Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DANDO UM TRATO NAS BOLAS DIÁRIAS

E REBOLA MESMO!!!


Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá !
As cantigas de roda fazem parte do meu playlist saudosista. Na ingenuidade infantil nem imaginava como a vida me faria rebolar sem estar na roda.  Mexer as cadeiras é coisa de mulata, negra, branca e índia. Coisa de mulher que não se acomoda. Cria moda. Recria no incômodo da roda da vida. Vida que roda!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

NOSSA ESCOLA

DIPLOMAS DE BASE
Sábado foi dia dos professores. Merecem homenagens, diárias, na mesma proporção que enfrentam os tais ossos de um ofício tão desvalorizado! Fiquei pensando em como fazer...  Olhei para parede da sala de TV e vi meu diploma - antigo - de pré-primário e do 3º período de meus filhos. A mesma escola. A que comemora esse ano 50 anos educando. A que traz na lembrança mestres amorosos, competentes, e a possessividade, rara, de se chamar NOSSA!
Acredito que uma das tarefas difíceis para pais é escolher uma escola para seus filhos. Antigamente talvez fossem a proximidade com a casa, alguns amigos, disciplina, bons professores, o que determinava a decisão. E só. Hoje, a lista é tão grande e cheia de requisitos a serem preenchidos para – supostamente - atender as exigências dessa pós-modernidade, que se esquece do básico. Meu filho está feliz? Brinca? Tem amigos ou só coleguinha?
Acho que foram essas as perguntas que D.Lucy - minha mãe - se fez, quando me matriculou na ETH. Não estava preocupada com a linha pedagógica, nem com um supermoderno laboratório, muito menos com as atualizadíssimas publicações na biblioteca. Vocês poderão dizer: mas os tempos são outros! Nem tanto. Repeti a dose, duplamente, com meus filhos e desejo que assim seja, um dia, com os netos. Não é em qualquer estabelecimento educacional que se cumpri a máxima de que escola é a extensão da sua casa. Mas por favor, não confundi-la com responsável única pela educação do seu filho! O papel da ETH na construção partilhada dos valores morais, éticos e também judaicos foi fundamental em nossas vidas.

Foi lá que aprendi a ouvir/sheket=silêncio e ser ouvida/braço erguido pedindo a vez para falar. A respeitar um professor e ser respeitada enquanto aluna. A desenvolver o ser em detrimento do ter. A comer de tudo porque os lanches e almoços eram feitos pelas mãos mágicas da Bá. Nem precisava de um cardápio desenvolvido, elaborado e balanceado por nutricionista. E se a gente não gostasse, ficava com fome, porque era o que tinha para comer. Éramos bem saudáveis e obesidade era sinônimo de excesso de risadas. Aprendi o gosto pela leitura e a viajar, ainda mais, com minha imaginação. A ter responsabilidade, ser organizada e pontual, mas também a brincar de um jeito sensacional. Criávamos com o que tínhamos e partilhávamos com os amigos. Das amizades nem consigo falar... Cada um tomou um rumo, mas quando os caminhos resolvem nos cruzar, vem aquele sorriso nos olhos que diz muito mais que um simples “foi meu colega de escola”. É com um abraço gostoso, envolvido pela saudade e cumplicidade, que acontece o encontro. Foi com esse mesmo olhar, que vi minha filha reencontrando, dia desses, a diretora da Escola. Nem precisei acionar a tecla SAP. Estava lá a emoção de uma saudade que jamais ela irá curar. Aliás, não é assim também definida: "saudade é o amor que fica"? E tenham certeza, é muito amor!
Minha mãe também não se preocupou quando era chegada a hora de sair de lá, classes pequenas, e cair nos colégios gigantescos com turmas de cinquenta alunos. Estaria eu preparada para enfrentar essa realidade? Não teria sido super protegida? Estaria em pé de igualdade? Acredito que ela sentia, e mães são sábias, que o se faz com amor verdadeiro cria o melhor dos escudos protetores para enfrentar a vida!

