Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DEPARTURE/PARTIDA








Fui de trem percorrendo Brescia, Desenzano, Verona - onde se passa a tragédia Romeu e Julieta – Vicenza, Padova, Veneza Mestre e... Veneza. O movimento de milhares de turistas, os gritos dos gondoleiros com suas camisas listradas e chapéus de palha, pombos em busca de migalhas e "ruas de água", coloriram ainda mais minha primeira visada.
Começamos o passeio por San Marco – a parte mais movimentada da cidade – cujas atrações são a piazza, a basílica, o Palazzo Ducale ou Palácio do Doges e o campanário.
O palácio é uma obra-prima do gótico veneziano. Era a sede do Doge de Veneza – líder da cidade – e da magistratura veneziana. Quando deparei com a “Escada de Ouro” projetada por Jacopo Sansovino – um famoso arquiteto e escultor do renascimento italiano – me imaginei com roupas da época e com uma das maravilhosas máscaras venezianas indo para um baile! Perdi o fôlego quando vi o enorme “Paraíso” de Tintoretto e entendi porque é considerada a maior pintura do mundo em tela! Mas Veneza é para andar, andar e se extasiar com seu passado de glórias, evidente em cada ruela e esquina. As lojas com objetos, bijouterias feitas em murano são únicas. Mas sonho foram as de máscara... Sonhei tanto que pensei em dar uma festa de aniversário, ano que vem, assim : baile de máscaras, roupas da época, Vivaldi (Veneziano) embalando todos os Romeus e Julietas pelo salão... Acordando...
De vaporetti em vaporetti – transporte usado por todos – atravessei a Ponte Rialto, a dos Suspiros (e como suspirei!!!), visitei museus, o gueto, ouvi músicas maravilhosas, degustei vinhos, e fui vagarosamente compreendendo porque Veneza é uma das poucas cidades do mundo, que além de ser classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, realmente pode ser descrita como única.
Não sei dizer se é verdade ou mentira, que ela está para desaparecer sob as águas do Adriático... Mas na dúvida, vá conhecê-la assim que puder.

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