

Ele sempre foi especial. Era inteligente, disciplinado, caxias sem fazer força. Adorava ler e aí tivemos vários encontros. Tinha tempo para o futebol: uma paixão e uma pequena diferença entre nós, ele cruzeirense e eu atleticana... para a música, para os amigos. Sempre foi calmo, tranqüilo e muitos até hoje o acham devagar...Só sei que devagar Piga chega lá. Lá onde as pessoas guardam as emoções, lá no fundinho do coração.
Dos muitos presentes que me deu, no natal de 1978, recebi um livrinho pequenino, delicado, de nome Fidelidade/Soneto de Vinicius de Moraes, que guardo muito mais que uma jóia rara. Nele, recebi essa dedicatória: “Regina, me dá remorso escrever sobre essas florzinhas maravilhosas. Mas eu insisto e tomo fôlego. Tudo o que quero te dizer é que viva como uma florzinha, com essa sua simplicidade, dando amor a quem te cheire. Este livrinho fica em homenagem a alguém que você goste de ser fiel. Fiel no coração, nos ideais, na amizade como a nossa, na vida, do fundo do coração. Regina, se eu soubesse, passava a vida inteira te fazendo feliz...”
Só sei que Pigão e eu, desde essa época, ficamos dentro do coração um do outro.
Volto para Lagoa Santa e saio em busca dos aniversariantes cinquentões! A visão do Piga – nem sei como ocorreu a redução do apelido – de felicidade escancarada num dos sorrisos mais lindos que conheço, braços abertos para abraços apertados, encheu minha alma de alegria. Alegria de fazer parte dessa história, de pensar que são poucas as pessoas que podem dizer que tem um Amigo há tantos anos, que mesmo não se falando ou se vendo todos os dias, o reencontro é sempre atualizado sem nenhum desencontro... Não há espaço nem tempo que separa.
E é através dessa visão, pensando nas lutas, conquistas, dores e amores que tenho a certeza que, de maneiras inexplicáveis, nos fizemos e somos felizes.
Churrasquinho, caldos, feijão tropeiro, leitoa, canjica, cerveja, pinga, caipifrutas, família, amigos, gargalhadas de lembranças gostosas e embaraçosas, iluminadas por uma lua cheia foi dando o tom à festa até chegar a hora dos parabéns.
O que dizer a alguém que a gente encontrou quando tinha uns treze anos? Alguém afinado com a alma, que mesmo quando os caminhos o levaram para longe – “vai pró meio de Machado” – o tempo e a distância não foi suficiente para desafinar! Mais de trinta anos de disponibilidade, torcida, cumplicidade, vibração, confidências, trocas, achados e perdidos...
O que dizer a alguém que a gente encontrou quando tinha uns treze anos? Alguém afinado com a alma, que mesmo quando os caminhos o levaram para longe – “vai pró meio de Machado” – o tempo e a distância não foi suficiente para desafinar! Mais de trinta anos de disponibilidade, torcida, cumplicidade, vibração, confidências, trocas, achados e perdidos...
Meu desejo para seus cinqüenta anos, Piga? Pequenos deleites: a chuva batendo na janela, pão feito em casa, ovo com duas gemas, pôr-do-sol em Meaípe, cigarrim de palha com loura gelada, cruzeiro metendo cinco no galo, uma Vivian aprovada, viagem sem roteiro, sabiá cantando, encontrar o livro que tanto queria, escrever em cima de florzinhas delicadas... E, egoisticamente, que D’US continue te abençoando e protegendo, para que você possa estar na minha vida por mais uns quarenta.
P.S. Fiquei num ciúme só do Chico G. rsrsrs
Coincidência, aqui lendo seu blog ( que adorei ) encontro um amigo em comum, Pigão ! Por acaso tens o email dele ? Se tiver me manda no bittencourt.carla@bol.com.br ? Obrigada
ResponderExcluirQuerida Regina.
ResponderExcluirEstava relendo seus comentários sobre o niver do Pigão, de 2 anos atrás.
Ele é muito especial mesmo ...
Adorável e meu irmão querido. Pena que vive sumido, sem tempo pra gente.
Assim como vc, né? Tão querida e tão sumida!
Beijos, Pat
Pat, amaaaada!
ResponderExcluirCrê que tb fiz isso nessa última semana? Reli e tive saudades.Só falei com ele pelo fone dia 05/07! Precisamos mesmo nos encontrar...Ando hibernada rsrs, mas já não é sem tempo de sair dessa toca.
Beijuuss, queridona, n.a.