VALE A PENA ESTUDAR AQUI!
A Escola tem defeitos? Lógico! Até porque se não os tivesse, teria que ter outro nome. Escola é lugar de ensinar e aprender constantes. E se você conhece uma perfeita, por favor, me apresente.
O slogan da E.T.H. é: “Desde 1961 formando pessoas brilhantes”. Confesso que nunca gostei muito dele. Talvez por que me soe meio presunçoso. Coisa que a minha/nossa E.T.H. não é. De qualquer maneira, não sei se somos, meus filhos e eu, pessoas brilhantes* (famosa, ilustre, notável). Mas que a Escola nos fez feliz, posso assegurar!  Tôdentro da E.T.H. Parabéns por esse ouro construído, nosso amor e gratidão... Sempre!(RR)

domingo, 16 de outubro de 2011

TRANSITAR...QUE MARAVILHA!

Eu não entrei em contato com a vida por uma via única. Claro que não. A maioria dos meus caminhos foram dolorosos. Mas, todos eu os fiz macios.
Que nem o trem e o rio. O peso da dor me confere o valor da coisa.
Segundo Clarice Lispector, só voa e só cai o que tem peso. Faz sentido. Por isto tantas quedas. Por isto tantos voos em mim, de mim, comigo. 
O gozo do entendimento é um orgasmo perene dos sentidos.
Que será isto? O perdão? O paraíso?
A vida. Sim é a vida!
Inexoravelmente provisória; ou seria transitória?
Gosto do trânsito, de transitar. Me dá ideia de movimento, mesmo quando parado (aparentemente) no sinal.
Não mais que de repente, arranca. Transita. Segue. Caminha. Leva...
Que nem o rio.
Só de olhar, cansa.
Que nem meu cansaço antigo que joguei na enxurrada.
Se se ficar só olhando, cansa.
O rio,
o trem, a vida,
o ar, a flor, a dor, o sonho,
a falta, o carro, o mato, o bicho, o lixo. Tudo cansa.
Mas, se seu olhar me alcança
O meu olhar descansa.
Desce o pano.
Chega a noite.
Fecha a porta.
Apaga a luz no escuro.
Então eu te procuro.
No trânsito, em transe, na transa?
Transito calma pela chuva.
Durmo.(RR)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ROSA OUTUBRO

PALÁCIO DA LIBERDADE
Oito prédios de Belo Horizonte receberam iluminação especial no Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama. A cor rosa, que alerta para o problema do câncer de mama no mundo. A iniciativa integra as ações do Outubro Rosa, movimento mundial de mobilização pela conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

Na capital mineira, o Outubro Rosa vai contar ainda com a visita de um caminhão equipado com mamógrafo a 11 cidades do estado para realizar exames.(Jornal Hoje em Dia)
PRAÇA DA ESTAÇÃO
Vocês sabem que sou avessa a datas. Penso que não deveríamos ter dia de nada e fazer de todos eles nossas lutas, declarações amorosas e celebrações. Também não posso mentir, dizendo que me ocupava de mamas alheias antes do meu ET. Faço parte da população privilegiada que tem acesso a exames, hospitais particulares, médicos de minha preferência e um dispendioso plano de saúde privado. Nem por isso fiquei isenta ao ataque desse alienígena! Mas foi por ele que conheci pessoas maravilhosas, histórias inimagináveis, lutas e vitórias de emocionar. Também por conta dele é que carrego um sonho... Um dia nascerá. Faço meu exercício, diariamente, logo ao ligar o PC: indolor e nem me custa mais que alguns segundos... À direita poderão ver o DOE CLIQUES (Mamografia gratuita) tanto quanto o DOE PALAVRAS. Nesses dias de outubro e noutros também, seja solidário (a) e faça suas doações. Vista-se de rosa, conheça blogues que lutam contra essa doença e suas histórias de vida, visite um hospital, diga alô para alguém, derrame sua porção amorosa, enfim, sinta e transpire ROSAS. Eu, daqui, lhes digo: OBRIAGADA... SEMPRE!
E HOMEM TAMBÉM!!!
(Imagens:Toninho Almada p/Jornal Hoje em Dia e Internet)

