Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

terça-feira, 29 de junho de 2010

HOMOTOXICOLOGIA: VIVENDO E APRENDENDO...SEMPRE!

Quem me conhece sabe que  desde sempre, e mais ainda a partir das minhas vivências num hospital geral, sou absolutamente a favor de uma visão integrada de todo e qualquer adoecimento. Também apregôo que, da mesma maneira que temos o direito de nascermos com dignidade, nossa morte também assim deveria ser.
Desde outubro de 2007 acompanho, dolorosamente, - um ser amadíssimo por mim, em sua luta contra um câncer devastador. É um guerreiro que vem me surpreendendo nesses quase três anos de guerra! Nesse mês tive a notícia que ele iria procurar um homotoxicologista e ao ser perguntada, pelo informante, se sabia do que se tratava, se conhecia o médico, e sem ter nenhum conhecimento e respostas a dar, corri atrás dos amigos doutores para questionar.
Cláudia, uma médica homeopata com a qual tive o prazer de trabalhar alguns anos na Clínica de Dor Crônica do hospital me esclareceu, forneceu trabalhos científicos e me "garantiu" que é uma das abordagens das quais comungo. Fiquei além de muito atraída por tal homo, com a certeza de que vou, brevemente, consultar também!



O que é Homotoxicologia?
A homotoxicologia é uma ciência que busca identificar a presença de substâncias tóxicas, venenosas ou daninhas acumuladas no organismo, através de alimentos, medicamentos, água, metais pesados, droga, fumo, radiações e outros que podem provocar danos ou lesões nos órgãos, além de enfermidades como alergias, infecções crônicas ou recorrentes, intoxicações e doenças auto-imunes.



Onde surgiu a Homotoxicologia?  

Originou-se na Alemanha, pelo médico Homeopata Dr. Hans-Heinrich Reckeweg na década de 50, e chegou ao Brasil apenas em 2002. Estima-se que na Alemanha, onde é muito popular, cerca de 50% dos médicos, incluindo os com formação alopática, receitam medicamentos homotoxicológicos. A teoria de Reckeweg trouxe uma explicação de como o corpo funciona na normalidade e na enfermidade. Definiu que o ser humano está exposto a uma série de substâncias tóxicas – as homotoxinas -  que são a causa das enfermidades. Esse termo – homotoxina (homo = homem) define todas as substâncias que são tóxicas para o homem. É importante lembrar que as substâncias não são tóxicas da mesma forma para todas as espécies viventes; é possível que o que é tóxico para uma espécie, não seja para outra, ou os graus sejam diferentes. Por isso a etimologia da palavra Homotoxicologia, seria o estudo da toxicidade e seus efeitos nos seres humanos. Reckeweg definiu dois tipos de substâncias homotóxicas:
- Homotoxinas exógenas: Aquelas que vieram de fora do organismo do paciente; geralmente provenientes da contaminação ambiental, alimentação, fármacos, drogas ilegais, etc.
- Homotoxinas endógenas: As produzidas dentro do organismo como parte do metabolismo normal ou anormal: bilirrubina, histamina, colesterol, etc.
A forma como Reckeweg concebeu a enfermidade, indubitavelmente se encontra em total acordo com a realidade funcional do organismo humano. Segundo ele, num primeiro momento o organismo consegue metabolizar e excretar as homotoxinas, mantendo-se saudável. Quando os mecanismos de limpeza começam a não ser mais suficientes, surge a doença. O acúmulo de homotoxinas nos diversos tecidos e órgãos de forma diferenciada definem os sintomas do paciente.
Na primeira fase da doença o organismo consegue excretar as homotoxinas, quer seja aumentando a capacidade de excreção, por meio de diarréia, poliúria (aumento da urina) ou aumento da sudorese.
Numa segunda fase o organismo lança mão da inflamação, onde as células de defesa do organismo (neutrófilos e macrófagos, principalmente) promovem a remoção das homotoxinas.
Quando esses dois mecanismos são insuficientes, as homotoxinas são depositadas e neutralizadas na matriz extracelular. Nessa fase as homotoxinas estão à espera que o organismo possa eliminá-las. Os aumentos amigdalianos, miomas e os adenomas de próstata são exemplos dessa fase.
Quando as homotoxinas persistem por muito tempo na matriz extracelular, estas sofrem um processo de polimerização, dificultando sua excreção. Nessa fase ocorre prejuízo da função da matriz extracelular causando perda da nutrição das células. O diabetes é um exemplo dessa fase.
Na fase cinco (degeneração), as homotoxinas lesam as células, causando alterações bioquímicas, enzimáticas e estruturais. Exemplos dessa fase são as artrites crônicas, lúpus, doenças degenerativas.
Na fase seis (desdiferenciação), as toxinas alcançam o núcleo das células. Altera-se a ordem genética e começam os processos de câncer.
O importante da visão da Homotoxicologia de Reckeweg é a concepção dinâmica, quer dizer, não se encaram as doenças como processos isolados, localizados em órgãos específicos e tratados como situações isoladas. Dessa forma, as doenças são manejadas segundo a fase em que se expressam.
As fases de excreção e inflamação não se devem suprimir com os remédios "anti" (p. ex. anti-diarréicos, anti-inflamatórios, etc). Deve-se sim modular os processos, controlá-los, não suprimi-los. Devem-se permitir ambas as fases cumpram sua função biológica, mas regulando-as para que não ocorra qualquer desequilíbrio.
Nas fases de deposição e impregnação, devem-se estimular os mecanismos do corpo para a eliminação das homotoxinas, como já propunha Hipócrates há 2800 anos. Devem-se evitar todas as formas a evolução para as fases celulares (degeneração e desdiferenciação). Nas fases celulares estamos diante de lesões bioquímicas e estruturais muitas vezes irreversíveis. Por isso a ação terapêutica é dar suporte estrutural, funcional e metabólico, permitindo ao corpo manter-se em equilíbrio, permitindo a vida com a melhor qualidade possível.
O médico com visão homotoxicológica, mediante uma história clínica muito bem feita, busca todos os fatores homotóxicos individuais do paciente, para estabelecer um tratamento integral. Fundamentalmente com mudanças no estilo de vida para cortar o ingresso de toxinas e farmacologicamente através da administração dos remédios antihomotóxicos, os quais basicamente estimulam a resposta imunitária do paciente, recuperando a capacidade do corpo para neutralizar e eliminar as toxinas.

