Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PAPO-BATE ou BATE-PAPO?


Estava concentrada no trabalho, mas por todo instante tendo que escrever a data de hoje me assustei e pensei. Hoje é o último dia do mês, penúltimo desse ano! Como passou depressa, quantas coisas aconteceram. Começo a ouvir...
- A mudança no seu ambiente profissional e na vida doméstica provocou excitação, entusiasmo, mas também a deixou inquieta, ansiosa e impulsiva sobre qual deve ser o seu próximo passo e para onde poderá conduzi-la.
- E você queria que eu estivesse me sentindo como??? Realmente não sei qual será o próximo passo... só que devo continuar a caminhar.
- Mantenha-se otimista à medida que procura a solução de um problema ou conexões importantes que podem ser encontradas por meio do contato social. É pouco provável que isso aconteça no seu ambiente social habitual.
- Otimismo... humhum. Como conseguir otimismo quando o tempo está se esgotando? Essas conexões podem ser via internet? Ela pode ser considerada um ambiente social não habitual? Se assim for, começo a ficar otimista.
- Se não pôde sentir o otimismo que esse mês lhe ofereceu, talvez você encontre certas emoções guardadas dentro de si. Talvez você esteja negando que está negando... E você não poderá fazer progressos importantes enquanto não se decidir a liberar esses sentimentos.
- Peraí... Tá vindo ensinar o padre-nosso ao vigário? Negação é um mecanismo de defesa “um processo pelo qual o indivíduo, embora formulando um dos seus desejos, pensamentos ou sentimentos, até aí recalcado, continua a se defender dele negando que lhe pertença” e é dele que estou me valendo?!?! Achei que depois de tantos anos de horizontal estivesse imunizada.
- A liberdade é sua temática, mas você nunca alcançará o seu “destino” se tiver demasiado medo de dar o primeiro passo. Tome consciência do seu medo e deixe que ele a guie – em segurança – por essa parte da viagem. Use essa emoção para aprender a diferença entre o que precisa e o que não precisa ser temido. É assim que a coragem (agir com o coração) e o bom senso se desenvolvem.
- Você está misturando conceitos muito complexos. Liberdade, destino, consciência... Devagar com o andor que mesmo não sendo santa, sou de barro!
- Mas então vamos considerar que você esteja expressando plenamente o seu entusiasmo, o seu senso de aventura e o seu otimismo. O que vai fazer com a sua liberdade?
- Posso cantar? Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós... E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz...
- Faça algo diferente. Essa não é uma época de limitações ou de intolerância. Afaste-se das velhas rotinas que não servem mais. Abra-se para o prazer da vida em toda a sua esplêndida diversidade. Todo mundo tem uma história para contar e um desejo a ser satisfeito, exatamente como você! Observe como as histórias dos outros se relacionam com a sua. Fique sempre atenta à sua intuição.
- Então é para que eu saia da tal zona de conforto (pensei que era lugar só da minha minina-ternura... quanta pretensão, hein???) e exercer meu livre-arbítrio! Se possível conhecendo pessoas, lugares e coisas novas... Sem medo das pessoas e das situações só porque elas são diferentes!
- Algumas atividades talvez dêem uma impressão de liberdade, mas, na verdade, nada mais são que hábitos.
- Bem apropriado para final de ano: abandone o velho, faxine a casa, abra-se para o novo. Quantos planos! A lista de propostas é sempre grande e quando chegamos ao final do ano percebemos que pouco foi concretizado... Mas há variáveis intervenientes que não estavam no planejamento!!!
- Tome consciência de todas as mudanças que aconteceram com você neste ano: você começa a se revelar um ser humano mais confiante, amadurecida... Tomou decisões em relação ao trabalho, à carreira, à sua identidade e tantas outras coisas.
- Será? Não foi bem assim! Ou foi? Aiiii, agora me deu mais um nó! E por falar em carreira, trabalho, pode ir embora, pois tenho que retornar à labuta diária. Já posso te desejar um Feliz Natal e um maravilhoso Novo Ano, ou pretende “Rê”aparecer nessa época?! (RR)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

LANCE LEGAL!