domingo, 9 de outubro de 2011

MUNDO IN_SUSTENTÁVEL DE SER




Desde fevereiro todos os estabelecimentos de Beagá ficaram obrigados a utilizar somente sacos de lixo ecológicos ou sacolas retornáveis.
Essa decisão refere-se a uma Lei Municipal de 2008, que dava um prazo de três anos para que eles se adaptassem a uma rotina sem sacolas plásticas, gradativamente. Esse prazo se esgotou em 2011 e a obrigatoriedade das sacolas ecológicas transformou Belo Horizonte na primeira capital brasileira sem sacolas plásticas em circulação. Tudo muito bacana e vergonhoso (teríamos que ser obrigados???) inclusive a adaptação, gradativa, da população (euzinha) para os novos malabarismos. Minhas sacolas são as que minha filha fez em seus tempos de "primário" (de lona) e acrescidas das que o estilista Ronaldo Fraga criou para a moda instituída esse ano.  E é num estilo bem fashionista de ser que saio arrumando (?) as compras dentro das lindas.
LINDAS!!!
Tomates, ovos, legumes, verduras, lataria, pães, material de limpeza tem que conviver harmoniosamente! É bem verdade que, algumas vezes, tenho à minha disposição, uma omelete com molho de tomates sem gastar um tiquim de gás. Tudo pelo nosso planetinha azul vale a pena!  Outras dou gargalhadas, quando vejo um(a) esquecido(a) saindo da padaria ou supermercado demonstrando suas intimidades consumistas. Numa mão vidro de palmito, embutidos, macarrão e na outra absorventes íntimos, pasta de dentes e sabonete. Recebi  o texto abaixo (desconheço a autoria) por email e partilho com vocês desse mundo in_sustentável de ser. Uma senhorinha assim queria conhecer e ouvir. Bom domingo a todos!
Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. Você está certo, responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
LEITE É ITAMBÉ!
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões. Mas você está certo.Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. 

Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas. Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio que depois será descartado como? Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. 

Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funciona a eletricidade. Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. 

Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou  ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
(Imagens: Internet)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

UM...DOIS... E JÁ... 24!!!

Estranho não define bem essa passagem do tempo. Como um susto, rápido, vejo esses 24 anos de vida transformados em Homem. Não queríamos saber o sexo, mas de alguma maneira já pressentíamos, pois só nomes masculinos havíamos escolhido. Nada difícil amar um bebê branquelo, penugens raras e loiras (cadê a morenice dos pais?), calmo e tranquilo. Ajudava sorridente, sem cólicas ou horários malucos, o ofício de uma mãe de primeira viagem. O pediatra, a cada vacina e nenhum gritinho de dor, sempre dizia: André não é padrão!  Nunca foi. Nesse ano, quando lhe pedi que imprimisse - em seu estágio - oito folhas de um relatório, me respondeu:
- Não mãe! Já imaginou se cada um dos quinze mil funcionários, da cidade administrativa, fizer isso diariamente, só porque a impressora de casa pifou, onde o governo vai parar? E no final, será você que estará pagando e caro.
Esse é seu padrão! Tanto quanto declarar seu amor, de jeitos variados, por essa mãe babona: To subindo prá casa... Quer que eu leve um sanduiche Subway procê?
Preocupado com o encasulamento materno ordena: Vai sair de casa sim. Vamos ao cinema e você pode até, escolher o filme... Eu deixo!
Ou ainda no trânsito engarrafado pra quebrar a impaciência: Mãeee te amo!
Ando com sérias dificuldades de exercitar a sabedoria de Khalil Gibran:
Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da Vida por si mesma.
Eles nascem através de você, mas não de você.
E embora estejam com você,
não pertencem a você.
Você pode dar a eles seu amor,
mas não seus pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Você pode abrigar seus corpos,
mas não suas almas.
Pois suas almas moram na casa do amanhã,
que você não pode visitar,
nem mesmo em sonhos.
Você deve procurar ser igual a eles,
mas não busque torná-los iguais a você.
Pois a vida não caminha para o passado
nem espera pelo amanhã.
Então - só por hoje (será?)- faço-o pronome possessivo (bem padrão) e digo para o mundo inteiro ouvir: MEU FILHO, AMO VOCÊ DE VIVERRR! FELIZ 24!!!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FALANTE EXERXÍLIO