Os medicamentos biológicos anti-homotóxicos ensinam o corpo a agir e, caso haja uma patologia semelhante no futuro, o corpo terá aprendido a reagir e precisará de menos ou nenhum medicamento para eliminar a doença, ao contrário dos medicamentos fármacos-químico que agem no lugar do corpo e até bloqueiam suas reações de defesa, não normalizando suas funções nem eliminando as agressões sobre o sistema.
Mesmo assim os medicamentos anti-homotóxicos, por não interagir com fármacos alopáticos, podem ser usados de modo complementar com estes, ao contrário de outros tipos de medicações. A Terapêutica Anti-homotóxica é calcada em princípios avançados de drenagem, imunização e estimulação. O tratamento é realizado com medicamentos dinamizados (bio-compatíveis e em acordes de potência).
É preciso explicar mais os motivos pelos quais vou, brevemente, consultar um especialista desses? Quero identificar, neutralizar (todas as toxinas), estimular e aumentar a imunidade das minhas células para assim melhorar, ainda mais, a minha qualidade de vida!   

Quanto ao meu amadíssimo, vai respondendo muito bem ao novo tratamento, mas eu continuo fazendo minhas orações e agradecendo pela dignidade merecedora nossa de cada dia!






20 comentários:

  1. Ta certo linda, estarei postando amanhã... ok?

    Msn?

    Bjuxxx no coração!!!!!!

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  2. Muito interessante. Não conhecia o termo nem evidentemente todo o processo homotóxico.
    O que é certo é que tal como o boneco do post, passamos a vida a auto-homotoxicarmo-nos !
    Que bom seria podermos identificar, neutralizar (todas as toxinas), estimular e aumentar a imunidade das nossas células para assim melhorar, ainda mais, a nossa qualidade de vida!
    E não me limito aos medicamentos (porque desses temos uma noção dos riscos) que para fazer bem a umas coisas, fazem mal a outras, mas principalmente aos alimentos que tão levianamente ingerimos !
    .

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  3. Bom dia, regina.

    Adorei, sempre bom aprender e com linguagem simples e clara.

    Beijo Miga.

    Renata

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  4. Querida amiga, hoje em dia está virando uma batalha viver...
    É incrível como tudo que nos é prazeroso vai se tornando nocivo ou perigoso, desde remédios até os alimentos!
    Meu Deus! Sabe Regina, como será daqui para frente?
    Mas não criemos uma paranóia, apenas sejamos moderados certo? E mesmo assim ainda corremos riscos...
    O que fazer? Creio que rezar mesmo, não é?
    De qualquer maneira, valeu a aula, para mim que sou relapso. Vou incutir na mente o exemplo que tu nos passa: Ser mais prudente, se cuidar mais, e buscar uma avaliação sempre que possível.
    Um abraço, bjs.

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  5. Rê Amiga,
    Às vezes, mal o paciente abre a boca, logo o médico começa a receitar. Mas também acontece o contrário; ai dele se não receita...
    Li com muita atenção os ensinamentos contidos neste texto em que a Homotoxilogia privilegia o estudo da toxidade e o seu efeito no organismo dos seres humanos, bem como os medicamentos biológicos ensinam o nosso corpo a agir [reparar os danos causados por essas homotoxinas] e estimular o nosso sistema imunitário, que, segundo creio, é a função que devem ter os me dicamentos e não a de contribuir para uma maior intoxicação do organismo.
    Obrigado por esta lição.
    Um xião.
    Jorge

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  6. Eu não conhecia esse tipo de tratamento,agente como tanta porcaria que acredito que 80% dos nossos males são dessas porcarias que ingerimos

    muito interessante

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  7. Impossível sair daqui sem ter ganho algo...conhecimento, divertimento, colo...de tudo se tem um pouco por aqui, por isso esse canto é tão especial.