Estava indo trabalhar quando o rádio começou a tocar essa música da década de oitenta. Viajei pelo tempo e me lembrei quando nas festas juninas do colégio havia o correio musical. O menino que estava apaixonado enviava uma música, declarando-se assim para sua paixão. Era - antes de ser tocada - anunciada no microfone, de quem para quem estava sendo dedicada. Aqueles mais tímidos, receosos utilizavam de codinomes, que bastava para que sua paixonite os decifrassem.

Os mais ousados nem ligavam para o rubor e as risadas - sem graça ou cheia de graça - de sua paquera, e diziam nome e até sobrenome para não deixar dúvidas. Hoje isso seria, no mínimo, pagar o maior mico. Mico não! GORILA!!!

Gostava das festas porque era nelas que – finalmente - todos sabiam quem estava, realmente, gostando de quem. E os enganos, ilusões se desfaziam, mesmo que fosse à base da tal dor de cotovelo. Doía tanto que parecia que jamais iria sarar. Mas, era só chegar às férias de julho que uma nova paixonite surgia na praia, no acampamento, na cidade do interior visitando a tia.

Voltando ao tal correio musical. Era nesse dia que, quando e se ouvisse o seu nome, prestava-se uma atenção, especial, à letra da música mais que tocada e já escutada. Parecia que estava ouvindo pela primeira vez. Claro! Afinal, era uma declaração de amor. E  é , sempre é,  como se fosse a primeira vez.

Só ficava meio esquisito quando a moça recebia muitas declarações gerando aquele mal-estar, algumas desavenças entre os meninos e ela toda senhora de si, se achando. Pior não podia ficar se recebesse muitas, mas nenhuma de quem realmente esperava! Um chororô só. Minimizado pelas palavras das amigas: é que ele tá fazendo doce... Fica assim não!

Tempos nos quais as letras de uma música diziam o que não se conseguia. Eram as palavras que se ausentavam das bocas juvenis e a falta de jeito de dizer, declarar o que sempre foi simples: gosto de você!

Hoje com toda a tecnologia disponível, redes sociais, o que deveria facilitar dificulta ainda mais. São tantas as jogadas, pode-não-pode, deve-não-deve, bandeira demais, assim é pegajoso, assado é que dá resultado, que a falta de jeito de dizer deu lugar ao absoluto silêncio.(RR)
(Imagens: Arquivo pessoal e Karin Izumi) 


Caminhar ao seu lado


é como um piquenique

de manhã bem cedo

o contato do seu corpo

é mais que um piquenique

é um banquete e tanto



Pra matar minha fome

de lenhador

saciar minha sede

e aumentar o calor

tem de ser um lance legal

tem que ter um certo sabor

muita calma durante,

loucuras no final



Meu momento é agora

meu caminho é feliz

se há uma crise lá fora

não fui eu que fiz

então viver é um lance legal

tem que ter um certo sabor

muita calma durante

loucuras no final. ( Lance Legal: Guilherme Arantes)
 







domingo, 28 de novembro de 2010

DOMINGO É DIA DE CONFESSAR

Recebi da amiga, amada, Márcia Abobrinha. Imaginou que hoje sendo domingo, além de dia de tomar banho, vestir a tal roupa domingueira, eu precisava ir a missa e confessar meus pecados... Pois eu confesso: ri dimaiiiisssss da conta, sô! Além de rir (tava precisando e quase esquecendo como é bauumm) fiquei eu,aqui,pensando com o meu ladinho BIOS de ser. É tanto convite que a gente recebe prá participar de redes sociais, se falar, que isso anda atrasando minha tentativa evolutiva.  É um tal de facebook, orkut, msn, twitter, badoo,googlefriends e sei lá mais o que... E eu dizendo: gente, prestenção, não sei mexer nessas coisas nauuuummmm! Essas coisas é que andam mexendo comigo e me fazendo sentir "a" brotossaura nesse mundo ultra moderno. Tem alguém aí, disponível, prá uma acessoria básica??? Se careço aqui, vocês imaginam pra operacionalizar essas tantas outras coisas. É... Pra mim ainda é uma COISA! Dessas que a gente fala:  uma coisa doutro mundo! Enquanto não aparece algum ASPONE, dá prá continuar a conversar pessoalmente (minha preferência... que não troco, vendo, nem empresto), pelo telefone, aqui, e até mesmo por imeio? E, se um dia existir um confessionário desses, vocês podem ter certeza, já vou confessar: morro lotada, entupida de pecados, mas morro felizzzz dimaiiisss! (RR)

sábado, 27 de novembro de 2010

DIA DE: DEIXA ESTAR...

