o mais rápido possível, porque o gerente também vai querer...

José, por favor, devagar, com carinho, porque quero bem feito.


Zeca, cuidado! É comprido e largo.... Posicione direito para que não fique nada de fora.




Carlos, será que dá pra entrar no meio sem que ninguém perceba e tirar uma rapidinha?

(Colaboração da amada Ângela Tavares. Amiga: ri dimaiiisss, valeu!!! Fonte: Internet)

PRESENTE SURPRESA

Quem me conhece sabe, sou fácil de presentear! Adoro tudo que me dão, principalmente quando é fora de datas especiais e chega assim, de surpresa. Quem me conhece sabe, também, que amo de viver ganhar flores. Para alguns acham que é dinheiro jogado fora, para outros que não duram quase nada. Para mim dura e perdura no meu coração para sempre. Não conheço uma mulher que não adore receber flores do seu amado. Eles começam na primeira, segunda saída, que é a época da sedução. Levam-nos para jantar e gentilmente compra, das mãos do ambulante, aquele lindo botão. Se houve a conquista, passamos a receber um buquê, em casa, no dia dos namorados ou aniversários. E se daí evoluiu para o casamento, temos que dar diretas mesmo, se quisermos receber alguma, pois indiretas não adianta não! Quando a BIOS aqui descobriu, recebendo, que poderia mandar flores para quem eu quisesse em qualquer lugar do Brasil e do mundo, não acreditei. Tinha certeza que havia alguém daqui intermediando a história! Coisas de Regina BIOS!
Muitas e muitas vezes, quando chego ao meu consultório, vejo arranjos maravilhosos na portaria e vou logo brincando com os porteiros: Que maravilha, quem será que me mandou? E eles já me conhecendo, há anos, riem e dizem: Doutora, esse, não é pra Sra. não. Mas quem sabe amanhã?
Subo guardando o perfume exalado e imaginando a emoção da felizarda quando o receber. Nem precisem ficar com peninha, pensando que nunca recebi, pois como disse, quem me conhece, sabe que amo de viver as flores.
Chegando ontem ao consultório, lá da entrada vi algo enorme, colorido e pensei: nem vou brincar dessa vez... Dei o bom dia para os meninos, peguei a correspondência, passei meu indicador pelo sistema de segurança, quando Vilson me chamou: Dra. Regina, essas flores são pra Sra. Para mim? Tem certeza? Não tem outra Regina no edifício não? E ele rindo me ajudou a subir com elas.
Já tinha um tempo que não recebia, não era meu aniversário, não era dia especial de nada, não ganhei nenhum prêmio... E a curiosidade tomou conta, até porque, como disse lá pra cima, esses amados nossos... nem é bom falar!
Meu pensamento voou longe, bem distante, e meu desejo me pôs a rir, quando percebi que é preciso muito mais que as facilidades da internet para se presentear.
Abri o cartão. Fiquei emocionada e muito feliz: era de um casal, que após alguns anos de terapia, haviam sido “liberados” na última segunda-feira. Obriagada e sejam felizes nessa conjugação do verbo amar!



P.S. Não foi esse o arranjo que ganhei, pois até tirar a foto, passa-la para o PC, precisaria da disponibilidade da agenda do filho que, pra mamãe, anda zerada! É um arranjo de uma floricultura aqui de BH, que sou apaixonada, a Verde que te quero verde.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

PEQUENAS PRECIOSIDADES DE SANTA MATILDE

Assistindo o jornal na TV, mostraram a floração das cerejeiras no Japão. Um espetáculo da mãe natureza, de curtíssima duração, pois com um ventinho mais forte todo aquele tapete branco e delicado, suspenso no ar, ficaria em seu lugar indevido. Me lembrei desses dias de páscoa, na fazenda, e das pequenas preciosidades que meus olhos nunca cansam de se encantar. Essa paineira toda rosa, misturada com o verde dos pastos e de outras tantas árvores, me dizia que a vida pode ser cor de rosa sim!
Uma única jabuticabeira, de outras tantas lá existentes, deu frutos fora da devida época. Como acontece na vida da gente...sem agendamento, sem aviso prévio nem planejamento, chega algo, inesperadamente, e nos enche com o sabor da surpresa bem vinda! No lugar da boca é na alma, o estalar que pipoca sem parar.
E a Maria Branca, Carrapateira, Puxa-Saco de Fazendeiro, que insistia em brigar consigo mesma, na imagem refletida no vidro do carro. Coisa bem feminina, vocês não acham meninas?

Nossa mandala ficou pronta e mesmo ainda faltando as flores que a irão completar, caminhei nela todos os dias, ao nascer e ao pôr do sol.  Nesse ir e voltar, energizando, agradecendo e pedindo também...Coisas pequeninas, para todos os amados meus!

Nossa capelinha está quase pronta... De pequenina só têm o tamanho, pois dentro dela a grandeza do PAI já lá está. Orar não precisa nem hora e nem lugar!

Depois de um bobó de camarão, prosa sem tempo de terminar, vinho, risadas e visitas que não acabavam mais, só mesmo com "vassoura atrás da porta" (Êita Ju, bruxa danada) para podermos nos esticar e sonhar.... Até Max não queria desgarrar!