Eu observo os diversos aspectos do meu caráter com perplexidade. Reconheço que sou constituído de várias pessoas, e que a pessoa que no momento prevalece acabará dando lugar à outra. Mas quem é a verdadeira? Todas elas? Ou nenhuma? (Somerset Maugham)
Não queria nenhuma companhia. Mas há visitas que chegam sem convite. O que me restava, a não ser abrir a porta? E ao fazê-lo, foi logo dizendo:
- Este é um ótimo momento para estudar, pesquisar, escrever, ensinar e tomar consciência da sua força interior. Passe o máximo de tempo possível sozinha. Aprenda a gostar da sua própria companhia.
- Ué? Não era isso que estava fazendo até você chegar?
- Você está começando a alterar a tessitura da sua vida. A sua visão de mundo está mudando e você poderá começar a se sentir insegura sobre a vida em si, especialmente no que se refere à família e às questões do coração. Você também está entendendo que quer mais do que isso – muito mais – da sua vida!
- Começar??? Já me sinto assim faz meses e não tem sido nada fácil! E a maior das inseguranças você nem disse... Profissão, trabalho!
- Você precisará ficar sozinha para poder pensar nas coisas. Se negar esses sentimentos ou se distrair deles, não só continuará precisando ficar sozinha, como também se sentirá solitária. Ficar sozinha faz parte da programação positiva de crescimento.
- É tudo muito bacaninha, mas tenho receio de desaprender a convivência.
- O pessimismo ou até mesmo a depressão poderão aparecer de vez em quando, porque você está insegura quanto ao que virá a seguir. Uma tendência a pensar no pior. Isso indica que os seus medos estão vindo à superfície e precisam ser reconhecidos, vivenciados e expressados. Não tenha medo de ter medo! Só quando você sentir de verdade o seu medo é que irá perceber que ele tem uma finalidade protetora. Só então você ouvirá o que ele lhe diz para fazer ou não fazer.
- To começando a acreditar que você quer, mesmo, é me en-lou-que-cer...Depressão e pessimismo para permitir que os medos venham à tona... hum...sei não! Até bem pouco tempo, você me dizia que eles paralisam, não deixando a gente prosseguir, e agora se transforma numa defesa necessária?
- A sua intuição é constituída de todos os seus sentimentos em conjunto. No momento, ela tenta se fazer escutar. PSIU! Escute. Escute. Os seus pensamentos e sentimentos são energias diferentes. Eles precisam se comunicar livremente entre si para que haja um acordo dentro de você. Sempre que a confusão se manifestar, relaxe todos os julgamentos mentais para que os seus sentimentos tenham a possibilidade de se fazer conhecer.
- Ah tá. Parece exame ginecológico. A gente numa posição e sentir nada confortável e o doutor dizendo: re-laaa-xa!
- Um período sozinha e em silêncio, sem perturbações, ajustará esse processo de cura. Não há necessidade de se tornar uma ermitã, ou de deixar que o seu comportamento diferente a distancie dos outros.
- Sinto informar que isso já aconteceu e perdi o caminho de volta. Não coloquei pedacinhos de pão marcando a estrada.
- Tente permanecer flexível e aberta, equilibrada e contemplativa. Encontre o equilíbrio entre o exagero e a timidez.
- UAU! É coisa demais pra encontrar e permanecer. Enquanto procuro, pode recolher toda sua sabedoria e colocar-se daqui para fora. Rua! E só volte quando for convidada.(RR)
(Imagem:http://karinizumi.wordpress.com/)

sábado, 1 de outubro de 2011

EXERXÍLIO

Neste fim de semana não me telefonem porque vou fazer exerxílio de solidão.
"Que minha solidão me sirva de companhia. 
Que eu tenha a coragem de me enfrentar. 
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de  tudo."(Clarice Lispector)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

