Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

domingo, 22 de novembro de 2009

CONTRAÇÕES DE NASCIMENTO


O que é insistente em mim me incomoda. Despeço de mim, ainda que momentaneamente, para não ser quem sou por causa de...

Esta impermanência me cega, me desequilibra, me kika!
Tenho travado duras batalhas e dolorosos combates com este vício dilacerante.
De que tais realidades são feitos os meus sonhos quando durmo?
De onde a força e nitidez dos lugares, das imagens, dos diálogos destes sonhos?
De quantas vidas é feita minha generosa oferta?
De qual verdade estes sonhos me querem falar?
Daquela que não sei?
Daquela que não quero?
Daquela que me anula?
Daquela que me acorda?
Se preciso for, não dormirei mais.
Pra não sonhar estes sonhos me manterei de pé, sob a luz da lua ou das estrelas, porque de pé estão as árvores nuas que se cumprem na fidelidade cíclica da criação.
Sou o cipreste. Sou a paineira. Sou o tronco e raiz. Sou folha e sou galho. Sou vida pra fora da vida, enterrada na verticalidade da luz, na força da crença, na retratação imperiosa da presença instalada neste agora que sou eu.

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