Ontem recebi do meu cunhado, bichechinho amado, Jorge uma mensagem linda (PPS). Não sei se é verdade ou mentira, mas pouco me importa. De importância tem o dia de hoje! Mesmo sendo contrária a dias de, faço dele meu mote para homenagear todas as mulheres: conhecidas ou não, amigas ou não, próximas e distantes, virtuais e reais, comuns ou raras, simples ou sofisticadas, clichês ou incomuns, lutadoras contra e vencedoras de, com essa mensagem, que lá estava, formatada por aninhaandrade e musicada pelos meninos de Liverpool. Para você Wilma, amadíssima, mulher de peito: FELIZZZZ NATAL!!! Para você Lucinha, amadíssima, a LUZ protetora, pulsante e constante de Mãe Maria e de todos nós trabalhadores da Casa (estamos juntos nessa luta)!!!
“Let it be, foi composta por Paul e dedicada à sua mãe, Mary Patrícia Mohin McCartney. Quando ele diz Mother Mary comes to me, dá a impressão que se refere a Nossa Senhora, Mãe de Jesus. Ele sonhou com a mãe vindo em sua direção e dizendo: Let it be: deixe estar ou vai ficar tudo bem. Quando acordou já estava com a melodia na cabeça.
A música existe em duas versões do solo de Harrison. Sem contar uma versão álbum Let it be... naked, onde Lennon toca o baixo.
Mary McCartney foi vítima de câncer mamário e faleceu em 31.10.56 quando Paul tinha apenas 14 anos. A morte da mãe o abalou profundamente.”

 
P.S: Hoje, 27/11, é o Dia Nacional do Combate ao Câncer de Mama. O meu é todos os dias...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

88


A casa já estaria toda florida e arrumada para receber suas filhas, genros, netos, bisnetos, irmãos, cunhadas, sobrinhos e amigos.
Desde ontem você preparando de um tudo. Porque é uma só para fazer, muitos para comer e só tenho duas mãos! Diria a senhora? Daquela cozinha que sempre saiu os nossos pratos prediletos o que estaria para hoje preparando? Sinto o cheiro e sua preocupação para agradar a todos, sem exceção. Mãããe, quanta comida! Que exagero, não vai aprender nunca? Aí você iria deitar um pouquinho porque as pernas – cheias de varizes – estavam doendo. Mãe, não vai ao Roosevelt arrumar os cabelos e pintar suas unhas de vermelho?  Daqui a pouco... deixa eu descansar.
E qual roupa vai colocar? Ah, ganhou de quase todas as filhas que, agora, está apertada para escolher e não magoar!
Seria o infinito a celebração do número deste ano? Duplamente infinito... E é nesse infinito de AMOR e LUZ que você está! E é daí também que recebe meu infinito AMOR... Porque “metade de mim é saudade... e a outra metade também!” Para com esse chororô, agora! Enérgica, brava e bradando – amorosamente - me diria: Hoje é dia de celebrar a VIDA!!! Então, obediente, seco as lágrimas da minha saudade e saúdo seu duplo infinito com uma de suas músicas prediletas. AMO VOCÊ DE VIVERRR, minha pãe! (RR)

COMO ALCANÇAR AMOROSAMENTE O INACESSÍVEL?