E aí fico pensando, que como os japoneses e suas cerejeiras, temos que aproveitar... Essas pequenas preciosidades que um ventinho qualquer, pode carregar. Abro sempre meus olhos para poder enxergar: A PRECIOSA VIDA QUE ESTOU A CARREGAR!
(Prá vocês Syl e Zé, amados meus, que dividem, generosamente, conosco, esse pedaço de paraíso. Amo vocês!!!)
P.S. Desculpem meus poetas, amigos amados, pelas rimas tão pobres (foi de propósito naummm). Mas sou poetisa não! Só uma amante das pequenas preciosidades dessa VIDA, que AMO DE VIVERRRR!!!

terça-feira, 6 de abril de 2010

QUEM SOU EU???

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou.... Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA.
Se revendo algo MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR.
Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA, em viagens TURISTA, na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE.
Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE.
Para o Ibope ESPECTADOR, para um apresentador de televisão sou TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou PALMEIRENSE , SOFREDOR.
Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão .... PRESUNTO.
Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui .....ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! Como brasileiro, ... se me passo por PATRIOTA, na verdade sou ....IDIOTA !!!
E pensar que um dia já fui mais EU.
(Mais uma crônica, fantástica, atribuída ao meu amado Luiz Fernando Veríssimo...sei não)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SELINHO


Recebi este selo de "Comentarista Excelente" do meu amado, duplo anjo, Miguelito, do blogue O Lado B da Vida, que visa distinguir os comentaristas que, não apenas pela assiduidade e cuidado dos seus comentários, incentivam com eles à reflexão, a um empolgamento, a uma discussão salutar, uma empatia criada entre quem escreve e aqueles que lêem e que "alimenta", muitas vezes, um texto para além do seu derradeiro ponto final. Nem sei se sou merecedora, mas como não nego presente rsrs, recebi com minha alma e não devolvo naummmm rsrs. 
Como habitual neste tipo de selos, que visam enaltecer as melhores qualidades de alguns blogues/bloggers, existem regras, que começam por fazer referência a quem nos homenageou e indicar alguns blogues, cujos autores merecem de igual forma a distinção de comentaristas excelentes, que são, então vai aí para aqueles que me ajudam tanto, todos os dias... Sintam-se à vontade para buscá-lo ou não, ok? (alguns, estou repetindo o mimo que já ofertei uma vez, mas não tem jeito...são fiéis perseguidores rsrs e a outros que não incluí é pq já sei que não "gostam"):



EMOÇÕES

Posso até economizar dinheiro, mas, minhas emoções não faço poupança nenhuma. Sejam elas de felicidade, tristeza, raiva, bem querência. E quando adoro uma pessoa vou fundo, dizendo que gosto sem nenhum pudor, pois gostar e fingir indiferença não tem a menor graça. Já contei aqui, como é difícil para as pessoas elogiar e para quem recebe pensa sempre que têm segundas, terceiras intenções. Será? Eu escolhi, já faz tempo, viver honestamente meus sentimentos e isso é claro, me fez perder alguns amigos, mas também os que ficaram são para sempre. “Rê você não é dente da frente, mas me faz uma falta danada”... “Não é contracheque, mas sempre bem vinda!” Zé Renato, amigo amado, me diz sempre. Quando se ouve uma declaração de amizade dessas, nunca mais se esquece, e ser especial para alguém é tudo que queremos. Você não? E ainda: sofrer, chorar, rir, abraçar, passar noites em claro, de tanta felicidade ou de tanto sofrimento, acordar um dia achando que o mundo é todo seu e no outro não conseguir nem se levantar da cama de tanta tristeza sem nenhum motivo – é isso que diferencia uma vida repleta de emoções de outra morna e medíocre. Não gosto de nada assim pelas metades, no meio do caminho, um pé lá e outro acolá.
Desde pequenos somos doutrinados a refrear nossas emoções. É feio ter inveja, raiva, ódio... Será? E quem é santo, que só tem caridades e bondades dentro do coração? Eu tenho de tudo dentro do meu. Então de santa estou longe. Só não tenho a capacidade de distorcer, maldosamente, os sentimentos que recebo ou dou. Isso deixo para seres que já evoluíram na categoria da maldade. Mas mesmo assim, ainda agradeço a existência deles, simplesmente pelo fato de me darem à satisfação de sentir como somos habitantes de mundos, completamente, diferentes!

domingo, 4 de abril de 2010

DESMATAMENTO

O PAPAGAIO E A CALCINHA

Uma pernambucana, antes de ir para seu cursinho pré-vestibular, passava por uma rua que tinha um papagaio em cima do muro...
Um dia, quando ela passava por essa rua indo a caminho do curso, o papagaio grita:
- Pernambucana tá de calcinha preta!
E, por incrível que pareça, o papagaio acerta na mosca. A menina continua e pensa que foi apenas um golpe de sorte.
No outro dia, indo de novo, o papagaio grita mais uma vez:
- Pernambucana tá de calcinha branca!
Novo acerto e dessa vez a menina fica meio assustada com a situação, mas acha que o papagaio tarado teve sorte novamente no palpite.
No terceiro dia, no mesmo trajeto, o papagaio denuncia:
- Pernambucana tá de calcinha vermelha!
Ela dessa vez fica indignada com a adivinhação do papagaio. No outro dia, resolve sair sem calcinha, só pra testar.
O papagaio não falha:
- Pernambucana tá de calcinha cabeluda!
Irritadíssima, ela toma uma decisão drástica. No dia seguinte passa sem calcinha e depilada. Vai passando, e o papagaio não diz nada.
Ela já ia virando a esquina, crente de que havia tapeado, finalmente, o penoso, quando ouviu o grito:
- Ê Pernambucana!
Ela se volta, impaciente:
- O que é papagaio?
- Passou no vestibular, foi?
(Recebi como colaboração da amada Marysexy. Fonte:Internet)
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