Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O SOM DO SOL



Existem coisas que aquecem o coração da gente... Coisas simples como uma mensagem no celular de alguém dizendo que está com saudade, um banho depois de um dia calorento, um mimo fora de hora só “por que me lembrei de você”, um café que não foi agendado, uma notícia boa inesperada, um reencontro aguardado. Semana passada foi assim, uma sucessão de aquecimentos. Na quinta-feira ganhei da Lucinha o CD do Cláudio – O som do sol – e suas músicas aqueceram minha alma. Não consigo entender por que, um músico como ele, tem que ir embora de BH para o famoso eixo Rio/SP para as coisas acontecerem?!? Aliás, não é assim com tudo aqui nessas Minas Gerais? Poderia citar vários exemplos e vocês mais outros tantos... O Grupo Corpo, por exemplo, faz a estréia de seu novo espetáculo aqui? Não! Essa história que mineiro é quietinho me dá nos nervos... É como se não déssemos valor àquilo que é nosso e só para tudo que é além das nossas montanhas. E eu nessa sou www.tôfora.com. Mas voltando ao aquecimento, na sexta-feira foi dia de reencontrar com a Paty (aquela do post de 03/08/09 “Reencontro Via Internet”) e a conversa que começou com um inocente happy hour às 18:30h só foi “terminar” as duas da madrugada. Terminar é força de expressão porque queríamos esgotar, se é que isso fosse possível, uma separação de trinta anos! No fundo percebi, mais uma vez, que existem pessoas que a gente não se separa nunca... Podemos ficar sem se ver, sem se falar, mas existe um fio invisível que nos conecta ao longo dos anos e que quando acontece o reencontro é como se nunca houvesse tido separação! Coisa mágica... Sem nenhuma explicação... Só pura emoção. Continuando a aquecer, recebo um telefonema no domingo:

- Rê adivinha quem está aqui do meu lado?
- Nem imagino Júnia!
- É minha amiga há mais de trinta anos... (ta até parecendo número cabalístico), amiga mesmo, de casa!
- ????
- A Ieda! Foi falar de viagem, de ir pra Israel, de blog e aí chegamos rapidinho em você.
- UAU!!!
Não preciso repetir, mas vou: nunca acreditei em coincidências! Estamos todos interligados por fios invisíveis e maravilhosamente aquecidos pelo som do sol!
P.S.: Vocês podem conhecer os blogs do Claudinho, Ieda, Lucinha e Richard na minha lista de blogs.


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