Essa vida é mesmo, no mínimo, intrigante.  Você já sentiu vontade de aconchegar, acolher, acalentar alguém e por mais que alargasse o coração, alasse a alma, estendesse os braços não consegue? Pois é assim que estou me sentindo. Sem nenhuma potência!
Lembram-se da potenciação nas aulas de matemática? “Sabemos que a potenciação é um caso específico da multiplicação, no qual todos os fatores são iguais. Uma potência diz quantas vezes devemos multiplicar certo número por ele mesmo ou dividi-lo. As propriedades surgem espontaneamente a partir das operações da multiplicação e da divisão com potências”. 
Foi multiplicando-me, dividindo-me a variadas potências que percebi que a vida tem a ver com a potência. Não exatamente com a da matemática...
Com a energia que, a cada instante, podemos disponibilizar para viver. Nada nos é mais essencial. Se nos arrancam um braço, uma perna continuaremos sendo o que somos. Ou até mesmo outras partes de nós. E que parte de nós não podemos amputar? Sob pena de deixar de ser. Qualquer uma que, se amputada, aniquilasse nossa potência. Porque sem potência para agir, deixamos de ser. Essa é a perspectiva de Espinosa.
Quando alguém lhe pergunta:
- Que foi? Cê não tá legal? Diz prá mim!
Só pergunta por supor em você menos potência do que esperava encontrar. E se você pode não estar legal, é porque essa sua potência oscila, segundo a segundo. Combustível sempre incerto. Afinal, as coisas que nos acontecem, os fragmentos de mundo que desfilam diante de nós, acabam interagindo conosco e nos transformando. O tempo todo. Por isso, essa potência – tão fundamental para a vida – é só uma questão de instante. Como todo o resto, talvez.
Aí você ouve como resposta:
- A vida não vale nada mesmo. Talvez por isso e por saber que a vivi intensamente até agora, pouco ou nada me preocupa a ideia de não estar agarrado (a) a ela.
A potência – que é a nossa nesse determinado instante – permite que sejamos o que somos. É só nossa. Não é a potência de mais ninguém. Por isso, é ela que nos discrimina – e identifica – em relação a tudo que não somos. É também incomunicável. Intransferível. Inalienável. Incompartilhável. Daí nossa solidão. Condição de nossa existência.
Porque somos ilhas afetivas. Em cada instante, não dispomos da potência de mais ninguém. E ninguém dispõe da nossa. Muitas vezes, a falta de solidariedade na potência nos irrita. Parece-nos inaceitável que outros, com quem contamos, não disponibilizem, num certo instante da vida, a mesma potência que nós.
A minha estará sempre disponível! E por favor: não confundir disponibilidade com a disposição.
Haja singularidade. Haja isolamento. Haja braços estendidos. Haja asas. Cada um na sua. Porque nossas sensações são nossas. Estritamente. Porque ninguém sente o que sentimos. Nunca sentimos mesmo o que sentem os demais. Por mais que nos esforcem para nos contar. Suas tristezas são suas. Suas angústias, medos e desesperanças também. Porque, mesmo quando damos causa à tristeza ou ao medo do outro, permanecem-nos dramaticamente exteriores. Inacessíveis.
No entanto, embora sendo outro em relação a nós, todo esse resto de mundo que não sai da nossa frente tem a ver com nossa potência. Em poucas palavras: esta potência é só nossa, nosso diferencial, nosso casulo. Mas, ao mesmo tempo, está à mercê do resto do mundo onde nos encontramos!  Querendo ou não, somos partes de um todo. 
Incomunicável, incompartilhável, inacessível... O que fazer?
Ter calma, muita calma nessas horas e exercer nossa/minha porção Zen-Rê de ser. (RR)
(Imagem: arquivo pessoal)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DIVIDINDO UM PRESENTE

Foi em mais uma madrugada - insone - que recebi um presente da Sabrina http://mundodesabrinaa.blogspot.com/ ... Tem coisa melhor do que isso? Da mesma forma que ela partilhou, dividiu comigo, faço agora com vocês. Karin com sua arte e sensibilidade nos oferece amor em forma de imagens e frases pinçadas com alma! Vá lá conhecer que é lindo por demais!!! http://karinizumi.wordpress.com/
E para completar o que jamais será completo... Quintana! Nessa quinta já carecida da sexta, do sábado, do domingo...
Quem Sabe um Dia  
Quem sabe um dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DESAFIANDO O DESAFIO...

