Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

COISAS DA VIDA



Já escondi um amor com medo de perdê-lo,
Já perdi um amor por escondê-lo...
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
Já me arrependi por isso...
Já passei noites chorando até pegar no sono,
Já fui dormir tão feliz,
Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...

Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram...

Já passei horas na frente do espelho
Tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,
Ao ponto de querer sumir...

Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade
E também me arrependi...
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
Para mais tarde chorar quieta no meu canto...

Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
Já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
Já tive crises de riso quando não podia...

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros...

Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse...
Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar...

Já contei piadas e mais piadas sem graça,
Apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de final feliz
Para dar esperança a quem precisava...
Já sonhei demais,
Ao ponto de confundir com a realidade...

Já tive medo do escuro,
Hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”...
Já caí inúmeras vezes
Achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes
Achando que não cairia mais...

Já liguei para quem não queria
Apenas para não ligar para quem realmente queria...
Já corri atrás de um carro,
Por ele levar alguém que eu amava embora.

Já chamei pela mãe no meio da noite
Fugindo de um pesadelo,
Mas ela não apareceu
E foi um pesadelo maior ainda...
Já chamei pessoas próximas de “amigo”
E descobri que não eram,
Algumas pessoas, nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim...

Não me dêem fórmulas certas,
Porque eu não espero acertar sempre...
Não me mostre o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração!...
Não me façam ser o que eu não sou,
Não me convidem a ser igual,
Porque sinceramente sou diferente!...

Não sei amar pela metade,
Não sei viver de mentiras,
Não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesma,
Mas com certeza não serei a mesma para sempre...

Com o tempo aprendi que o que importa
Não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida...

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher...
Gosto de cada um de vocês de um jeito especial e único!
(Desconheço a autoria)

8 comentários:

  1. Muito bonito, Regina. Muita experiência vivida e muita sensibilidade, de quem escreveu.
    Acho que todos nós encontraremos muitos "Já" que já se passaram connosco.
    .

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  2. Que ternura minha querida Regina.

    Não há como não me rever, no muito que aqui foi colocado com alma e sinceridade que é teu apanágio.
    Adorei e não saberia explanar melhor quando dizes que os amigos são a família que nos permitiram escolher.

    Ontem aconteceu...
    À noite pensava como seria bom dar uma volta e ver alguém amigo e conversar um pouco. Em virtude do tempo não estar nada agradável, vim até ao computador e fui lendo por aí o que os amigos têm escrito nos seus blogues e pensei...
    O meu blogue é um dos meus amigos, quase uma terapia. Indo para junto dele e acarinhando-o com as minhas divagações, ensaios e confissões, outros amigos se juntam e quando vou aos seus blogues ou vêm ao meu, quase me sinto em mesa redonda, trocando, partilhando e transmitindo os meus humores, ouvindo e interiorizando os seus sentimentos. Não tenho de estar sozinho a não ser que assim escolha!
    Tenho ficado perplexo com a amizade e carinho recebido, vindo deste mundo a que chamam virtual e mais posso dizer que estes são os amigos que de mim se lembram sem esperarem materialismos em troca, (isso não tem nada de virtual), contrariamente ao que acontece com alguns ditos amigos que todos nós temos, fora dos blogues.
    Coma idade vamos adquirindo filtros atrás de filtros que não permitem que os outros venham até nós com a mesma facilidade de quando éramos mais novos.
    Da Regina querida tem sido um crescendo de bem querer que me deixa numa grande paz e convicto de que vale a pena baixar a guarda sermos nós próprios se queremos que estas coisas boas aconteçam.
    E porque este sentimento de amizade é de um grande valor para mim, expresso a minha gratidão por nos termos cruzado e espero sinceramente continuar a merecer a tua consideração que tanto estimo e quero preservar.
    Beijo e um kandando apertadinho.

    P.S. Difícil mesmo é explicar o que sente por palavras quando não se tem esse dom. Felizmente para os verdadeiros amigos até os silêncios falam.

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  3. A sabedoria com as coisas da vida não consiste, ao que me parece, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois .

    Beijos.

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  4. Eiii Rui
    Pois não é que quem escreveu, soube de maneira tão delicada, descrever um "cadim"=pouquinho de tudo, que todos nós já vivemos?
    Beijuuss n.c.

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  5. Ah Kimbanda Amado... que palavras!!! Como pode descrever com tanta ternura o que me acontece também? Estou tentando há dias escrever sobre essa blogosfera fantástica, as novas amizades que me parecem de anos e anos... Vc é realmente um ser especial!!! Não sei como agradecer esse presente de D'US por tê-lo encontrado, como outros amigos que aqui sempre estão. É pura magia!!!!!
    Beijuuss n.c. do lado de cá do Atlântico, diretamente, sem escalas.

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  6. Manuel já AMIGO
    Vc e seus toques mais que especiais...Fico tooooooodos os dias, aguardando-os ansiosa, quiném criança querendo seu pirulito!
    Beijuuss n.c.

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  7. Olá Regina,

    Quem escreve um poema assim tão bonito não devia permanecer anónimo. É tão simples e tão verdadeiro. Quem não passou já por isso tudo? Eu já passei sim...

    Beijo,

    Alexandre

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  8. Oi Alexandre
    Antes de mais nada: tô com saudades de seus posts! Também acho estranho que seja "anônimo" algo tão lindo! Bem que procurei o(a)autor(a) mas, não encontrei. Quem sabe aparece e vou ter a maior alegria de colocar os devidos créditos.
    Beijuuss n.c.

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