Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CONSERVADA V


Depois da pergunta fatídica do Zé (ler “Finados em Santa Matilde”), retornei à academia. Desde agosto não ia, por motivos que não valem a pena expô-los aqui. Isso significou, além dos pneus, a perda de todo o meu condicionamento físico. Meses e meses de trabalho vão para o lixo e temos que começar do zero. Recomeçar não é nada fácil. Eu gostaria de estar em forma e não numa fôrma (com acento mesmo), que percebo muitas mulheres, alucinadas, correndo atrás de algo que a idade não mais permite. Há uma diferença gigantesca entre nossa forma aos 20 e aos 40, 50 ou 60! Seja como for, eu gostaria de ficar em forma. Falo sério. Mas toda vez que estou quase chegando lá, acontece alguma coisa que inviabiliza minha boa intenção. Vamos deixar isto bem claro. Toda vez que fico em forma, alguma coisa degringola.
As ginásticas, como descobri, surgiram tarde na história da civilização. Até 1910 mais ou menos as pessoas se exercitavam o tempo todo, mas não davam a isso o nome de ginástica – achavam que era a vida. Precisavam se deslocar de um lugar a outro em geral a pé, colher as safras e fazer a guerra. Aí inventaram o automóvel, o que se pode dizer, conduziu ao que temos hoje – um país povoado de gente que não se exercita (e é muitas vezes obesa – começando com nossas crianças) e um universo paralelo de gente que se exercita demais (mas nem por isso é magra demais). Eu própria oscilo entre os dois universos. Gasto tempo para ficar em forma; em seguida alguma coisa desanda, e gasto tempo igual me recuperando fora de forma; então me restabeleço e fico em forma; e logo alguma coisa desanda. Parece até uma ginástica... Será que isso acontece só comigo?

2 comentários:

  1. Não querida, isso não acontece só com você!!! Pode me incluir nessa lista das 'bem intencionas' em praticar uma atividade física e que sempre são surpreendidas com algo que nos tira da árdua missão de malhar... rsrs A verdade é que detesto academia, me sinto uma robô puxando ferros ou colocando a bunda pra cima naqueles aparelhos dificílimos... Mas, é o preço que se paga para estarmos de bem com o espelho, né? Confesso que já faz mais de um ano que não encaro uma musculação... Por enquanto, estou driblando com caminhadas e aulas maravilhosas de Swásthya Yôga... É verdade que o efeito é bem mais lento e bem menos visível que o provocado pelos malditos ferros...rsrs Mas, a sensação de bem estar não tem preço!!! :)
    Beijo grande e parabéns pela reformulação no Blog... (reparei que mudou algumas coisas)

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  2. Nayara Amada!!! Que delícia receber sua visita e seu comentário... Vamos combinar que vc tá looooonge de carecer puxar ferros rsrrs e caminhadas e Yôga "realmente não tem preço"!!!! Minha saga "acadêmica" é bem diferente rsrsrs Mas o que desejo mesmo é SAÚDE! Beijuuss n.c.

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