Fui visitar a Minina-essência que deita palavras como só ela mesma, e lá tinha esse desafio, em forma de convite. Quando fui deixar um comentário agradecendo, apareceu uma novidade nessa minha peleja de BIOS que sou: "parece que vc não foi convidada para esse blog...entre em contato com o administrador". Como assim? Recebo um convite e não posso ir? Vou de penetra? Seria educado?rsrs De qualquer maneira e depois de algumas tentativas, bem parecidas com aquelas quando a gente tá muito afim de ir na tal festa, consegui! UFA...Começava a baixar em mim a síndrome da excluída...
Devo responder as sete perguntas apresentadas e no final indicar mais sete blogueiros para também respondê-las. Como já vi essa brincadeira em outros blogues (e a memória não tá ajudando nem um cadim) essa última parte vou "pular". Então, vamos lá...


7 coisas que pretendo fazer antes de morrer:

- Conhecer as Ilhas Maldivas

- Fazer o Caminho de Compostela (todas as "rotas")

- Escrever um livro de crônicas

- Dar uma festa, um baile dos tempos do século XIX, com todos os convidados vestidos à caráter e se possível até carruagens (tô jogando na mega-sena rsrs)

- Construir um "espaço especial" para receber determinados pacientes... (continuo jogando na mega-sena)

- Fazer um cruzeiro (o dia que eu deixar de enjoar...pq enjoo até em estrada com muitas curvas)

- Morar numa casinha entre as montanhas e o mar (bem isolada messssmo)



7 coisas que mais digo:

- Prestenção...

- Ah neimmmm!

- Tô falando grego???

- Vai pro meio de Machado!

- Calma, muiiiita calma nessa hora

- Tá brincando, né?

- Obrigaaaada!!!



7 coisas que faço bem:


- Falar em público

- Ouvir

- Trabalhar

- Arrumar uma mesa, enfeitar com flores cada cantinho da casa para acolher os amigos

- Comer (adoooooro)

- Organizar festas, jornadas, congressos

- Viver



7 defeitos meus:


- Deixar as coisas prá lá ... (dou uma boiada prá não entrar numa briga)

- Me isolar quando não estou bem...

- Acreditar que posso carregar todo mundo o tempo todo...

- Sofrer com a dor do outro...

-  Falta de disciplina

- Falar mais do que deveria...

- Impaciência (quero resolver tudo prá ontem)



7 coisas que amo:

- Minha família (meu patrimônio maior!)

- Minha casa (a de tijolos e a outra)

- Meus AMIGOS

- Arte (todas)

- A simplicidade grandiosa da Natureza

- O silêncio... da minha (in)quietude

- Minha profissão



7 qualidades:

