Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sábado, 28 de novembro de 2009

FAZER OU NÃO FAZER: EIS A QUESTÃO



Para lidar com gente não há garantias nem receitas. Todas as vezes que vou a uma livraria, me impressiona a quantidade de novos livros vendendo felicidade, sucesso, conseguirem parceiro, enlouquecer seu homem, ficar rico em dez lições e outras receitas milagrosas mais. Eu bem sei o quanto sofre as pessoas que me procuram com um pedido: “Por favor, ajude-nos a resolver o nosso problema!”
Mas o que é um problema? Alguma coisa que impede ou perturba um curso de ação. Mas não é só isso. O que caracteriza um problema é a possibilidade de solução. Se não tem solução não é problema. Então se não há problema é ter a sabedoria de aguardar a resposta da vida.
Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que têm de acontecer de dentro para fora num tempo próprio! No livro sagrado do taoísmo – Tao Te Ching – já havia essa conclusão: “O tolo faz coisas sem parar, e tudo permanece por fazer. O sábio nada faz para que tudo o que deve ser feito se faça.” Para o taoísmo a suprema expressão da sabedoria é refrear-se da tentação de fazer. Não faça. Só olhe de longe. Numa cultura onde o valorizado é o fazer o tempo todo, vamos ter que nos exercitar muito! Enquanto isso vamos procurando pêlo em casca de ovo e como dizem por aí: quem procura acha!

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