(Dedico esse e os próximos posts a todos o
s meus amigos e, principalmente, clientes, que me fizeram e fazem aprender todos os dias).

Em todos esses anos de clínica sempre me surpreendi quando recebia e ainda recebo, pais de crianças, que quase sussurrando, contavam que estavam trazendo seu/sua filho/a porque estavam preocupados com a maneira de ser dele (a):
“Ele é muito sensível, gosta muito de brincar com meninas, se interessa por assuntos de mulher...”
“Ela não tem a menor vaidade, só gosta de usar calças compridas, de esportes brutos, lutas...”
“Ele é muito afeminado...”
“Tem solução não tem?... A terapia pode dar um jeito nisso, né?”
Já com adultos, sempre, a “confissão” só ocorre depois de algumas sessões, carregada de uma angústia e revestida de uma culpa, que sempre exigiu de mim cuidado maior no estudo.
Muito já se escreveu sobre o tema (só pesquisar na internet) e não tenho a intenção, de num blog, aprofundar ou esgotar o assunto. Esses posts serão pequenos pinçamentos para informar, esclarecer e contribuir para um assunto, que mesmo no século XXI, ainda é tratado com preconceito, ignorância e violência.
Origem do termo:
O termo “homossexualismo” foi proposto, em 1869, pelo médico húngaro Benkert, a fim de transferir do domínio jurídico, para o domínio médico essa manifestação da sexualidade. Antes do século XVIII, a palavra “homossexual” era utilizada nas certidões de nascimento de gêmeos. Quando do mesmo sexo, eram registrados como “homossexuais”. A “homossexualidade”, como doença, só foi excluída do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana) em 1973, após calorosos debates. Há quem argumente, entretanto, que tal decisão foi puramente política.
Devido ao radical ismo presente em homossexualismo, que remete à doença, optou-se pelo uso da palavra homossexualidade.
É importante lembrar que sob o ponto de vista legal, a homossexualidade não é classificada como doença também no Brasil. Sendo assim, os psicólogos não devem colaborar com eventos e serviços que se proponham ao tratamento e cura de homossexuais, nem tentar encaminha-los para outros tratamentos. Quando procurados por homossexuais ou seus responsáveis para tratamento, os psicólogos não devem recusar o atendimento, mas sim aproveitar o momento para esclarecer que não se trata de doença, muito menos de desordem mental, motivo pelo qual não podem propor métodos de cura. Existe uma infinidade de teorias psicológicas e biológicas tentando explicar a origem da homossexualidade. As teorias psicológicas, assim como as biológicas são abundantes em opiniões e afirmações. Entretanto, nada de definitivo foi apresentado até o momento. Irei abordar do ponto de vista psicanalítico e sob a vertente na qual acredito e desenvolvo meu trabalho clínico.
“Ele é muito sensível, gosta muito de brincar com meninas, se interessa por assuntos de mulher...”
“Ela não tem a menor vaidade, só gosta de usar calças compridas, de esportes brutos, lutas...”
“Ele é muito afeminado...”
“Tem solução não tem?... A terapia pode dar um jeito nisso, né?”
Já com adultos, sempre, a “confissão” só ocorre depois de algumas sessões, carregada de uma angústia e revestida de uma culpa, que sempre exigiu de mim cuidado maior no estudo.
Muito já se escreveu sobre o tema (só pesquisar na internet) e não tenho a intenção, de num blog, aprofundar ou esgotar o assunto. Esses posts serão pequenos pinçamentos para informar, esclarecer e contribuir para um assunto, que mesmo no século XXI, ainda é tratado com preconceito, ignorância e violência.
Origem do termo:
O termo “homossexualismo” foi proposto, em 1869, pelo médico húngaro Benkert, a fim de transferir do domínio jurídico, para o domínio médico essa manifestação da sexualidade. Antes do século XVIII, a palavra “homossexual” era utilizada nas certidões de nascimento de gêmeos. Quando do mesmo sexo, eram registrados como “homossexuais”. A “homossexualidade”, como doença, só foi excluída do DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana) em 1973, após calorosos debates. Há quem argumente, entretanto, que tal decisão foi puramente política.
Devido ao radical ismo presente em homossexualismo, que remete à doença, optou-se pelo uso da palavra homossexualidade.
É importante lembrar que sob o ponto de vista legal, a homossexualidade não é classificada como doença também no Brasil. Sendo assim, os psicólogos não devem colaborar com eventos e serviços que se proponham ao tratamento e cura de homossexuais, nem tentar encaminha-los para outros tratamentos. Quando procurados por homossexuais ou seus responsáveis para tratamento, os psicólogos não devem recusar o atendimento, mas sim aproveitar o momento para esclarecer que não se trata de doença, muito menos de desordem mental, motivo pelo qual não podem propor métodos de cura. Existe uma infinidade de teorias psicológicas e biológicas tentando explicar a origem da homossexualidade. As teorias psicológicas, assim como as biológicas são abundantes em opiniões e afirmações. Entretanto, nada de definitivo foi apresentado até o momento. Irei abordar do ponto de vista psicanalítico e sob a vertente na qual acredito e desenvolvo meu trabalho clínico.
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