- Transparência

- Ser amiga

- Alegria e bom humor

- Carinhosa

- Lealdade

- Fé

- Amorosidade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

BLOGUEIRA EDUCADA

"Os progressos obtidos por meio do ensino são lentos; já os obtidos por meio de exemplos são mais imediatos e eficazes".(Sêneca)
Não, realmente educar não é nada fácil. Quantas e quantas vezes nos perguntamos se estamos fazendo certo?  Inúmeras vezes fui questionada - lágrimas escorrendo pelas faces - com o "Doutora", onde foi que erramos?  Ser pai, filho, professor, aluno e até blogueiro é tarefa difícil. Educação engloba tanto o processo de ensinar quanto de aprender. Paulo Freire já dizia do alto de sua pedagogia: Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
Foi também lá no blog da Xará que balança no meu coração,  que tinha mais essa campanha iniciada pela Flávia do blog Compartilhando ideias com uma mulher de 30 e poucos... A moça teve um trabalhão reunindo as opiniões de seus leitores a partir de uma pergunta que fez: "Qual seria a melhor forma de deixar um comentário ou retribuir uma visita?"
Fui remetida, de imediato, aos tempos que iniciei o blog e à minha categoria de uma BIOS ( sempre em evolução). Àquela época, fui alertada pela minha revisora de textos: 
- Regina você sabe o que é um blog?
- Um diário virtual! Respondi do alto de minha suposta sapiência...rsrs
- Você escreveu, teve algum diário na sua infância, adolescência?
- Claro! Muitos e sem cadeados (na época eram cadernos mesmo!) me obrigando a percorrer os cantinhos mais impossíveis, da casa de minha mãe, para escondê-los das leituras indesejadas de cinco irmãs mais velhas!!!
- Ah! Então você não enviava seus amores, angústias, questionamentos , crises existenciais para ninguém ler e corrigir... Um blog é a mesma coisa, com a pequena grande diferença que irão ler! É público. Não é uma conferência que vai dar, um trabalho ou artigo que vai publicar.
- Ahhhhh! Então posso ir só escrevendo, sem me preocupar com as concordâncias, pontuações, novas regras desse “maledito” acordo ortográfico e nem mesmo com os patrulheiros plantonistas da língua portuguesa? E a bibliografia? Nada precisa seguir a ABNT?
- Só escreve, como você já faz.  Respondeu ela caindo na risada. 
E assim fiz e ainda faço. Só que com o passar do tempo fui descobrindo que a blogosfera - existente muito antes do meu BIOS nascimento - tem regras sim!
Algumas não concordo, outras questiono, mas uma sou absolutamente a favor: EDUCAÇÃO! Educação é ser elegante no nosso fazer e estar no mundo. E que nada tem haver com moda e modismos. Não conseguimos comprar nem numa Daslu nem numa DASPU. Não tem etiqueta, marca para ser ostentada. Mas, com certeza, há muitas falsificações made in qualquer lugar do mundo! Não a obtemos numa graduação para ser dependurada e ostentada numa parede seja lá onde for. Aliás, não há molduras para se conter o que deveria ser incontido e natural. Modelito básico e bem clean!
Se pensarmos que nós blogueiros (grupo constitutivo) pertencemos a uma blogosfera (sociedade virtual) a educação é, ou deveria ser, um fenômeno observado e responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos virtuais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro nessa “sociedade blogal”.
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” (Cora Coralina)
 Então, sem saber dos tais bons modos, sem ler nenhum manual de instruções ou ter feito um curso tipo SOCILA para blogueira, imagino já ter cometido inúmeras gafes! Peço já minhas sinceras e reais desculpas!
Mas algumas coisas posso assegurar que minha educação continuada não me permitiram fazer:
- Nunca peguei emprestado (é mais educado, elegante esse termo, do que roubar) nada de blogues alheios sem avisar e dar os devidos créditos;
- Nunca fiz propaganda;
- Nunca fiz “escada” do blog alheio;
- Nunca fui à cata de leitores, seguidores (acho um horror, quando leio um comentário de um novo seguidor aqui e quando vou lá agradecer a visita, já vejo aquelas carinhas carimbadas e tarimbadas daqui, lá... como seus mais recentes seguidores! E sem tecer nenhum comentário... Quanta coincidência!!!)
- Não tenho absolutamente nada contra o blogues comerciais ou que se utilizam dele para venderem o que fazem. Tenho é admiração! O Divã não o é, por enquanto... Quem sabe um dia? Não foi e não é essa minha intenção.
- Se chego a um novo blog que não para agradecer a visita, informo de onde vim, o que li e porque estou ali;
- Se leio algo em algum blog que me inspirou a escrever, citar o mesmo escritor, tenho a elegância de dizê-lo;
- Leio, leio e muitas vezes releio as postagens que gosto, sejam curtas ou longas, e deixo meu comentário quando sinto que tenho algo a dizer para quem escreveu (por mais simplista que seja);
- Já retirei, infelizmente, meu email do perfil, por receber, além de avisos constantes de novas postagens dos blogues aos quais me fiz seguidora, uma avalanche de perguntas e “propostas” nada educadas;
- Tenho, fiz e farei AMIGOS, amados meus, aqui nesse espaço e por isso digo: OBRIAGADA!
- Sou assim mesmo: afetiva, amorosa, intensa, brincalhona, bem humorada e séria no que faço... O que não dá o direito (a determinadas pessoas) de “confundirem” com falta de respeito e educação.  
“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”.(Paulo Freire)
Sempre escrevi e escreverei com aquilo que tenho e carrego dentro de mim, meu bem mais precioso: minha essência! Gosto como todos, imagino eu, de receber um feedback do que postei e recebo com amor cada comentário quando aqui deixado!
E sem mais delongas termino, abaixo, utilizando-me de palavras alheias que resume o meu Educação é mais que bom... É elegância, e quem não gosta?  (RR)
“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. (Nelson Mandela)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CYBERBULLYING

