Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

BLACKOUT

Só hoje fiquei sabendo que oito mulheres, não mais as mesmas sentadas ao redor de uma mesa, ficaram presas por longos 10 minutos no elevador da casa de Karlinha e Dinho. Consigo imaginar o sufoco e as tentativas “histéricas” de se manter a calma... Todas lá, apertadinhas, que nem sardinhas em lata e o tempo que custava a passar. Eu já tinha ido embora, mas a Ieda – a mais “socada” da turma - me contaram, saiu em sua própria defesa: Ainda bem que eu estava www.tôfora.com se não a culpa ia ser minha!
Ontem a partir das quatro horas, com uma ventania de dar medo, entre raios e trovões vivi um apagão no consultório. Toda a região de Lourdes, Savassi, Santo Antônio e sei lá mais onde ficou sem luz até por volta das oito da noite. No começo foi até interessante. Acendi todas as velas decorativas disponíveis e o consultório adquiriu um ar bem romântico... Os comentários variaram de acordo com a idade e neurose de cada paciente: “parece que estamos naqueles castelos da Idade Média...”
Ai que estranho, me lembra terreiro de umbanda...”
Posso brincar com elas?...”
Minha mãe ta lá fora né?...”
A partir das seis não pude mais continuar o trabalho e descendo cinco andares com uma vela na mão, encontrei no hall de entrada com colegas de profissão, decoradores, joalheiros e cada um lastimava, à sua maneira, a escuridão e as conseqüências para seus respectivos “negócios”.
Fui caminhando pelas ruas iluminadas somente pelos faróis dos carros e agitadas com os apitos dos guardas que tentavam dar uma certa ordem, já que nenhum sinal funcionava. Buzinas frenéticas e os passos acelerados de vultos assustados completavam o cenário. A lei da selva imperava... Portas de todos os estabelecimentos comerciais estavam semi–fechadas. Medo de serem saqueados e ao mesmo tempo na esperança da luz retornar. Prejuízo...
Fiquei pensando em como essas situações inusitadas, raras - ainda bem - mexem com nossos medos rasos ou profundos. A gente tem que improvisar, ser criativo, reinventar... Passada a situação percebemos que demos conta de atravessar pela escuridão e nem sabemos explicar como. Mas não é só assim mesmo, que descobrimos como iluminar o que temporariamente esteve sem luz? Mas cá entre nós, ainda bem que não ficamos presos todos os dias em elevadores e apagão só de vez em quando, e de preferência
www.tôdentro.com muito bem acompanhada!

2 comentários:

  1. Lembra que todo mundo riu quando tirei uma pequena lanterna da bolsa e vc uma tesourinha? Pois é meu bem. Mulheres prevenidíssimas. Nunca ando sem meu canivete suisso e sem uma lanterninha. Aqui ou não importa onde.
    bjins

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  2. Minina, pois não é...Havia me esquecido!
    Beijuuss n.c.

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