Não importa onde estamos, numa mesa de bar ou no divã do analista, nossa mente nunca para e nossos medos e desejos nunca nos abandonam. Nem por um instante nos separamos do que realmente somos e, por mais difícil que seja, não controlamos cem por cento nossas atitudes. Se Freud, após 40 anos de estudo da mente humana, continuou com várias dúvidas sobre o ser humano, quem sou eu ou você para julgar as “crises histéricas” da melhor amiga? Só Freud explica!?!
Coisas simples que todos vivemos,pensamos,sentimos e nem sempre conseguimos partilhar. Assuntos, temas, extraídos da minha experiência clínica e do meu cotidiano. Em alguns você pensará: tô fora... Em outros: tô dentro...

sábado, 3 de outubro de 2009

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA


Já se vão alguns anos que trabalho, também, com exame ou avaliação neuropsicológica. A avaliação neuropsicológica é um procedimento utilizado para avaliar como o cérebro está funcionando. Ela envolve a utilização de testes que são sensíveis a problemas no funcionamento cerebral. Os testes não são invasivos, ou seja, eles não envolvem colocar você em alguma máquina ou usar raios-x. Diferentemente de uma tomografia ou ressonância magnética que mostram como está a estrutura do cérebro, os exames da avaliação neuropsicológica mostram como o cérebro está trabalhando quando ele realiza certas funções (como se lembrar de algo, falar, concentrar-se, planejar uma estratégia para conseguir algo, entre outras). Estas tarefas são partes fundamentais para o sucesso de vida de uma pessoa. Prejuízos em muitas dessas funções podem existir por causa de anormalidades no cérebro que nem sempre são detectadas em exames de tomografia ou ressonância. Atualmente é freqüente a solicitação de exame neuropsicológico para avaliar as lesões e disfunções cerebrais, que podem ser congênitas; adquiridas (Traumatismo Crânio-encefálico); localizadas (tumores e epilepsia); difusas (Doença de Alzheimer); permanentes; temporárias e diminutas (seqüelas resultantes do abuso de drogas e álcool). Esta complexa avaliação é realizada por neuropsicólogos (profissionais, que como eu, fizeram especialização nessa área) e neurologistas treinados na avaliação das “funções nervosas superiores” e é utilizado teste neurológico e psicológico específicos, padronizado e validados, sendo realizados em etapas sucessivas, baseados em dados comparativos, segundo o esperado para cada faixa etária, nível sócio-econômico e escolaridade.
Esta extensa e minuciosa testagem é usada, então, para nortear indicações terapêuticas medicamentosas e de reabilitação, com técnicas específicas aplicadas a distúrbios por déficit de atenção, com ou sem hiperatividade associada, diagnóstico diferencial dos déficits cognitivos e avaliação de distúrbios mentais, assim como, as demências (isquêmica por multi-infartos, Alzheimer e outras) sendo, também, útil para o diagnóstico diferencial de depressão.
Indicações do exame Neuropsicológico:

1. Avaliação e acompanhamento de demências (Tipo Alzheimer, Vascular, SIDA, etc.);
2. Avaliação e acompanhamento do Déficit Anêmico Associado à idade;
3. Avaliação do déficit cognitivo pós AVC, TCE etc;
4. Avaliação de déficit cognitivo pós meningo-encefalites;
5. Avaliação de déficit cognitivo pós-intoxicações (metais pesados, etc.);
6. Avaliação de déficit cognitivo associado ao alcoolismo (demência Wernicke Korsakoff);
7. Avaliação de déficit cognitivo associado a drogas (cocaína, crack, etc.);
8. Avaliação do déficit cognitivo na epilepsia;
9. Avaliação de déficit intelectual congênito;
10. Avaliação do déficit atentivo no Transtorno do Déficit de Atenção forma persistente;
11. Avaliação de formas residuais de Transtornos do Aprendizado;
12. Avaliação dos déficits cognitivos na esquizofrenia;
13. Outros: diagnóstico diferencial das dismnésias (depressão versus demência).
A avaliação neuropsicológica completa envolve as seguintes áreas: (cada pedacinho do nosso cérebro é responsável por uma ou mais funções que fazemos automaticamente)

· inteligência global;
· memória verbal e visual (aquisição, retenção e recuperação);
· memória implícita (casos especiais);
· capacidade de aprendizado novo;
· atenção (amplitude, rastreamento, seletividade, alternância e sustentação);
· linguagem expressiva e receptiva;
· vocabulário;
· fluência verbal fonética e semântica;
· cálculo;
· abstração;
· planejamento;
· habilidades visuo-perceptivas e visuo-construtivas;
· praxia;
· gnosía;
· destreza visuo-motora;
· tato;
· força muscular;
· nível de conhecimentos gerais;
· capacidade de formular hipóteses e de modificá-las (flexibilidade cognitiva).


Então, o mais importante para sabermos é que, quanto mais precoce um diagnóstico, mais as funções cerebrais serão preservadas e melhor será a qualidade de vida dos nossos amados e, claro, a nossa também!
Ah, isso serve para todo o corpo humano... Estou sempre http://www.tôdentro.com/. do "prevenir é muiiito melhor que remediar".

3 comentários:

  1. Acho que não entendi direito a explicação quanto ao quadro onde se deve dizer as cores existentes. O normal é haver mesmo um "conflito no cérebro" ou identificar as cores independentemente de, ao mesmo tempo, ler as palavras?

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  2. Anônimo(a)
    Vc tem que falar o nome das cores nas quais as palavras foram escritas, ex. primeira coluna da esquerda, de cima prá baixo: verde, amarelo,vermelho,preto,verde,azul. Entendeu? Quem és tu anônimo(a)???? Escreve seu nome depois do comentário, tô curiosa rsrsrs.
    Beijuuss n.c.

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  3. Que linda a sua mensagem!!!! Vou compartilhar, com os devidos créditos, com certeza!!!!

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