Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SEIS MESES

Estacionei o carro na garagem como faço há cinco anos. Apertei, automaticamente, o P – portaria – e quando saí apressadamente para chegar ao consultório, me dei conta que estava no 8° andar. Olhei para a porta e em fração de segundos percebi o quanto desejava, mas não podia, tocar a campainha. Você já não está, há seis meses, mais aqui para me receber. Nem que fosse pra aquele beijo rápido antes de ir trabalhar, acompanhado do seu “vai com D’us minha filha”.
Recebi mãe, dia desses, um e.mail que falava sobre saudade e assim a definia: “saudade é o amor que fica”... Quanto amor, mãe, há dentro de mim que tem vezes que dói e outras até corrói!
Nesses tempos das grandes festas que você nunca abria mão de comemorar, com toda a família reunida:
- não teve seus travados com mel;
- não teve Gracy, por ainda não suportar sua ausência;
- não teve Eliana e Mary, que preferiram viajar;
- não teve você, daquele jeito que, sem nunhum jeito, bem que eu queria de ter...
Mas teve
- suas meias finas tecidas em forma de flores, pelas mãos habilidosas de Verônica, para no meu peito ficar;
- uma bijou restaurada e transformada em jóia, que agora Vênica está, com essa lembrança sua, no coração a lhe enfeitar;
- o lançamento do Edifício Lucy Rozenbaum que Simão e Maurício fizeram pra te homenagear.
Então é assim... Tudo que teve e ainda terá é saudade do amor que prá sempre ficará e só está a cada dia aumentar.
Apertei o P – portaria – e fui trabalhar, porque o aperto no P – peito – será que um dia irá passar? AMO VOCÊ MÃE!!!

2 comentários:

  1. É minina, prá lá de bom... e faz um buraco no coração da gente qdo elas resolvem partir!
    Beijuuss n.c.

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