"A dança: uma expressão perpendicular de um desejo horizontal." (Bernard Shaw)
Os anos 70, para mim, foram gloriosos. Dançava, dançava e dançava nos embalos de sábado à noite. Nunca precisei de nada - a não ser de um parceiro - para me sentir a própria Rainha das discotecas. Ensaiávamos os passos ao longo da semana e quando chegava o sábado era só escolher a discoteca. Tá certo que ficava o sábado inteiro com o cabelo, super liso, enrolado num papel higiênico vagabo na tentativa de parecer a Sônia Braga em Dancing Days!
Íamos, toda a turma, nos esbaldar. Sem nenhuma modéstia ganhei vários concursos , e mais que tudo eram as risadas, cabelos desfeitos, maquiagem escorrida pelo suor de tantas danças. Nunca tive sonho de ser bailarina, ou como todas as amigas da época, fazer aulas de balé. Minha praia era outra: o vôlei. Mas meus olhos sempre viajaram através dos pés de Fred Astaire, Gene Kelly e Cia ltda. Fico encantada com as companhias de dança (qualquer estilo) e com o quê seus bailarinos são capazes de fazer com seus corpos. Aprecio numa festa qualquer, um casal deslizando - na mais perfeita sintonia - pela pista de dança. Movimento é vida! Dançar é mover-se na mais pura expressão do ser.
Não sei quando, como e quem criou a gíria “dancei”, “fulano dançou” expresso sempre com sentido de perda. Dito muitas vezes, por quem dançou, dolorosamente e outras tantas, da boca para quem se fala, com sabor de gozo, triunfo, bem-feito!
Quem nunca dançou na vida é porque está sempre tomando chá de cadeira! Bernard Shaw que nos diga: “A dança é uma tentativa muito rude de penetrar no ritmo da vida”.
Outro dia - bem em frente à minha cama - vi um corpo dançando. Seus passos, sorriso, rodopios acompanhavam o ritmo de seu instante de VIDA. Quase flutuava tamanha sua leveza de ser. Fiquei feliz e encantada.
Isadora Duncan conhecida como precursora da dança moderna, era uma bailarina que via muito além de sua apresentação no palco, pois utilizou músicas que foram consideradas inapropriadas para dança, como por exemplo, peças de Chopin e Wagner. Sempre apresentava suas coreografias-solo com os pés descalços e vestia lindas túnicas de seda. Tinha como proposta impor uma dança diferente do balé, procurando na natureza inspiração para seus suaves e ao mesmo tempo, vigorosos movimentos. E ela disse: “Dançar é sentir, sentir é sofrer, sofrer é amar... Tu amas, sofres e sentes. Dança!”
E eu, bem, eu digo: já dancei, danço e dançarei nessa VIDA que vale a pena de ser vivida!
E você? Já dançou? (RR)
Este vídeo me deu vontade de ver o filme de novo, com o Barichinikov(é assim que se escreve?) arrasando no tablado. Já dancei muitas e muitas vezes, dos dois jeitos. Faz parte. E continuo dançando, porque acho a vida um baile animadíssimo. Aliás, vou começar a pular agora mesmo, aqui em casa está passando um vídeo do George Michael. Tá bom ou quer mais? Beijos dançantes
ResponderExcluirOlá Rê Amiga!
ResponderExcluirNo meu tempo dizia-se: A MENINA DANÇA...?? E então, dançávamos na vertical...
Um xião.
J
Oi Rê! Que lindo texto! Eu também adoro dançar, sabe? Um noite inteira de dança e a gente não cansa...já dancei numa festa até gastar a sola de um sapatinho, certa vez...era num chão de pedra! Foi das melhores festas que já fui!
ResponderExcluirIntrigante é mesmo a origem dessa gíria..."dancei".
Terá sido da música "você precisa de alguém que lhe de segurança, senão voce dança, dança, dança..."? (que era para rimar com esperança??)
Espero que seja uma gíria passageira pois não tem nada a ver.
Se em tempos dizia-se"Quem não dança, segura a criança" nos tempos correntes a onda é:
Quem não dança, dança!
Beijos, nos embalos de quinta a noite...
Já dancei, danço e dançarei nessa VIDA que vale a pena de ser vivida!
ResponderExcluirBjs.
E eu dancei, mas num bom dançar, com a música das suas palavras...
ResponderExcluirBeijinho.
O mulher sensível da gota.
ResponderExcluirDança como terapia para alma.
Os resultados, vão muito além do bem estar físico.
Combate à depressão à timidez, eleva a auto-estima transformações,ao alcance de qualquer pessoa que queira estar sempre de bem com a vida e sua história.
Bjs.
Wilma
www.cancerdemamamulherdepeito@blogspot.com
Dancei, danço, trabalho com dança e acho que sempre dançarei!
ResponderExcluirë muito BOMMMMMMMMMM RÊ!
Beijosssssssssss
Infelizmente, já dancei, sim, mas naquele sentido que os cariocas gostam muito de falar...
ResponderExcluirBrincadeira, gostei muito do teu texto sobre esta arte de harmonia que é a dança.
Congratulations!
Olá, RÊ!
ResponderExcluirQuem nunca dançou, sozinho ou com par, não sabe o que perdeu... ou o que perde. Dançar, liberta o espírito, faz bem ao corpo, e quando se dança com a pessoa certa... então o ganho é a dobrar.
E quando não somos nós a fazê-lo, igualmente sabe bem ver outros dançar; um bom espectáculo de dança é sempre deleite para os sentidos.
E, já agora, sempre lhe digo que o meu penúltimo post foi dedicado à dança, caso queira lá ir dar uma espreitadela...
Beijinhos amigos.
Vitor
PS:E não me esqueci de ler o tal post...
Sempre gostei de dançar. Parecia-me uma arte muito fina conjugar os passos, a música e o par.
ResponderExcluirGostava de ver dançar.
Novos ou velhos que sabem e que gostam de se bambolearem com gosto e muita graça.
Viva a dança como arte de encantar e nos aproximar