MILENE-BUNITA


Eu lá saberia onde ficam os cafundós de Arapiraca senão fosse por ela? O que conhecia, era que em terras desse agreste alagoano davam cactus. Pois é nessa terra, tantas vezes castigada, que floresceu uma Pétala Rosadinha.  É verdade que, insistente, não renega suas origens e de um jeito agri de ser é a Milene Bunita mais arrêtada que conheço. Deixa qualquer Maria-Bonita a pedir misericórdia a Lampiões! Alumia por si só. Seu carinho, amor, amizade, presença cuidadosa e até mesmo puxões de orelha são singulares e me fez transformá-la, já faz tempo, na minha Minina-Ternura. Sou ciumenta com que amo. Não a ponto de deixar de partilhá-la com vocês. Segue um aviso: sintam - quem ainda não a conhece - o perfume que exala, sem moderação! Mas foi seu lado doce, sempre negado, que me cativou... eternamente.  Adoro pétalas com pimenta rosa. Essa iguaria deixa gosto de quero mais na alma da gente. Amo de viverrr essa minina... Rosadinha, Vermelhinha, Amarelinha ou Branquinha. Venha com a cor que vier, faz arco-íris em meu coração. Hoje é seu natal. E poderia ser diferente uma Pétala nascer fora da primavera?! Então, brindo com ela e com todos os amados por mais esse florescer.
FELIZZZ NATAL!!!

Que venham nascimentos... Que nunca aconteceram.
Que nasça de você,
sempre a ternura e a alegria
que nos fez amigas,
felizes amigas.
Antes do mundo, a amizade
já havia nascido.
Feliz nascimento!(RR)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

5.772: ANO NOVO JUDAICO

Quando pequena (creiam... um dia fui) era difícil exercer a imaginação de que estaria adentrando tempos tão futuros. Para mim, bem adiante de minha contagem mil novecentos e sessenta oito, eram anos por demais. E ter que pensar num calendário pregresso, da criação de Adão e Eva, quando só tinha oito anos de vida?!  Parecia-me, bem mais fácil, uma jornada nas estrelas esquisita, para um local e anos distantes luz de minha meninice. 
No entanto, era dia de ganhar roupa nova, jantar diferente, caprichado, repleto de simbologia e significações, família e amigos reunidos e felicidade jorrando num dia e mês tão comum. Prá isso nem carecia da tal imaginação. Era vivência aguardada e deliciosa de viver. 
Dificuldade - grande mesmo - em imaginar que esse era o Dia do Julgamento. Quando D’us determinaria o meu destino, e de todos, para o ano que iniciaria. Julgaria ele os deveres de casa que não tinha feito? As balas tiradas sem a licença de mamãe?  Ou as brigas com as irmãs? Quando o shofar (chifre de carneiro) tocasse, teria que despertar para esses arrependimentos e ainda pedir que fôssemos todos inscritos no livro da vida! Atenderia-me? Deixaria quem me “emprestou” – temporariamente - por mais um ano?! Tinha certo medo. E eu só perceberia sua Sabedoria Infinita no desenrolar dos meses e do meu amadurecimento. Ainda hoje, alguma dificuldade nessa compreensão, carrego como dever diário. Mas ELE segue me ensinando (ainda bem!) e eu no esforço da aprendizagem.
Passados tantos anos, ainda tenho um gosto especial por essa data. Mesmo que nela sinto uma saudade doída daqueles que ELE me “desemprestou”. Não em ser julgada (não acredito num D’us tirano, malvado e punitivo), mas na possibilidade real de fazermos diferente: correções na rota de nosso viver. Aí, peço a ELE sim: que me ilumine para fazer mais por muitos, que me dê equilíbrio em cada atitude tomada, serenidade ao ouvir e sabedoria para dizer, amor incondicional para com todos os irmãos, tolerância para a aprendizagem diária com aquilo ou quem me é novidade e diferente, generosidade para compartilhar, sempre, PAZ, SAÚDE, PROSPERIDADE, ABUNDÂNCIA, ALEGRIAS, CARINHO, FRATERNIDADE E MUITO AMOR! Nesta quarta-feira, dia de semana comum, coma uma maçã com mel e faça dos próximos um doce viver. Shaná Tová e Umetuká (Feliz Ano Novo e que seja Doce) para cada um de vocês e para o mundo todo!!!(RR)