Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

BRINCADEIRA DE INFÂNCIA



Quando era criança minhas irmãs me ensinaram a brincar, falar, a língua do P. Não sei se vocês se lembram, mas a cada sílaba, acrescentávamos a similar com P. Mais ou menos assim: FELIZ NATAL ficava... FEPÊLIZPIZ NAPATALPAL! Ou ainda um FELIZ ANO NOVO PARA VOCÊ... FEPELIZPIZ APANOPÔ NOPÔVOPÔ PAPARAPA VOPÔCEPÊ !!! E eu acreditava que estava falando a língua estrangeira mais bacana de todo o universo. Claro que quanto mais praticava, mais rápida ficava na falação. Às vezes saía cada coisa esquisita... Era uma farra só! Bons tempos, esses, de infância, onde a imaginação corria solta, sem precisar fazer força. Qualquer coisa virava uma brincadeira, novidade, e rapidinho a rua inteira queria aprender a nova invenção. Pois não é que recebo essa msg por email, me informando que, só com a nossa língua, podemos falar assim?


                      APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...

"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando, Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. -Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal.
Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso,penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente,pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.
Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro
Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios
para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, Pereceu pintando...' Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...,
Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei."

2 comentários:

  1. Fepelizpiz napatalpal prapa vopocepe viu piu?
    Eupeu tampem sepeipi fapalarpa epessapa linpin guapa.

    bjins darling
    eidia
    www.oquevivipleomundo.blogspot.com

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  2. Apamapadapa Ipiepedapa
    Napadapa copomopo anpantipigapamenpemtepe!!!
    Beijuuss n.c.

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