    Faço o mea culpa...sou inimiga total do meu corpo no quesito automedicação, ingestão de porcarias alimentares, enfim.

    Beijos, querida.

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  8. Por aqui tudo se aprende, de A a Z este blog é um espanto.

    Beijinho.

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  9. Regina querida
    ADOREI este post! Desconhecia por completo tanto o termo - homotoxicologia - como o seu significado.
    Parece-me ser uma forma menos invasiva e mais pacífica de tratar as doenças que, no fundo, se resume a atacar as causas e não os efeitos - isto falando duma forma muito leiga - que é o que sou no assunto :)))
    Mas gosto muito de ler tudo o que se relaciona com medicina, as causas das doenças, como as tratar, etc. etc...
    Cada vez se acredita mais que a nossa saúde depende, em grande parte (para não dizer a maior...) no que o nosso organismo ingere, quer seja pela boca - através da alimentação - quer através do aparelho respiratório - tabaco, drogas, poluição, micróbios...
    Pessoalmente tenho uma experiência muito positiva: deixei de fumar há quase 2 anos (faz no dia 7 de Outubro) e, desde que larguei o cigarro nunca mais me constipei nem tive tosse - eu tossia horrores quando me levantava de manhã :) Em contrapartida aumentei imenso de peso rsrsrsrsss, mas antes quero ser rechonchudinha - o que aos poucos também vai passando... do que andar com falta de ar e tosse.

    Desculpe, estou farta de falar :) e onde vais arranjar tempo para me ler???

    Beijinhos com muito carinho.

    Ah! se gostas de poesia vá amanhã ao meu blog "LÍRIOS". Há post novo.
    + 1 besito

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  10. Olá,

    Tens no meu blog uma entrada referente à amizade entre pessoas de diferentes países e, se quiseres, um selo referente à mesma, que foi criado pensando em alguém como tu, pois, ainda que não te conheça pessoalmente, considero-te no meu grupo de amigos.

    Cpts.

    Sergio.

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  11. Olá Regina,

    Por considerar-te minha amiga tens um "regalo" no meu blog..., porque não é necessário que chegue o dia dos amigos para nos lembrarmos deles...!

    Um beijo e boa semana.

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  12. Aqui aprendo tanto amiga...
    Obrigado!

    Os amigos são uma dadiva maravilhosa vinda dos céus.
    Desejo melhoras ao teu amigo.
    Bjos mais que achocolatados

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  13. Já publiquei uma postagem no meu blog falando que só por respirarmos já estamos nos intoxicando e oxidando... Gostei muito desta tal homotoxicologia! E a sua publicação é completa e esclarecedora. Acho que seu amigo está certíssimo de lutar com todas as armas que tem a disposição. Pena que tenha demorado a procurar... talvez se tivesse encontrado esta alternativa um pouco antes estaria reagindo melhor à 'maledetta' devastadora. Enfim... cada um de nós tem uma luta para travar em cada vida. E que Deus tenha compaixão de nós! Beijos

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  14. Querida amiga.

    Sem palavras para comentar,
    mas cheio de palavras para agradecer,
    tão importantes palavras esclarecedoras
    sobre este ramo
    de estudos,
    bem como pela amizade,
    que reforça sempre o amor sobre todas as
    outras coisas.

    Dias de paz para ti.

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  15. Voltei só pra dizer...se a senhora não está bem, trate de ficar, mocinha!

    Ai, ai, ai...como diz minha sobrinha de 2 aninhos ralhando comigo. Rsrs.

    Te trouxe meu abraço, o maior de todos, o mais acolhedor.

    Beijos e se cuida.

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  16. Menina, achei interessantíssimo esse assunto!!
    Obrigada por compartilhá-lo conosco.

    Meu filho caçula é médico (cirurgião de cabeça e pescoço), e a próxima vez que ele aparecer aqui em casa, vou perguntar-lhe o que acha a respeito.

    Um abraço carinhoso prá você

    Cid@

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  17. Rê, o envenenamento se dá pelas mais variadas formas, a soda cáustica nos laticínios, os diversos remédios aplicados no gado para crescimento mais rápido, a fraqueza que tem um ovo botado por essas mirradas galinhas de granja, os enlatados, embutidos, a poluição, etc, etc.
    Demorou o surgimento desse ramo da ciência. Que se desenvolva e traga novas esperanças aos doentes.
    Bjs no seu coração.

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  18. Já tinha visto rapidamente, mas salvei pra ler com calma. Métodos menos invasivos são sempre bem-vindos, né amiga?
    Muito interessante, mesmo. Obrigada por partilhar tuas "descobertas" preciosas.
    Bjos, amada!

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  19. Era exatamente isso que eu procurava... Equilíbrio certeiro e integral!
    Excelente!! Parabéns!
    Vou trocar a alopatia pela homepatia-toxicologia.

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