Nada acontece por acaso mesmo. Há vários meses venho me comunicando com uma amiga sobre fatos que acontecem nessa blogosfera que, como no mundo real, pode ser maravilhosa ou canina. Esperava um momento apropriado para escrever sobre o assunto. E eis que dia 16/11 indo balançar minhas horas no blog da Xará vejo, leio duas campanhas importantíssimas. Hoje me atenho ao Bullying, ou melhor, ao Cyberbullying. E esse selinho-campanha foi criado pela Biah do http://efeitomenina.blogspot.com/. Vão lá conferir.
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa em seu livro Bullying – Mentes perigosas nas escolas (Editora Fontanar) explica com maestria tudo a respeito. Indico a leitura. Além de muitos outros artigos escritos e publicados por estudiosos do assunto. É só pesquisar.
A palavra de origem inglesa bullying significa um conjunto de atitudes violentas, físicas ou psicológicas, que ridicularizam e humilham suas vítimas, tendo na escola seu principal palco de vivência.
Quem de nós nunca sofreu? Pelo tipo físico, magra, gorda, alta, baixa, cor da pele, tipo de cabelo, religião, utilização ou não dos óculos, classe social, etc. Na verdade, atualmente, temos ouvido muitas terminologias novas para definir comportamentos patológicos antigos, que antes passavam despercebidos e agora constam dos compêndios de classificações de doenças.
Uma pesquisa inédita no Brasil revela que o cyberbullying, violência entre jovens praticada por meios virtuais, já é mais freqüente que o bullying, as agressões feitas pessoalmente, normalmente dentro das escolas.
De acordo com Cléo Fante, especialista em bullying e consultora dessa pesquisa, a internet favorece as agressões porque propicia a quem pratica o bullying uma falsa sensação de impunidade e anonimato. Ela também acredita que os números sejam maiores no caso de bullying virtual porque há quem comece a agredir um colega na escola e continue quando chega a casa, pela internet.
A diferença entre um e outro tipo de violência é simples. Enquanto o bullying é praticado pessoalmente, com constantes xingamentos, piadas de mau gosto e agressões físicas, o cyberbullying acontece em e-mails maldosos, comentários agressivos em redes sociais e perfis falsos criados para difamar alguém.  As causas e efeitos de ambos são os mesmos, o que muda é o meio em que ocorrem.
O que me deixa abismada, é que o cyberbullying não se limita a crianças e jovens. Adultos (?) também o praticam! E aqui em nossos blogues... Pode? Não só pode como essa "perseguição" não tem limites. Hoje entendo os motivos que muitos blogueiros ativaram o
Seu comentário estará visível depois de ser aprovado. Também tem a ver com a outra campanha: educação! Mas dessa falarei amanhã. Agora, enganam-se os bullies - agressores - se acreditam que ficarão, eternamente, impunes e anônimos. Seus dias estão contados. Existem já, não só maneiras de descobrí-los, como medidas legais, jurídicas para barrá-los e puní-los!

Enquanto caminhamos nessa luta, acredito que a melhor forma de prevenir o cyberbullying é trabalhar e desenvolver valores mais humanos entre as pessoas, como respeito, solidariedade, fraternidade, amor e educação! Com estas vacinas, não haverá violência que sobreviva!
Abaixo um vídeo-campanha da Rede Globo com o apresentador Serginho Groisman.(Fonte de Pesquisa e Imagens: Internet)




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