Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

HAND BAGGAGE/BAGAGEM DE MÃO

Saímos de Veneza e fomos percorrendo Padova, Ferrara, Bologna até Florença/Firenze. Florença é um grande e maravilhoso monumento ao despertar artístico e cultural do século XV: o Renascimento. Da janela do meu quarto tinha, como vizinho, a casa de Dante... E com a imaginação solta vislumbrei-o escrevendo sua “Divina Comédia”, contribuindo junto com Petrarca e Maquiavel para a herança cultural dessa cidade. Cidade que é considerada uma das principais capitais artísticas do mundo!
Aqui, de maneira especial, lembrei-me de cada amigo artista e só não tive um torcicolo, porque D’US não quis... Tanta beleza para se ver, somente caminhando, que como um periscópio, meu pescoço girava 360 graus com facilidade. Foi na UFFIZI – maior museu de arte da Itália – que vi com esses olhos que a terra há de comer A Sagrada Família de Michelangelo, “O Nascimento de Vênus de Botticelli, “Madona com Pintassilgo” de Rafael, “Vênus de Urbino”de Ticiano, “Anunciação de Leonardo da Vinci e muitas outras.
A parte histórica de Florença é surpreendentemente compacta e a maioria das atrações é facilmente acessível a pé: o Duomo, o Campanário, o Batistério, a Piazza della Signoria o Palazzo Vecchio, a igreja de Santa Croce (com afrescos de “Giotto”), Santa Maria Novella (a outra grande igreja florentina)... Haja pernas e fôlego!
Do outro lado da Ponte Vecchio e do rio Arno, que divide a cidade, fica o bairro de Oltrarno com o Palazzo Pitti e os jardins de Boboli.
Mas foi na Galleria dell’Accademia que ao ver o original “Davi” de Michelangelo, não perdi o fôlego, parei de respirar! É indizível... Não há fotografia que consiga retratar tamanha maravilha.
Fomos ainda no Mercato Centrale – rua de San Lorenzo – e como qualquer mercado tem de um tudo. Foi aqui que aprendi a expressão “va fanculo”(dispensa tradução) que por muitas vezes tive vontade mas não coragem, de usá-la com alguns italianos. E no Mercato Nuovo esfreguei o nariz de metal do javali/porccolino que diz a lenda, me fará voltar logo a Florença.

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